Programa do espetáculo que estreou em 1993 no Paço Imperial |
Ricardo Gilly, Eleusa Mancine, Dinho Valladares, Cacá Mourthé, Carmen Frenzel, Mirian Freeland |
PASSO A PASSO NO PAÇO
Uma Estória do Brasil Imperial
de Maria Clara Machado
(Verso Capa)
Escrever uma história para contar às crianças a vida do Paço Imperial foi um grande prazer para mim.
Descobri que a História do Brasil que eu aprendi na escola não correspondia à verdade. Descobri também com Cacá, Dora e Ricardo que os fatos verdadeiros nem sempre muito bem comportados dos nossos antepassados, mostram um Brasil bem diferente de tudo que aprendemos.
E aí estão a Rainha Louca dando seus ataques; o bom velho Dom João VI, comilão e engraçado; Dona Carlota que só pensava em voltar à Portugal, enfim, um Brasil verdadeiro: com escravos, exploradores e a velha corrupção.
3º Quadro
Os palhaços fazem uma pantomina, ajudados, por grandes bonecos contando a invasão de Portugal por Napoleão e a fuga da família real para o Brasil
1743 - As obras de reforma concluídas neste ano transformam o prédio em Casa dos Governadores. A Casa da Moeda continua a funcionar no local.
4º Quadro
Das janelas aparecem homens e mulheres que ¨cantam¨ os preparativos para a chegada da família real, anunciando-a para o povo e para o público.
1808 - De Casa dos Governadores a Palácio dos Vice-Reis. O Paço sofre novas reformas para receber a reformas para receber a família real, que se transfere de Lisboa para o Rio.
(Páginas 4 e 5)
1822 - D. Pedro, filho de D. João VI, torna-se o primeiro Imperador do Brasil ao declarar a Independência em 7 de setembro de 1822.
5º Quadro
Chegada da familia real no Paço. Em uma carruagem, D. Maria a Louca, chegará dentro de uma enorme gaiola.
6º Quadro
Os espectadores serão conduzidos pelos palhaços ao 2º andar onde, na sala de cúpula, encontrarão D. João, D. Maria I e D. Carlota Joaquina, em suas truncadas relações familiares. Depois da ¨Abertura dos Portos¨, mudança de D.Maria para o Convento do Carmo; morte de D. Maria; Aclamação de D. João; volta deste para Portugal.
7º Quadro
D. Pedro I; suas festas; a Marquesa dos Santos; o dia do Fico; a Independência. Depois destes grandes feitos, D. Pedro I bota os pés pelas mãos e é pressionado a voltar para Portugal, deixando seu pequeno filho no Brasil.
1841 - Coroação de D. Pedro II. No ano de 1842 tem-se notícia do primeiro daguerreótipo feito no Brasil focalizando o Paço Imperial.
8º Quadro
Mundança de espaço - O público é conduzido pelos palhaços. Período da Regência; Maioridade de D. Pedro II; cena do beija-mão; D. Pedro II mais velho, sua doença e a necessidade de se tratar em Portugal.
9º Quadro
Mudança de espaço - A princesa Isabel assina a Lei Áurea. Uma grande festa celebrando a República, até a condução, pelos atores, do público à saída.
1888 - Assinatura da Lei Áurea a 13 de maio. A Princesa Isabel e o Conde d'Eu aparecem no balcão, após a cerimonia, para receber os aplausos do povo.
(Páginas 06 e 07)
O Paço Imperial
Um marco importante na história do Brasil, o Paço Imperial é previlegiado não só por ser um dos mais belos exemplos da arquitetura luso-brasileira no Rio de Janeiro mas também por sua localização e vizinhança: na Praça XV, de frente para a Baía de Guanabara, tendo como a Faculdade Cândido Mendes, a Bolsa de Valores, a Assembléia Legislativa.
Sua história confunde-se com a história do Brasil: Casa da Moeda, onde se fundia o ouro vindo das Minas Gerais; Paço Real, quando a família Real nele veio morar, expulsa de Portugal por Napoleão; Paço Imperial quando D. Pedro I declarou a Independência e tornou-se Imperador do Brasil.
Palco de acontecimentos importantes - Lei Áurea, Dia do Fico, anúncio da Independência, deposição de D. Pedro II - após a Proclamação da República é relegado a um segundo planbo, enquanto a Praça que o cerca comemora o XV de Novembro, o Paço se torna sede dos Correios, talvez por representar uma história que, então se queria esquecer.
