Histórias de Lenços e Ventos - 1974
Este espetáculo estreou em maio de 1974 no Museu de Arte Moderna - MAM, no Rio de Janeiro, com o seguinte elenco: Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Ilo
Krugli, Richard Roux, Silvia Aderne, Sylvia Heller.

Cartaz (34cm x 53cm) |
História de Lenços e Ventos - 1991
(INFORMAÇÕES DO CARTAZ / PROGRAMA) História de Lenços
e Ventos representa um verdadeiro divisor de águas no teatro
infantil brasileiro. Com sua estética inovadora, o espetáculo
transborda criatividade, utilizando de forma inusitada os mais
diversos materiais. Verdadeiro caleidoscópio visual, intensamente
musical, História de Lenços e Ventos cativa a todos, crianças
e adultos que se encantam com o clima mágico do espetáculo.
Manuseando bonecos, lenços, latas, instrumentos musicais e objetos
inesperados, os atores dão vida a simpaticíssimos personagens,
para contar de forma alegre e bem humorada as aventuras do lenço
Azulzinha e seu amigo Papel. Fábula sobre a liberdade,
ambientada nos quintais mágicos da infância, fala da vontade de
voar e de crescer, de conhecer novos horizontes; e da força do
afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes obstáculos
para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei Metal
Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão poderosas
quanto o vento. "Dezessete anos depois, o elenco original
reúne-se novamente, de forma emocionada, para recontar História
de Lenços e Ventos a uma nova geração carioca."
Alice Reis

Convite de estréia de 01 de julho de 1991, encerrando a
temporada de ocupação (horário infantil) do Grupo Hombu,
no Teatro Cacilda Becker. |
A remontagem de História de Lenços e Ventos, 17 anos
após sua estréia na Sala Corpo/Som do MAM, no Rio de Janeiro,
significa não apenas a volta ao cartaz de um dos mais marcantes
e premiados espetáculos do teatro infantil brasileiro - mas,
principalmente, o reencontro de dois dos mais importantes grupos
de teatro do país: o Ventoforte e o Hombu.
O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974
a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria,
também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado
em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral
para crianças.
Primeiro, trabalho do Ventoforte, História de Lenços e Ventos teve uma carreira consagradora: permaneceu um ano em cartaz
e arrebatou os mais importantes prêmios no ano de 1974. Montada
por diversos grupos em todo país, Lenços e Ventos foi reencenada
pelo próprio Ilo Krugli ainda três vezes, sendo premiadíssima
novamente em 1980, em São Paulo.
Após Histórias de Lenços e Ventos, o Ventoforte estreou,
sempre com sucesso, Da Metade do Caminho ao País do Último
Círculo (em 1975) - em duas versões para crianças e adultos
- e Pequenas Histórias de Lorca (em 1976) para adultos.
Em 1977, Silvia Aderne, Beto Coimbra, Tarcísio Ortiz , Sérgio
Fidalgo e Regina Linhares, participantes em diversos momentos
do Ventoforte, decidiram criar o próprio grupo. Dessa decisão
nasceu então o Hombu.
O Grupo Hombu, consagrado desde sua primeira montagem,
A Gaiola de Avatsiú, em 1977 (diversas vezes premiada,
inclusive com o primeiro Molière concedido ao Teatro Infantil),
firmou-se como um grupo reconhecido pela seriedade de suas propostas
e pela qualidade de suas montagens, tais como Fala Palhaço,
Ou Isto ou Aquilo e A Comédia do Coração.
O Grupo Hombu vem ocupando, desde fevereiro de 1991, o Teatro
Experimental Cacilda Becker, remontando os mais importantes
espetáculos de seu repertório: Fala Palhaço, A Gaiola
de Avatsiú... Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para
reencenar História de Lenços e Ventos, que encerrará,
de maneira muito especial, este projeto, reunindo o elenco completo
da montagem original de 1974.
"Ao final, assistiremos ao começo: Ventoforte e Hombu em Histórias
de Lenços e Ventos - no ano XVII."
Ângela Reis
Alice Reis
Arnaldo Marques
Beto Coimbra
Caíque Botkay
Gulu Monteiro
Ilo Krugli
Silvia Aderne
Sylvia Heller
Walkyria Alves
Alguns espetáculos dessa temporada não contarão com a presença
de Ilo Krugli, que será substituído por Arnaldo Marques
no personagem Papel. |
História de Lenços e Ventos:
de Ilo Krugli
Músicas: Beto Coimbra e Caíque Botkay Cenários e figurinos:
Ilo Krugli
Execução de Figurinos: Sylvia Heller, Sílvia Aderne e Tânia
Dias
Objetos de Cena: Ilo Krugli
Apoio Técnico: Leninha Pires, Emmanuel Santos
Iluminação: Roberto Mello
Operador de luz: Edmur
Direção Musical: Caíque Botkay e Beto Coimbra (assistência)
Músico convidado: Queca Vieira
Preparação Corporal: Sylvia Heller
Divulgação: Maria Cristina Miguez
Administração: Luis Battistella, Tânia Dias
Cartaz: Ilo Krugli
Diagramação e Finalização do Programa: Mari Monteiro
Finalização Cartaz: Luiza Novaes
Fotografia: Beto Coimbra
Direção de Produção: Arnaldo Marques
Assistência de Produção: Ângela Reis e Heloisa Stockler
Produção Executiva: Sandra Kroef
Produção: Hombu Produções Artísticas Ltda.
Assistência de Direção: Alice Reis
Direção Geral: Ilo Krugli |
Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, chega
a São Paulo depois de muitos anos de consagração nacional, de
vez que foi vista por críticos e educadores de todo o país, merecendo
elogios que raramente se fizeram à cena infantil. Hoje, quase
um muito de nossos palcos, causa espanto aos que a vêem pela primeira
vez: porque uma coisa tão simples atingiu a unanimidade das opiniões
como o verdadeiro marco divisor de águas em nosso teatro? Esquecem-se
tais pessoas de que o difícil em arte é ser simples. E que a simplicidade
é justamente o que faltava ao gênero.Mas a peça, antropológica,
tem bem mais do que isso.
(,,,) longe, assim, de ser um espetáculo a mais no gênero, História
de Lenços e Ventos fica no repertório de nosso teatro como um
exemplo de realização e bom gosto a ser seguido em sua postura
(...)."
