(INFORMAÇÕES DO CARTAZ/PROGRAMA) (Frente) OU ISTO OU AQUILO Adaptação da poesia de Cecília Meireles Em 77 criamos A Gaiola Avatsiú e em 79 Fala Palhaço. Ambos com uma característica comum: O texto escrito por nós. Desta vez o texto não é nosso. Encontramos na poesia de Cecília Meireles a possibilidade de um exercício teatral atraente. Poder dizer poemas para crianças tornou-se um fascínio e um desafio para nós. Como criar um espetáculo usando somente os poemas de Cecília? Como ligá-los num todo mantendo cada qual sua forma própria? Como torná-los teatrais conservando sua estrutura poética? Interrogações como essas e muitas outras nos preocupavam mas a essa altura a certeza de Ou Isto ou Aquilo já nos tinha dominado. A sensibilidade da autora veio ao encontro de nossa necessidade de criação. A partir do poema As Duas Velhinhas podemos percorrer uma ponte que vai dar noutro lugar. Podemos encontrar aquela parte da infância lúdica e longinqüa ao mesmo tempo tão viva e presente como a que está do outro lado: a velhice. E chegar à conclusão poética que elas estão amis próximas do que parecem. Que mesmo à distância, tanto a infância quanto a velhice são tempos que se armonizam. Que Ou Isto ou Aquilo fazem parte de um tempo só. De uma vida só. Rio
de Janeiro, abril de 81
Ou Isto ou Aquilo Ou se tem chuva e não se tem sol ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo... e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranquilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo.
(INFORMAÇÕES DO CARTAZ/PROGRAMA) Projeto Coca-Cola de Teatro Infantil apresenta Hombu em OU ISTO OU AQUILO adaptação da poesia de Cecília Meireles O Hombu O grupo Hombu ao montar uma nova versão de Ou Isto ou Aquilo, espetáculo que traz a poesia do dia-a-dia, que fala da infância, da velhice e do tempo que passa, dá continuidade à sua trajetória de 16 anos dedicados a um trabalho para crianças e jovens. Com a Gaiola de Avatsiú, Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo, As cinco Pontas de Uma Estrela e História de Lenços e Ventos (este em remontagem de 1991 com o Teatro Ventoforte), o Hombu recebeu os prêmios Molière, Mambembe, SNT, ACET e Coca-Cola, viajou pelo Brasil com seus espetáculos e se apresentou em Portugal, na Inglaterra, França e EUA, além de ter participado de vários movimentos culturais. Agora o Grupo se prepara para a concretização de um antigo projeto - A Casa do Hombu. Aliado a grupos e personalidades da cultura do rio de Janeiro, integra a UNILAPA, um movimento que, através da reforma e nova utilização de velhos sobrados da Lapa, participa da revitalização cultural do centro do Rio. A Casa do Humbu se propões a ser um centro de produção e estudos onde profissionais e qualquer pessoa interessada poderão aprofundar propostas de trabalho voltadas para a infância e a juventude, iniciando assim uma atuação mais abrangente no campo da Arte e da Cultura. A montagem de Ou Isto ou Aquilo, mais do que a mera reedição de um trabalho, marca também a concretização de um repertório de espetáculos que podem, a nosso entender, ser apresentados às crianças de todas as épocas. Ao contar a poesia das velhinhas Marina e Mariana e sua proximidade com a infância, o Hombu, antes de começar seu novo trabalho A Casa da Madrinha - adaptação do livro de Lygia Bojunga Nunes - fecha este ciclo de remontagens onde passado, presente e futuro estarão sempre interligados. Relação dos poemas extraídos do livro Ou Isto ou Aquilo As Duas Velhinhas A Chácara do Chico Bolacha O Mosquito Escreve Enchente Bolhas Jogo de Bola A Lua é do Raul Canção Cantiga da Baba A Bailarina O Menino Azul Uma Palmada Bem Dada Passarinho no Sapê Leilão de Jardim A Pombinha da Mata O Vestido de Laura Tanta Tinta Cantiga para Adormecer Lulu O Eco O Último Andar As Meninas A Avó do Menino Ou Isto ou Aquilo As Duas Velhinhas (trecho)
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA) (Capa) Grupo Hombu - 1997 - 20 anos de Teatro em OU ISTO OU AQUILO adaptação da poesia de Cecília Meireles (Interior) Brincando com a Sonoridade Em plena era da tecnologia, com vídeo-games em 3D, enciclopédias e dicionários em CD-ROM, onde até as escolas mais tradicionais já convivem em seu dia-a-dia, com Pentiuns, Modens e Internet, o Grupo Hombu vem mostrar, com seus 20 anos de teatro, que é possível aprender, vivenciar e se divertir sem toda essa avassaladora (inevitável) tecnologia. Assim surgiu Ou Isso ou Aquilo, uma grande "brincadeira" cênica, baseada nas doces poesias de Cecília Meireles e embalada por uma trilha sonora (executada ao vivo), que interage os atores com o público de forma suave e lúdica, atingindo assim uma vasta faixa etária. Bola-de-gude, pião, toda, amarelinha e esconde-esconde, são apenas algumas brincadeiras resgatadas pelo Hombu, neste espetáculo, que substituem a tecnologia pela sonoridade poética dos versos de Jogo de Bola, A Lua é do Raul, O Último Andar, O Vestido de Laura, entre 24 outros poemas selecionados do belo livro de Cecília Meireles, do qual também tiramos o título. Com Ou Isto ou Aquilo procuramos mostrar ainda a pureza dos sentimentos da infância, tão essenciais para a construção de um ser humano. Evocamos temas como a amizade, coletividade, a alegria do brincar, a facilidade do imaginar e sonhar acordado e, porque não, a