Em 1938, é tombado. Em 1985, após uma cuidadosa restauração, é ianugurado como Centro Cultural.
Desde então, no desempenho de sua função como Centro Cultural, o Paço vem se afirmando no ambiente cultural do Rio de Janeiro, expondo obras de alguns dos maiores artistas deste século, brasileiros e estrangeiros, acervos e coleções nacionais e internacionais.| Elenco |
Luisa Thiré: D. Maria, Princesa Isabel |
| Ficha Técnica |
Peça de Maria Clara Machado |
Programa do espetáculo que estreou em 2004 no Paço Imperial |
Carmen Frenzel. Foto: Guga Melgar, 2004 |
O Grupo HSBC está presente em 76 países. Em cada um deles, o respeito e o incentivo à arte, à cultura e ao meio ambiente estão entre as principais contribuições para o bem-estar das comunidades onde atua.
O Grupo HSBC conhece e participa da realidade local de cada país, região e cidade em que tem o privilégio de erguer sua bandeira.
No Brasil e aqui no Rio de Janeiro não é diferente. O HSBC investe na cidade e na produção cultural. E com muito orgulho, estamos aqui, apresentando Passo a Passo no Paço - uma estória do Brasil Imperial.
Mais do que uma peça de teatro, Passo a Passo no Paço é um presente à cidade e uma inestimável contribuição ao resgate da História do Brasil.
O HSBC sabe que na construção da cidadania, nada é mais importanmte do que mostrar às novas gerações de brasileiros os caminhos trilhados pelo Brasil. E a idéia de reviver um dos períodos mais férteis da história no palco onde alguns de seus principais fatos ocorreram é fascinante.
Some-se a isto o texto brilhante de Maria Clara Macado, a direção precisa de Cacá Mourthé e a atuação irrepreensível do elenco. Um espetáculo imperdível para brasileiros de todas as idades.
Ao participar de trabalhos como este, o HSBC contribui com a cultura deste país, enriqucendo a memória e a História deste mundo chamado Brasil.
No Rio, no Brasil e na cultura, HSBC.
(Página 1)
Escrever uma história para contar às crianças a vida do Paço Imperial foi um grande prazer para mim.
Descobri que a História do Brasil que eu aprendi na escola não correspondia à verdade. Descobri também com Cacá, Dora e Ricardo que os fatos verdadeiros nem sempre muito bem comportados dos nossos antepassados, mostram um Brasil bem diferente de tudo que aprendemos.
E aí estão a Rainha Louca dando seus ataques; o bom velho Dom João VI, comilão e engraçado; Dona Carlota que só pensava em voltar à Portugal, enfim, um Brasil verdadeiro: com escravos, exploradores e a velha corrupção.
Este espetáculo rende homenagem a nós, brasileiros e brasileirinhos que vivemos neste eterno caos político e econômico, e que apesar de tudo, continuamos vivos, cantando e dançando, porque ¨quem canta os males espanta...¨
E o tempo passou, o tempo passou e o tempo passou... e mais uma vez voltamos ao paço através do convite de Lauro Cavalcanti, desde o início o grande incentivador desta estória. Agradeço ao Banco HSBC por proporcionar a possiblidade di nosso bis.3º Quadro
Os Palhaços fazem uma pantomina, ajudados, por grandes bonecos contando a invasão de Napoleão à Portugal e conseqüentemente a fuga da família real para o Brasil
1713 - São instalados no local do futuro Paço Imperial, os Armazéns Reais e a Casa da Moeda, que fundia ouro vindo de Minas Gerais.
1743 - As obras de reforma concluídas neste ano transformam o prédio em Casa dos Governadores. A Casa da Moeda continua a funcionar no local.
1808 - De Casa dos Governadores a Palácio dos Vice-Reis. O Paço sofre novas reformas para receber a reformas para receber a família real, que se transfere de Lisboa para o Rio.
(Páginas 4 e 5)
4º Quadro
Das janelas aparecem homens e mulheres que ¨cantam¨ os preparativos para a chegada da família real, anunciando-a para o povo e para o público.
5º Quadro
Chegada da familia real no Paço. Chegam em uma carruagem: D. Maria I, a Louca, Dom João VI e Dona Carlota Joaquina.