Carlos Ernesto
de Godoy - Revista Visão, 7 de julho de 1980
"(...) Acredito que o melhor espetáculo atualmente em cartaz
no rio - o melhor, no sentido de ser o mais criativo e poético,
e de realizar com a maior coerência e inspiração a proposta
teórica da sua concepção - talvez seja um espetáculo oficialmente
enquadrado na categoria de teatro infantil: História de Lenços
e Ventos, de Ilo Krugli (...) E toda essa pequena jóia (...)
foi feita com meios de produção extremamente modestos. Aqueles
que costumam justificar a ruindade de determinados espetáculos
com a falta de adequadas condições econômicas, deveriam ser
condenados a assistir dez sessões seguidas de História de lenços
e Ventos. Eles perceberiam então que com inteligência e sensibilidade
e muito pouco dinheiro pode-se fazer teatro de melhor qualidade."
Yan Michalski - JB, 07/06/74
"O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria
que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma
montagem de grande beleza plástica, com muito senso de rítmo
teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade,
é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam,
dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos,
sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo.
Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e
na criança (...)."
Ana Maria Machado - JB, 25/05/74

Programa |
História de Lenços e Ventos - 1991
(INFORMAÇÕES DO CATÁLOGO)
(Página 1)
Este espetáculo é dedicado a
Nossos mestres Augusto Rodrigues, pela importância
de seu projeto pioneiro para a arte e a criança no Brasil;
Nise da Silveira, pela sua profunda visão do Homem,
que valoriza as expressões individuais independentemente de condição
social, idade ou situação psíquica;
E nossos Companheiros Ana Maria Machado e Yan
Michalski (in memorian) que desbravaram conosco, em 1974,
o teatro para crianças neste nosso país. (Página
2) História de Lenços e Ventos representa
um verdadeiro divisor de águas no teatro infantil brasileiro.
Com sua estética inovadora, o espetáculo transborda criatividade,
utilizando de forma inusitada os mais diversos materiais. Verdadeiro
caleidoscópio visual, intensamente musical, "História de Lenços
e Ventos" cativa a todos, crianças e adultos que se encantam com
o clima mágico do espetáculo. Manuseando bonecos, lenços, latas,
instrumentos musicais e objetos inesperados, os atores dão vida
a simpaticíssimos personagens, para contar de forma alegre e bem
humorada as aventuras do lenço Azulzinha e seu amigo Papel.
Fábula sobre a liberdade, ambientada nos quintais mágicos da infância,
fala da vontade de voar e de crescer, de conhecer novos horizontes;
e da força do afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes
obstáculos para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei
Metal Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão
poderosas quanto o vento.
Dezessete anos depois, o elenco original reúne-se novamente, de
forma emocionada, para recontar História de Lenços e Ventos a
uma nova geração carioca.
(Página 3)
O Reencontro
A remontagem de História de Lenços e Ventos significa
não apenas a volta ao cartaz de um dos mais marcantes e premiados
espetáculos do teatro infantil brasileiro mas, principalmente,
o reencontro de dois importantes grupos de teatro do país: o Ventoforte e o Hombu.
O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974
a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria,
também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado
em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral
para crianças.
Primeiro, trabalho do Ventoforte, Lenços e Ventos teve
uma carreira consagradora: um ano em cartaz na Sala Corpo/Som
do MAM, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez se via em cena
um grupo que envolvia a platéia Na representação da peça; que
brincava com latas, jornais e panos, dando vida a esses objetos
como só as crianças o fazem; que transforma o teatro todo num
grande quintal em festa, onde todos podiam participar de um
ritual poético de transformação da vida.
(Página 4)
O espetáculo definiu as marcas do trabalho do Ventoforte, presentes
em todas as montagens do grupo (em atividade ininterrupta até
hoje): o resgate da criança que há dentro de cada um de nós;
a procura da liberdade e da poesia; o aprendizado da destruição
e da reconstrução; a abertura do espaço cênico e a comunhão
com o público através da festa e da brincadeira. Para Ilo Krugli,
criador e diretor do grupo em seus dezessete anos de histórias,
"o papel do artista sempre foi colocar coração nessa grande
máquina de concreto que foi jogada sobre nós."
Em 1977, Sílvia Aderne, Sérgio Fidalgo, Regina Linhares, Tarcísio
Ortiz e Beto Coimbra, participantes em diversos momentos do
Ventoforte, resolveram criar seu próprio grupo. Nasceu então
o Hombu, que canalizou não apenas os anos de experiência
em teatro para crianças de seus integrantes como, principalmente,
o desejo de continuar buscando outros caminhos e novas linguagens.
(Página 5)
A Gaiola de Avatsiú, primeira montagem do grupo, foi
realizada a partir do estudo de lendas indígenas brasileiras,
e enfocava, através de personagens como Tiê-sangue, a Arara
e o Rouxinol, aprisionados por um caçador, o conflito entre
a liberdade e a opressão. O espetáculo recebeu vários prêmios,
entre os quais o Molière de Incentivo ao Teatro Infantil, em
1977, e foi o primeiro de uma série de montagens do Grupo Hombu,
como Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo e A Comédia
do Coração.
Em 1990 Sílvia Aderne e Beto Coimbra retomaram as atividades
do Hombu, remontando Fala Palhaço no Teatro Cândido Mendes.
Em 1991, o grupo passou a ocupar o horário infantil do Teatro
Cacilda Becker, promovendo a apresentação de Fala Palhaço simultaneamente
à remontagem de A Gaiola de Avatsiú.
Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para o reencontro. Reunindo
o elenco original de 1974, História de Lenços e Ventos encerrará o período de ocupação do Teatro Cacilda Becker.
Ao final assistiremos ao começo: o "Reencontro Ventoforte/Hombu"
em História de Lenços e Ventos - no ano XVII.
(Página 6)
Um espetáculo fora de série
O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria
que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma
montagem de grande beleza plástica, com muito senso de ritmo
teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade,
é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam,
dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos,
sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo.
Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e
na criança. Partindo do pressuposto de que o público infantil
tem inteligência e sensibilidade, além de um nível de informação
que a maioria das peças infantis, por comodismo, prefere ignorar,
História de Lenços e Ventos comove e faz pensar, com recursos
eminentemente teatrais, que vão do teatro de sombras e ecos
de procissões chinesas, chamando a si a riqueza viva do teatro.
E tido sem a menor pieguice, sem tatibitabe, sem apelos à participação
gratuita, sem menosprezo pela integridade psíquica da criança.