descoberta do amor. Tudo isso vem através das lembranças de Marina e Mariana, As Duas Velhinhas, da poesia de Cecília Meireles. Ou Isto ou Aquilo é um espetáculo realizado de forma ágil e lúdica com músicas tocadas e cantadas ao vivo. As Duas Velhinhas - Cecília Meireles "... ontem era pequenina - diz Marina Ontem nós éramos crianças - diz Mariana E levam à boca as xicrinhas, Mariana e Marina. As xicrinhas de porcelana, Marina e Mariana. Tomam chocolate as velhinhas, Mariana e Marina. E falam de suas lembranças, Marina e Mariana.." Grupo Hombu Hombu, na língua dos índio Kraó, quer dizer VEJA - NOS, então conheça-nos um pouco. Criado em 1977, o Grupo Hombu vem se dedicando ao teatro para crinaças e jovens, tendo como preocupação essencial o cuidado com o texto, com a música e com a plasticidade de seus espetáculos. Nesses 20 anos de teatro criamos e montamos, com carinho, vários espetáculos como A Gaiola de Avatsiú, Fala Palhaço, As cinco Pontas de uma Estrela, entre outros, recebendo diversos prêmios (oito Mambembes, três SNT, dois Coca-Cola e um Molière), viajamos apresentando-os pelo Brasil e exterior (França, Itália Portugal, Inglaterra e Estados Unidos), participando de festivais, mostras e encontros internacionais de teatro para a infância e a juventude, entre eles o conceituados RITEJ (Rencontres Internacionales Thèâtres Enfance et Jeunesse). A partir de 1993 começamos a vislumbrar a concretização de um sonho antigo: a CASA HOMBU, mais que um sonho, um objetivo, um ideal que brevemente se constituirá em um Centro Cultural dedicado a criança e ao jovem, localizado no número 33 da Avenida Mem de Sá, junto aos Arcos da Lapa. A montagem de Ou Isto ou Aquilo tem como proposta básica a sensibilização para o sentido da arte, contribuindo para a deformação da cidadania e o resgate de sua identidade cultural. Ao apresentarmos a poesia em forma de teatro, oferecemos uma oportunidade ao professor de poder trabalhar, com a criança e o jovem, em geral, o seu potencial poético e literário através de inúmeras atividades interativas e lúdicas. Dentre essas podemos citar: Tudo o que já fizemos, o que agora fazemos e o muito que pretendemos fazer, é fundamentado na certeza (que todos nós, que fazemos o Hombú, temos) de que só teremos uma real cidadania, quando a sociedade estiver consciente que seu mais precioso bem é a criança. Para ela trabalhamos, por elas vivemos Esse é o jeito HOMBU de ser... O que falam do Hombu "... E ali na platéia, os pais suspiram embalados na magia do Hombú. E as crianças, olhinhos brilhando, redescobrindo a simplicidade da imaginação... Enfim, a impressão que se tem ao assistir a Ou Isto ou Aquilo, é a de que a vida é mesmo muito boa de se viver e que no Brasil, capaz de produzir uma Cecília Meireles e um Grupo Hombú, só pode ser mesmo abençoado por Deus..." Anja
Bittencourt - Papo Teatral
"... Trazer à cena um espetáculo cujo tema central é a poesia não é tarefa das mais fáceis. O desafio, no entanto, encontra endereço certo quando se trata do Grupo Hombu... Ou Isto ou Aquilo, é uma incursão à poesia de Cecília Meireles, onde o texto brinca com a sonoridade das palavras, num jogo semelhante aos das brincadeiras e cartilhas infantis. Brincando de brincar, o Hombu encena 24 poesias, e a história aos poucos vai de revelando aos olhos do espectador, como se este visitasse o livro... com o Grupo Hombú em cena, a passagem pelo teatro se torna quase obrigatória." Lúcia Cerrone - Jornal do
Brasil
"... o Grupo Hombú tem realizado um trabalho da maior seriedade e rigor artístico. E, ao concentrar seus esforços numa temática e numa linguagem inconfundivelmente brasileira ele contribuí, a seu modo, a tirar o teatro brasileiro do domínio colonizador no qual ele desde suas origens se debate. Ÿan Michalski - Revista
de Teatro
"... O texto, um marco na literatura infantil, traz poemas que retratam o mundo da infância de maneira lúdica e divertida... os cenários e figurinos do grupo s!ao delicados e colaboram para um trabalho simples, tomado pela graça da movimentação contínua dos atores. Assistindo a Ou Isto ou Aquilo, quem já passou vai lembrar, com alegria, da própria infância; quem ainda está nela com certeza vai gostar de (re) conhecer os poemas de Cecília Meireles." Luciana Sandroni - O Globo
"... O Hombú veio desencadeando e assumindo uma proposta de ter uma postura séria, sem cair no engano de ser seriosa... conservando sua ludicidade, seu humor, seu saber lidar com o inesperado... Sabendo e mostrando sua sabedoria, ao criar um clima envolvente nas suas passagens pelos palcos, segurando o espectador de modo sensorial e sensível... Criando uma beleza plástica, presente nos cenários e figurinos, simples e belos, inventivos e bem humorados, coloridos e moventes... E compondo uma trilha sonora de primeiríssima, doce, suave, solta, melódica, abraçante... Um raro nome - Hombú - para um raro grupo... Tem nos presenteado com o que há de bonito, poético, envolvente, novo (não novidadeiro), harmônico... Que tem crescido como grupo e tem permitido que seus espectadores (tenham a idade que tiverem...) saiam também crescidos após assistirem alguma das belezas que nos apresenta." Fanny Abramovich - Educadora
(INFORMAÇÕES DO CONVITE) OU ISTO OU AQUILO Adaptação para o teatro dos poemas de Cecília Meireles |