6º Quadro
Os espectadores serão conduzidos ao segundo andar à procura de D. João VI, encontrando-o na Sala dos Archeiros. As cenas que se seguem mostrarão: as truncadas relações familiares da realeza, a Abertura dos Portos, a mudança de Dona Maria para o Convento do Carmo e sua morte, a aclamação de Dom João VI e sua volta à Portugal.
7º Quadro
Os espectadores passam para a Academia dos Seletos, onde será mostrado: Dom Pedro I em suas festas, a Marquesa dos Santos; o Dia do Fico e a Independência. Após seus grandes feitos, Dom Pedro I ¨bota os pés pelas mãos¨ e é pressionado a voltar para Portugal, deixando aqui no Brasil seu filho Pedro.
8º Quadro
O período da Regência, à maioridade de Dom Pedro II, o beija-mão e a chegada ao Rio de Janeiro da iluminação, do trem, da máquina fotográfica e do telefone, invenções da época. Dom Pedro II mais velho e doente sente a necessidade de se tratar em Portugal, deixando em seu lugar sua filha a Princesa Isabel.
9º Quadro
Os espectadores são levados para os Pórticos onde a Princesa Isabel assina a Lei Áurea, Dom Pedro II é obrigado a deixar o Brasil e é constituida a República. A peça termina, como não pode deixar de ser aqui no Brasil, ¨em samba¨. Porque quem canta seus males espanta!
1822 - D. Pedro, filho de D. João VI, torna-se o primeiro Imperador do Brasil ao declarar a Independência em 7 de setembro de 1822.
1841 - Coroação de D. Pedro II. No ano de 1842 tem-se notícia do primeiro daguerreótipo feito no Brasil focalizando o Paço Imperial.
1888 - Assinatura da Lei Áurea a 13 de maio. A Princesa Isabel e o Conde d'Eu aparecem no balcão, após a cerimonia, para receber os aplausos do povo.
(Páginas 6 e 7)
Maria Clara Machado, em 1993, escreveu uma peça sobre três séculos da história brasileira, a partir do relato de acontecimentos ocorridos no Paço Imperial. Concebida inicialmente para o público infantil, Passo a Passo no Paço conquistou os adultos, tendo uma carreira coberta de êxito. É esse espetáculo que trazemos de volta.
Com perspicácia e humor, a peça envolve o espectador na própria História do Brasil, ao percorrer os diversos espaços que foram palco de importantes acontecimentos, como o Dia do Fico, prenúncio da Independência (1822) e a assinatura da Lei Áurea (1888).
O mais importante exemplo da arquitetura luso-brasileira em nosso solo, o prédio, em diferentes momentos foi: Casa da Moeda (1699), onde se fundia o ouro vindo das Minas Gerais; Casa dos Governadores (1743 a 1763), sede da Capitania do Rio de Janeiro; Palácio dos Vice-Reis (1763 a 1808), com a transferência da sede do governo Geral da Bahia para o Rio de Janeiro, ainda colônia de Portugal; Paço Imperial (1808 a 1822), quando passou a abrigar a Família Imperial, em seguida à declaração da Independência (1822).
Com a deposição de Pedro II, após a Proclamação da República (1889), o prédio foi relegado a um segundo plano. Enquanto a Praça que o cerca recebeu o nome em comemoração ao XV de Novembro, o Paço, de sede do Império, tornou-se sede dos Correios e Telégrafos, talvez por representar, então, uma história que se queria esquececer.
| Elenco |
Palhaços |
| Ficha Técnica |
Texto: Maria Clara Machado |
Página 12)
Agradecimentos
Fundação Theatro Muncipal do Rio de Janeiro, Central Técnica de Produções, Polícia Militar do Rio de Janeiro, Teatro Tablado, Diretoria e Funcionários do Paço Imperial
Chico Buarque, Francis Hime, Dora Pellegrino, Elisangela Deija, Fernando do Val, Gisela Kronemberger, Gustavo Araújo, Ludovico Landau-Remy, Malu Azevedo, Márcia Eltz, Neiton Serafim Ferreira, Sol Azulay, Tenente Senna, Tiago Valdrighi, Túlio Mariante, Valéria Faro
Patrocínio
HSBC
Lei de Incentivo a Cultura - Ministério da Cultura
Apoio Cultural
DeMillus, Elke, Yes Brasil, Werner Tecidos, Cris Mar, O Árabe da ávea, Boteco 66, Dona Empada, Torta & Cia, Petit Marité
IPHAN - Praça XV de Novembro, 48 - Centro
(Verso Contra-capa - Anúncio Werner Tecidos)