Ana Maria Machado - JB, 25 de maio
de 1974
No sopro dos ventos, a beleza eterna dos lenços
A temporada de teatro infantil carioca está atualmente dominada
pela remontagem de História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli,
que as crianças já viram há dois anos. É uma excelente oportunidade
de ver um belíssimo espetáculo - todos sabem como criança adora
repetir aquilo que gosta. E quem não assistiu ainda vai poder
agora entender porque a peça se transformou num marco de nosso
teatro. Desta vez, no palco italiano do Gláucio Gill, se a montagem
perde, a festiva informalidade é o intimismo com a platéia que
acompanhavam na sala Corpo/Som do MAM, em compensação ganha uma
certa solenidade e rende muito mais em termos de aproveitamento
de recursos de iluminação. O trabalho de som está ainda mais elaborado,
cheio de pequenos toques sutis e criativos que só engrandecem
o espetáculo. Em cena, um número maior de lenços acentua a atmosfera
feérica. Pessoalmente, já vi esse espetáculo cinco vezes em palco
diferentes de diversas cidades - não só ele se mantém sempre um
dos momentos mais comoventes da minha experiência de espectadora,
mas a cada vez descubro novas coisas. Agora, com a participação
da platéia foi a descoberta da fina destruição do maniqueísmo,
ao ouvir um menino propor que o herói - Papel renascido não seja
só mais forte, mas também um pouco ruim, para poder enfrentar
o poder do vilão em melhores condições. Pouco depois, o destaque
à fraqueza e coragem do mine-soldado do exército do Rei Metal
Mau acentua a perene humanidade de qualquer um, independente do
lado em que estiver. A história é excelente. Os recursos teatrais
são empregados com uma generosidade e uma investida raramente
vistas: teatro de bonecos, de sombras, aproveitamento de objetos
cotidianos e materiais diversos, lembranças de festivais populares
chineses no desfile do dragão, e um integral trabalho de atores.
Um espetáculo que dignifica a criança e o teatro. Merecem ainda
ser recomendados: Andar sem Parar de Transformar (um belo espetáculo
ao alcance dos bem pequeninos), Viagem Sideral (sobretudo pelo
texto, atraente aos maiores), O Dragão (para pré-adolescentes);
e o circo continua sua temporada.Ana Maria Machado
O lenço Azulzinha e o personagem Papel
Pode parecer exagero ou desproposito, mas acredito que o melhor
espetáculo atualmente em cartaz no Rio - o melhor, no sentido
de ser o mais criativo e poético, e de realizar com a maior coerência
e inspiração a proposta teórica da sua concepção - talvez seja
um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria de teatro infantil:
História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que pode ser visto
no Museu de Arte Moderna, nas tardes de sábado e domingo. Não
pretendo abordar aqui a adequação do espetáculo ao público específico
ao qual ele se destina: Ana Maria Machado já se ocupou do assunto
na coluna Aonde Levar Crianças de sábado. Quero apenas a atenção
dos leitores para a notável qualidade do empreendimento visto
como uma realização teatral tout court, independentemente do seu
rótulo de espetáculo para crianças.
O que me impressiona em Histórias de Lenços e Ventos é o intenso
sopro de teatralidade que o percorre de ponta a ponta. Teatralidade
quer dizer, entre outras coisas, intensidade de vida levada às
últimas conseqüências; e uma vida das mais intensas que possam
ser imaginadas vibra em cada cena e cada elemento do espetáculo,
Empostando magnificamente o seu trabalho dentro de um clima autenticamente
mágico, Ilo Krugli dá vida a lenços, bonecos e inúmeros outros
objetos normalmente considerados como inanimados, Um dos pontos
altos do espetáculo é o momento em que um pedaço de papel de Jornal
que todos fomos convencidos a aceitar com um personagem chamado
Papel, é imolado numa fogueira. Todos nós sofremos na própria
carne a morte deste pedacinho de papel magicamente transformado
em personagem. Mas a maneira poética pela qual esta morte é cenicamente
proposta faz com que o sofrimento não se transforme em desespero:
o personagem Papel morreu queimado, mas antes disso já vimos que
basta um novo pedacinho qualquer de papel para criar um novo personagem
chamado Papel. Tão querido quanto o primeiro Papel. Tão querido
quanto o lencinho - personagem chamado Azulzinha.
Obviamente não só os objetos inanimados tem vida. Os atores também:
eles atual com uma vitalidade, uma simplicidade, um entusiasmo
e alegria, de encher as medidas. Todos estão exemplarmente unidos
na mesma proposta interpretativa, mas pela sutileza maior de seu
senso de humor, o próprio Ilo Krugli e Silvia Aderne destacam-se
ligeiramente dos demais, todos excelentes: Alice Reis, Silvia
Heller, Caíque Botkay e Beto Coimbra.
A vida vibra também na exemplar musicalidade do espetáculo - musicalidade
que se manifesta não só nos momentos em que as simpaticíssimas
músicas estão sendo cantadas ou tocadas, mas também np movimento
harmonioso dos corpos no espaço mas, também nos silenciosos. A
vida vibra também no caleidoscópio das imagens concretas e abstratas
que ocupam nosso campo visual num constante vai e vem. Numa certa
hora, os lenços coloridos dançam roda, formando um quadro que
eu gostaria de levar para casa e pendurar na parede, se não soubesse
que tal transplante - que, dentro do clima mágico da festa me
pareceria em tese possível - esvaziaria a riqueza da imagem, indissoluvelmente
ligada ao que a belíssima composição coreográfico - plástica tem
de movimentado, dinâmico.
O texto, se analisássemos como elemento avulso, talvez não pareceria
à altura da encenação. Ele é composto de pequenos flashes que,
examinados cada um por si, não parece fazer muito sentido e corre
o risco de não se ligar coerentemente uns aos outros. Mas à medida
que o espetáculo se desenrola, as coisas começam a se amarrar
perfeitamente, graças à complementação que a mensagem verbal recebe
das riquíssimas insinuações plásticas, gestuais e sonoras. Por
outro lado, os diálogos têm uma carga de humor cujo charmoso non
sence não o impede de ser inteligentemente crítico e irônico.
E toda essa pequena jóia - que deveria ser mostrada pelo menos
uma noite por semana ao público adulto - foi feita com meios de
produção extremamente modestos. Aqueles que costumam justificar
a ruindade de determinados espetáculos com a falta de adequadas
condições econômicas, deveriam ser condenados a assistir dez sessões
seguidas de História de Lenços e Ventos. Eles perceberiam então
que com inteligência, sensibilidade e muito pouco dinheiro pode-se
fazer teatro de melhor qualidade. Yan Michalski - JB, 07/06/74
(Página 11)
"Lenços e Ventos" - Caminhando com o Ventoforte
1974 - Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, São João del Rey,
Ouro Preto. 1976 - Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Estado
do Rio.
1977 - Belo Horizonte
1978 - Salvador
1980 - São Paulo
1981 - Salvador, Genebra (Suíça), Monthey (Suíça), Annenasse
(França), Annecy (França), Lisboa (Portugal).
1982 - Juiz de Fora
1985 - Brasília
1986 - Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas.
1987 - São Paulo
1988 - Brasília, Florianópolis, Campinas, Havana (Cuba).
1991 - Rio de Janeiro
(Página 12)
PRÊMIOS
Recomendação Especial
Associação Carioca de Críticos Teatrais - RJ, 1974
Um dos cinco Melhores do Ano
SNT - RJ,1974
Molière (Autor Diretor - Ilo Krugli)
Air France - RJ 1976
Mambembe (Direção e Cinco Melhores do Ano)
SNT - SP, 1980 Grande Prêmio da Crítica APCA - SP, 1980
História de Lenços e Ventos foi encenada diversas vezes
em todo o país, por grupos profissionais, amadores e até em
brincadeiras de quintal. Dentre essas montagens, quatro foram
realizadas pelo Ventoforte com os seguintes atores e músicos.
Elencos
1974
Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Ilo
Krugli, Richard Roux, Silvia Aderne, Sylvia Heller.
1976
Beto Coimbra, Ilo Krugli, Paulo César Brito, Pedro Veras, Regina
Costa, Silvia Aderne, Sérgio Fidalgo, Tarcísio Ortiz, Walquíria
Alves, Xuxa Lopes.
1980
Cyntia de Gusmão, Damilton Viana, Ilo Krugli, Márcia Correa,
Marilda Alface, Paulo César Brito, Paulo Freire, Sônia Piccinin,
Thaia Perez, Tião de Carvalho.
1987
Ângelo Tokutake, Edgar Lippo, Fátima Campidelli, Ilo Krugli,
Laurent Lucien, Luís Laranjeiras, Márcia Fernandez, Paulo Roberto
Souza Campos, Paulo da Rosa, Rosa Comporte, Selma Bustamante,
Sueli Mazze.
1991
Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Gulu
Monteiro, Ilo Krugli, Queca Vieira, Sílvia Aderne, Sylvia Heller,
Walkyria Alves.
(Página 13 a 15)
Alice Reis
Trabalhou com o Ventoforte na primeira montagem de "História
de Lenços e Ventos", em 1974. Integrou o elenco de diversos
espetáculos, entre os quais "O Baile dos Ladrões"; de Anouilh
(em 1975); "Fuenteovejuna" de Lope de Veja (em 1978); "A Alma
Boa de Setsuan", de Brecht (em 1980) – Cada cenário, de sua
autoria, foi indicado para o Prêmio Mambembe.
É autora de 3 peças para teatro infantil: "Uma Pitada de Sorte",
montada a primeira vez em 1979, pela qual recebeu indicações
para o Prêmio Manbembe, nas categorias de Melhor Atriz e Melhor
Autora; "Cinco Mil Passos", encenada em 1981, na qual também
trabalhou como atriz; e o "Ao Pé do Ouvido", montada em 1985.
"Uma Pitada de Sorte" foi ainda transformada em seriado infantil
(10 programas), e levada ao ar pela TVE, em co-produção com
a CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), em 1987. Dirigido por
Eric Nielsen, o seriado tem no elenco Sérgio Britto, Rubens
Correa, Italo Rossi e a própria Alice Reis.
Arnaldo Marques
Integrou o elenco da primeira montagem de "Lenços e Ventos"
em 1974. Trabalhou como ator em diversos espetáculos, entre
os quais "Uma Pitada de Sorte", 'Peer Gynt", de Ibsen (em 1982);
"O Círculo de Giz", de Brecht (em 1983/84).
Foi assistente de direção nas montagens "Com a Boca, em Alto
Mar", de Slawomir Mrozek (direção de Henry Pagnoncelli, em 1983);
"Delicadas Torturas", de Harry Kondoleon (direção de Ticiana
Studart, em 1988/89); "1789 - a Revolução", de Ariane Mnouchkine
(direção de Carlos Wilson, em 1989); ''Bukowski, Bicho Solto
no Mundo", autoria e direção de Ticiana Studart (em 1990/91).
Dirigiu o espetáculo "E o Mundo não se Acabou", roteiro de sua
autoria e Caíque Ferreira (em 1989/90).
Vem trabalhando com o Grupo Hombu desde 1990, na remontagem
de "Fala Palhaço".
Beto Coimbra
Trabalhou com o Ventoforte em "História de Lenços e Ventos"
(nas montagens de 1974 e 1976), "Da Metade do Caminho ao País
do Último Círculo" (em 1975), e "Pequenas Histórias de Lorca"
(em 1976).
Foi um dos fundadores do Grupo Hombu, cujo primeiro trabalho,
"A Gaiola de Avatsiú", recebeu o Prêmio Molière de Incentivo
ao Teatro Infantil (em 1977). Em seguida, o grupo montou "Fala
Palhaço" (em 1979); "Ou Isto ou Aquilo", adaptação do texto
de Cecília Meireles (em 1981) e "A Comédia do Coração" (em 1983).
Foi indicado ao Prêmio Mambembe de Melhor Música por "História
de Lenços e Ventos"(juntamente com Caíque Botkay), "Pequenas
Histórias de Lorca", "Fala Palhaço", e "A Comédia do Coração".
Além das demais indicações e prêmios coletivos do grupo, foi
também indicado ao Mambembe de Música (com Caíque Botkay), por
"As Tranças de Ibaê", texto de sua autoria montado em 1979.
É um dos responsáveis pela retomada das atividades do Hombu,
a partir de 1990, com as remontagens de "Fala Palhaço" (5 indicações
e Prêmio Coca-Cola de Cenografia -1990) e "A Gaiola de Avatsiú".
Caíque Botkay
Trabalhou com os grupos Teatro Ventoforte, Hombu, Navegando
(que fundou com Lúcia Coelho), Pessoal do Cabaré e Teatro dos
4; com Bia Lessa e Antônio Pedro.
Fez temporadas na França com a Troupe Caíque, apresentando músicas
de teatro e do folclore brasileiro (em 1978/79); representou
o Brasil no Festival Latino-Americano de Música para Teatro,
na Colômbia (em 1983); participou do Festival de Cádiz com "Exercício
nº 1", espetáculo dirigido por Bia Lessa com músicas de sua
autoria.
Participou com Antônio Pedro, em 1989, do projeto de dinamização
cultural de Volta Redonda, onde dirigiu espetáculo enfocando
a cidade a partir das experiências de seus moradores, que integravam
o elenco.
Foi diretor musical de novelas na TV Manchete durante 4 anos.
Dirigiu e adaptou a ópera "O Limpador de Chaminés", no Teatro
Municipal, onde trabalha atualmente como Diretor Cênico do Coro
Infantil.
Gulu Monteiro
Trabalhando profissionalmente em teatro desde 1985, participou,
como ator, dos espetáculos "Super Zé ou o Espaço Selvagem" e
"Os Clowns" ambos de Dácio Lima. Atuou e foi assistente de direção
em "As Máscaras", espetáculo indicado para o Prêmio Mambembe
de Melhor Direção (em 1989). Em 1990, integrou o elenco de "Torquato
Neto: Vida, Paixão e Morte do Poeta", de Neila Tavares, apresentado
na Casa de Cultura Laura Alvim. Vem trabalhando como ator e
músico com o Grupo Hombu desde o início de 1991, nas remontagens
de "Fala Palhaço" e "A Gaiola de Avatsiú" no Teatro Cacilda
Becker.
Ilo Krugli
Residente no Brasil desde 1961, tem sua história indissoluvelmente
ligada à do Teatro Ventoforte após "História de Lenços e Ventos",
em 1974.
Em dezessete anos de trabalho ininterrupto com o Ventoforte
(Inicialmente no Rio de Janeiro, e a partir de 1979, sediado
na casa do Ventoforte, na cidade de São Paulo), Ilo criou 18
espetáculos: "Da Metade do Caminho ao País do Último Círculo",
"Pequenas Histórias de Lorca", "Mistério das Nove Luas", "Sonhos
de um Coração Brejeiro Naufragado de Ilusão", "História do Barquinho",
"Labirinto do Januário", "As Quatro Chaves", "Choro Lorca" e
"A Tempestade" são algumas das montagens com as quais viajou
por todo o Brasil e pelo exterior, em temporadas e apresentações
em festivais.
Viajou por todo o país ministrando cursos e palestras sobre
teatro e arte-educação, campo ao qual sempre se dedicou, tendo
trabalhado na Escolinha de Arte do Brasil, na Conservatória
Brasileiro de Música e no Centro de Arte e Criatividade Infanto-Juvenil
do Méier, no Rio de Janeiro.
Desde a mudança para São Paulo, coordena os espetáculos e cursos
do Teatro Ventoforte. Atualmente desenvolve o curso "O Teatro
da Imaginação" e o "Projeto Migrações" realizando montagens
simultâneas de um mesmo texto ("O Mistério do Fundo do Pote"
ou "Como Nasceu a Fome") em diferentes locais da Grande São
Paulo, tendo como elenco os próprios moradores das comunidades.
Queca Vieira
Trabalhou como músico e ator durante três anos com o Grupo Ventoforte.
Participou da peça "Peer Gynt", de Ibsen, sob a direção de Marcos
Fayad (em1982).
Foi indicado para o Prêmio Mambembe pela direção musical da
peça infantil "O Elefante".
Apresentou-se como solista de bandolim com o conjunto Sete no
Choro e com as Orquestras Sinfônicas Estadual de São Paulo,
de Campinas e Nacional. É primeiro violino spalla da Orquestra
de Música Brasileira desde 1985.
Participou das novelas "Dona Beija" e "Marquesa de Santos" na
TV Manchete. É contratado da TV Globo desde 1989, como músico
do programa Chico Anísio Show.
Cumpriu temporada de 1 ano como músico da peça "Suburbano Coração",
com Fernanda Montenegro, sob a direção de Naum Alves de Souza.
Participou em 1990 da peça "Tambores da Noite", de Brecht, sob
a direção de Luiz Fernando Lobo, com quem voltou a trabalhar
em 1991, fazendo a direção musical da peça "Um Céu de Asfalto",
com Marlene e Sérgio Britto.
Sílvia Aderne
Trabalhou com o Teatro Ventoforte nos espetáculos "História
de Lenços e Ventos" (nas montagens de 1974 e 1976), "Da Metade
do Caminho ao País do Último Círculo"(em 1975) e "Pequenas Histórias
de Lorca" (em 1976). Foi uma das fundadoras do Grupo Hombu,
tendo participado dos espetáculos "A Gaiola de Avatsiú" (Prêmio
Molière de Incentivo ao Teatro Infantil, em 1977), "Fala Palhaço"
(pelo qual recebeu o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz, em 1979),
"Ou Isto ou Aquilo" - adaptação do texto de Cecília Meireles
(em 1981) e "A Comédia do Coração (em 1983).
Integrou o elenco permanente do Teatro Ziembinsky entre 1986
e 1989.
É uma das responsáveis pela retomada das atividades do Grupo
Hombu, a partir de 1990, promovendo a remontagem de "Fala Palhaço"
(Prêmio de Melhor Espetáculo no III Festival Nacional de Teatro,
em Resende - 1991; Prêmio Coca-Cola de Teatro Infantil de Cenografia,
e indicação de Sílvia Aderne para Melhor Atriz) e "A Gaiola
de Avatsiú".
Sylvia Heller
Participou da primeira montagem de "História de Lenços e Ventos",
em 1974. Trabalhou como atriz em diversos espetáculos, entre
os quais "Bric-à-Brac", de Jean Tardieu (em 1975/76); "Amor",
de Oduvaldo Vianna (em 1983/84) e "A Casa de Bernarda Alba",
de Garcia Lorca (em 1986/87).
Foi indicada, em 1978, para o Prêmio Mambembe de Cenografia
e Figurino, pelo espetáculo "1848", de Ricard Roux.
É professora de interpretação no Curso de Artes Cênicas da Universidade
do Rio de Janeiro (UNIRIO) desde 1985.
Walkyria Alves
Trabalhou com o Ventoforte nos espetáculos "Da Metade do Caminho
ao País do Último Círculo" (em 1975), "História de Lenços e
Ventos" (em 1976) e "Pequenas Histórias de Lorca" (em 1976);
e com o Hombu em "Fala Palhaço" (entre 1980 e 1983). Participou
do elenco de diversas montagens, entre as quais "Peer Gynt",
de Ibsen (em 1982), "Com a Boca, em Alto Mar", de Mrozek (em
1983) e "O Mistério do Boi Surubim", de Tônio Carvalho - espetáculos
que excursionou pela Europa, em 1987.
Trabalhou em espetáculos realizados em Museus do Rio de Janeiro,
como "O Menino de Brodósqui", de Alexandre Marques (no Paço
Imperial, em 1985); "O Museu no Espaço, Uma Odisséia no Tempo",
de Tônio Carvalho e Sônia Piccinin (no Museu Nacional de Belas
Artes, em 1985/86) e "O Auto da Independência", de Joel Rufino
(no Museu da Cidade e no Paço Imperial, em 1985/86).
Participou de projetos de arte para crianças no Morro dos Prazeres,
em Santa Tereza (em 1989) e no Circo Voador - "Recriança Meninos
de Rua" (em 1990).
(Página 16)
História de Lenços e Ventos
de Ilo Krugli
Músicas: Beto Coimbra e Caíque
Botkay
Cenários e figurinos: Ilo Krugli
Execução de Figurinos: Sylvia Heller, Sílvia Aderne e Tânia
Dias
Objetos de Cena: Ilo Krugli
Apoio Técnico: Leninha Pires e Emmanuel Santos
Iluminação: Roberto Mello
Operador de luz: Edmur
Direção Musical: Caíque Botkay e Beto Coimbra (assistência)
Preparação Corporal: Sylvia Heller
Divulgação: Maria Cristina Miguez
Administração: Luis Battistella e Tânia Dias
Cartaz: Ilo Krugli
Arte-final e Diagramação do Programa: Marli Monteiro
Fotografia: Beto Coimbra
Direção de Produção: Arnaldo Marques
Assistência de Produção: Ângela Reis e Heloisa Stockler
Produção Executiva: Sandra Kroef
Produção: Hombu Produções Artísticas Ltda.
Assistência de Direção: Alice Reis
Direção Geral: Ilo Krugli Catálogo
Concepção: Arnaldo Marques
Projeto: Angela Reis e Arnaldo Marques
Pesquisa e Textos: Angela Reis
Texto de Abertura: Alice Reis
Programação Visual: Luiza Novaes
Fotos: Beto Coimbra e Glória Frossard (1974)
Reproduções Fotográficas: Humberto César M. Sampaio
Fotolitos e Impressão: Marcelo Gráfica |
Agradecimentos
Fernando Jefferson de Oliveira, Humberto César M. Sampaio, Ivanilde
de Souza, Janete Leiroz, Luiza Novaes,, Priscila Aragão, Sérgio
de Araújo Pereira, Sonia Barreto
Apoio Cultural
Coca-Cola, Cor Local e Marcelo Gráfica

Cartaz |
História de Lenços e Ventos - 1993
HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)
(Capa)
TEATRO VENTOFORTE - 20 anos
Histórias de Lenços e Ventos
de Ilo Krugli
Músicas de Beto Coimbra e Caíque Botkay
(Páginas centrais)
"Uma história em que tudo voa com o vento da madrugada: escadas,
telhados, lenços, e até gente... com muita liberdade e poesia"Ilo Krugli

Programa |
"Pode parecer exagero ou despropósito, mas acredito que o melhor
espetáculo atualmente em cartaz no Rio – o melhor, no sentido
de ser o mais criativo e poético, de realizar com a maior coerência
e inspiração a proposta teórica da sua concepção – talvez seja
um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria do teatro infantil:
Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli."
Yan Michalski, Jornal do Brasil
- Junho de 1974
"Enfin, au-delà de jeux parfois si rafoinés, il faut terminer
en isolant le cas du théatre Ventoforte de São Paulo. Avec son
Histoire de foulards et de vent, les enfants ont envahi la scène
parce que la scène l'existait plus. Lorsque, comme dans cette
histories, les comédiens refusent de jouer avec les marionnettes
pour se contenter de leurs corps, ils defendent aussi la place
publique, l'éphémère et l'enfance, lê vent contre l'argent."
Bernard Raffalli, Le Monde - Junho
de 1981
"Ventoforte Todo Imaginación e Delicadeza"Jose Manuel Otero, Gramma, La
Habana - Agosto de 1988
"Lenços e Ventos, jogos que derrotam a tirania. Poucas vezes
o teatro - adulto ou infantil - soube transmitir, com tanta felicidade,
tão extraordinária população de emoções. Histórias de Lenços e
Ventos é um luminoso momento de afeto entre o teatro, a vida,
o público infantil e as crianças adormecidas em nós."
Rui Fontana Lopes, O Estado de São
Paulo - Janeiro de 1981
"Os cenários e figurinos de Ilo Krugli, no seu estilo sucata,
a música de Caíque Botkay e Beto Coimbra, os bonecos e máscaras
de Luis Laranjeiras, a preparação corporal de Paulo César Brito,
a luz de Roberto Mello, a música e o canto ao vivo, o elenco do
Ventoforte, fazem de Histórias... um espetáculo imperdível."
Clóvis Garcia, O Estado de São Paulo
- Outubro de 1987
Atores
Ozair Lessa
Eliane Weinfürter
Nana Mattos
Ted Rey
Ana Célia Oliveira
Sonia Gato
Marllon Chaves
Músicos
Negro Ney
Ricardo Lopes
Maecira Trevisan
Fabio Atorino |
| Concepção e Direção: Ilo
Krugli
Música de Beto Coimbra e Caique Botkay
Produção: Casa Ventoforte - Centro de Arte e Cultura Integrada
Cenário e Figurinos e Bonecos: Ilo Krugli
Realização de Figurinos: Ana Maria Carvalho
Produção Executiva: Tata Beltran
Iluminação: Roberto Mello
Assistente de Direção: Rosa Comporte
Assessoria Musical: João Baptista Polleto
Equipe de Realização Artesanal: Peterson de Souza Queiroz,
Ana Luiza Frangipani e o elenco todo
Contra-regra: Claudio Cabrera e Daniel Lima
Cenotécnica: Frutuoso, Edson, Lucio
Assistência e Apoio: Paulo da Rosa e Grupo Hombu do Rio
de Janeiro
Fotografia: Gil Grossi
Computação Gráfica: Marcos Masuko
Secretária Executiva: Ivonete Alves
Assessoria de Imprensa: Tata Beltran |
TEATRO VENTOFORTE
Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 150 – (011) 820-3095
Itaim Bibi – São Paulo – SP – CEP 04533-080
CASA VENTOFORTE – PROGRAMAÇÃO NOV/ DEZ 93
SÃO PAULO
Histórias de Lenços e Ventos
Teatro Ventoforte
Sala dos Olhos
Sábados e Domingos - 17 h
De 06 de novembro a 12 de dezembro
Uma Rosa para Bela
Teatro Ventoforte
Sala dos Pés
Sábados e Domingos – 16 h
De 13 de dezembro a 19 de dezembro
RIO DE JANEIRO
Um Rio que Vem de Longe
Centro Cultural Banco do Brasil
De 08 de dezembro a 17 de dezembro
O Poço Nosso de Cada Dia
Casa da Gávea Praças e ruas da cidade
De 08 a 17 de dezembro

Cartaz, 1994 |
Histórias de Lenços e Ventos - 1994

Programa |
História de Lenços e Ventos - 1996
HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)
(Capa)
Texto e Direção: Ilo Krugli
Música: Beto Coimbra e Caíque Botkay
Teatro da Cidade (Belo Horizonte)
(Contra-capa – Foto: Ilo Krugli)
História de Lenços e Ventos
Desde sua estréia andou pelo mundo ... quer dizer, voou, soprou
pelo mundo. Em 74 a crítica especializada do Rio de Janeiro
a saúda, enxergando nela um divisor de águas do teatro para
crianças e jovens no Brasil.
Muitos prêmios e homenagens sucederam-se...mas para mim, autor,
o mais significativo está na sua vitalidade teatral e poética,
como fonte e raiz de tudo o que realizamos posteriormente.
O tema central é a liberdade, o imaginário criativo que o teatro
redescobre a cada instante, como nos sonhos, nos brinquedos
infantis e nos ritos populares.
Sensível e comovente, a história dos seus personagens - um lencinho
azul (Azulzinha) e uma folha de jornal (O Papel) - desencadeia
um roteiro que emociona, resgatando o tempo e o espaço "Do Quintal".
A liberdade como possibilidade de brincar e "renascer" todos
os dias, o território carinhoso dos cantos, música, rodas, encontros
e desencontros onde se perde o limite entre atores e público.
Ilo Krugli, Abril de 1996
(Páginas Centrais)
Logos dos apoiadores: Secretaria de Estado de Cultura - Governo
de Minas Gerais, Antártica, Top Turismo, Pão de Queijo São Geraldo,
Othon, Compor - Pré impressão.
Alan Eduardo
Alice Andrade
Ana Lúcia Vieira
Angélica Hodge
Lauro Gastañaga
Leonardo Augusto
Maria Clara Lemos
Tarcízio Maximiniano
Vanessa Bond
Veruska Wilke |
Cenário e Figurino:
Ilo Krugli
Execução Cenário: Eugênio Pacelli e Célio Henrique Faria
Confecção Figurino: Eliana Abreu e Silva
Adereços: Cláudia Marinuzzi
Execução de Luz: Eugênio Pacelli, Célio Henrique Faria
Bonecos: Grupo Giramundo
Fotos: Guto Muniz
Divulgação: Fabiana Marques
Programação Visual: Gustavo Vieira de Lima
Produção Executiva: Geórgia Nasiara Carvalho
Coordenação de Produção: Iza Rodrigues
Música: Caíque Botkai e Beto Coimbra
Arranjo de Violão: Rui Weber
Preparação Vocal: Veruska Wilke
Iluminação: José Maria Amorim
Assistência de Direção: Luciano Luppi Arranjos
Direção Musical: João Baptista Polleto
Texto e Direção: Ilo Krugli |
Fotos do elenco e da equipe do Teatro da Cidade
Logos dos apoiadores:Grupo GD, Rio Sul, Estado de Minas, Jornal
De Casa, Acesita, Casa dos Contos, Credireal, Editora RHJ, A
Serenata- Shopping do Músico.
Agradecimentos
Edmar Roque, Celso Morandi, Geraldo Linares Filho, Dora Pinto
Coelho, Águeda Rezende, Rogério Garcia Bousas, André Ávila,
Berenice Menegale, Laura da Fonseca, Bartolomeu Campos Queiroz,
Waldemar Silva, Daniel Barros, Studio HP Rafael Borges de Andrade,
Juber Álvares Moraes, Glauco Diniz Duarte, Leonardo Cardoso,
à imprensa em geral.
(Contra-capa)
Fotos de João Baptista Polleto e Luciano Luppi
Uma história de muito tempo e muitos ventos
Foi lá pelos idos de 75 que vi pela primeira vez a montagem
de "História de Lenços e Ventos" , criada e dirigida por Ilo
Krugli. Naquela época, em plenos anos de chumbo, a peça tinha
vários significados políticos e queria dizer muita coisa através
das imagens que nos passava.
Marcou a minha e a de todos nós, que fazíamos teatro, pela criatividade,
simplicidade e emoção que carregava na sua encenação.
Mais que isso, revelou ao Brasil um autor criativo, surpreendente
e lúdico. Foi um marco, um divisor de águas no nosso teatro
infantil, que já não seria o mesmo depois da estréia de "História
de Lenços e Ventos".
Sempre quis um dia monta-la aqui em Beagá, mas as imagens que
permaneceram em minha memória durante estes 20 anos, imagens
de um espetáculo que eu não poderia recriar de maneira diferente
da que vi, nunca me encorajaram a dirigí-la.
Agora tive a oportunidade de realizar este sonho que estamos
entregando para as gerações de crianças dos anos 90, quando
Ilo, este argentino/brasileiro, andarilho e cidadão do mundo,
concordou em aceitar o meu convite para vir trazer os seus ventos
e lenços ao nosso Teatro da Cidade. Escolheu seus atores, dirigiu
e nós produzimos mais este pedaço de sonho teatral.
E me emociono ainda, como da primeira vez em que vi o espetáculo,
ou talvez mais, pois afinal o Brasil mudou, mas a essência da
criança, embora hoje envolta pelos computadores, videogames
e internets, permanece adormecida, precisando apenas de um cutucão
bem dado, para que aflorem as fantasias de um mundo mágico que
só no ato de criar é possível vir à tona.
"História de Lenços e Ventos" restaura o sentido do lúdico e
do improviso, faz cada um de nós reviver as lembranças de uma
infância que já vai longe no tempo e regata o prazer infantil
de brincar de fazer teatro, coisa que anda esquecida nas escolas,
pelos educadores e pelos autores, atores e diretores brasileiros.
E de agora em diante, vamos ventar e embalar a imaginação dos
espectadores, fazendo com que voem no tempo e viajem pelo mundo
de poesia e encantamento que só o teatro pode proporcionar.
Pedro Paulo Cava, 1996
Patrocinam o Teatro da Cidade
Acesita, Acliterm, A Eletrosul, Água de Cheiro, Amigas da Cultura,
Andrade Gutierrez, BCN-Banco de Crédito Nacional, Belorizonte
Couros, BOB Tostes, Brahma, Brugg, Casa Gaetani, ,Carbo Inox,Cedro
Caichoeira,Claro do Monte Marmoraria, Construmar, Divinal, Duratex,
Engemonte, Ericsson, Estado de Minas, Fademac-Div. Têxtil, Formicenter,
Formiplac, Funcional Serralheiria, Fundacen – Minc, Grupo Zênit/Protegard,
Intervox, Isobrasil, Jornal de Casa, Lajes Premo, Letra J –
Placas, Lúmen, Madeirense Móveis, Mercantil do Brasil, Máster
Turismo, Meta Telecomunicações, Metallo, Método, Motocity, Perglass,
Naciotex (Tecidos), Officina Molduras, Pirelli, Protherm, Real
Palace Hotel, Rede Manchete Minas, Rádio Alvorada FM, Rádio
B.H. FM, Rádio Guarani FM, Rio Sul, Rona Editora, Secretária
de Est. da Cultura, Secretaria Munic. de Cultura, Setembro Propaganda,
Sherwin Williams, SMP&B, Soenar Engenharia, Suggar, Tabacow,
Tapeçaria Marcelo, Tecnoforro, Telem, Telemig, Transistora,
Translux, Tropical Artefatos, 3M do Brasil. Vereda Revestimento,
Vox Populi
Colaboradores Especiais
Álvaro Apocalypse, Amílcar de Castro, Antônio Ferreira Rocha
Filho, Armando Brandão Filho, Beatriz Kattah, Berenice Menegale,
Carlos Scliar, Clorindo Valadares, Delcir da Costa, Elizabeth
Grandi, Elvécio Guimarães, Fayga Ostrower Feiz Nagib Bahemed,
Francelino Pereira, Glória Gomide, Glória Maria Carvalho Chaves,
Helena Bueno Lanna, Helena Neto, Hiram Firmino, Irã Cardoso,
Légio Fabiano & Associados, Luiz Eguinoa, Madu Dumont, Marco
Aurélio Baggio, Maria Clara Luciano, Márcio Elias Proença Tavares,
Mauro Resi, Múcio de Paula, Navantino Alves Filho, Neycy Pereira
Pena, Nestor de Oliveira, Octávio Gomide, Pedro Paulo Mendes
e Silva, Pérides Silva, Priscila Freire, Rachel Bizzotto, Roberto
Hely Chen, Sandoval Azevedo Rezende, Saulo de Moura e Silva,
Tânia Doyle, Thales Martins da Costa, Último de Moura Santiago,
Valdemar Servilha, Wilma Patrícia, Wilson Chaves

Cartaz, 1998 |
Histórias de Lenços e Ventos - 1998
Historia de Lenços e Ventos – 2004

Programa do Teatro Ventoforte |
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)
(Capa)
História de Lenços e Ventos
de Ilo Krugli
Música de Beto Coimbra e Caíque Botkay
(Interiores)
História de Lenços e Ventos
Um clássico da Literatura Dramática do teatro para crianças no Brasil que foi e continua sendo revolucionário. Suas sucessivas montagens por todo o país evidenciam a qualidade de um trabalho que permanece atual e abordando temas como a procura de liberdade, a tecnologia, o consumo, a sensibilidade do brincar, do quintal e das coisas simples.
As cidades continuam crescendo, a tecnologia invadindo os espaços, o homem fazendo cada vez menos coisas com as mãos, com o corpo, perdendo o quintal... Lenços e Ventos se configura então numa bandeira, como ponto de partida para nova linguagem no teatro, propondo um ator sincero, um ator espontâneo, um ator que trabalha em todas as linguagens ao mesmo tempo.
Dinho Lima Flor: Manoel, Manoela, Papel, Guarda-Chuva
Lílian de Lima: Azulzinha
Rodrigo Mercadante: Soldado, Galinha, Cartaz
Thais Pimpão: Branquinho, Nuvem, ônibus Circular
Cláudio Cabrera: Soldado, Ônibus Circular
Wilker Soares: Rei Metal Mal
Malú Borges: Chuva, Soldado
Lenços e Lencinhos: Todos
Músicos
Aloísio César: Acordeom
Débora Saraiva: Percussão
Catarina: Percussão
Wilker Soares: Violão
|
|
Iluminação: Roberto Mello
Direção Musical: João Poleto
Assistência de Direção Musical: Wilker Soares
Assistência de Direção: Dinho Lima Flor
Direção Geral: Ilo Krugli
Equipe artesanal e de apoio: Duda Rozeno, Henrique Saturnino, Daniele Claudino.
Café e Camarim: Maria do Carmo Lima, João Machado e Maria de Lourdes Barros.
Bordados e Remendos: Crianças do Parque do Povo, Ana Maria Carvalho, Malú Borges, Bety Galaz, Sila da Costa.
Carpintaria: Antônio Luiz Pereira
Confecção de Figurinos: Ana Maria Carvalho
Confecção de bonecos e objetos: Cláudio Cabrera, Ademir de Castro, Malú Borges.
Operação de Som (Bodas de Sangue): Fábio Viana.
Montagem e Cenotécnica (Bodas de Sangue): Lennon Gonçalves
Assistência de produção: Fábio Viana, Malú Borges, Aline Carcellé e Lennon Gonçalves.
Fotografia e Desenho Gráfico: Fábio Viana
Divulgação: Renata Alucci / 3D3
Direção de Produção: Roberto Mello.
Direção Geral: Ilo Krugli.
Produção: Casa Ventoforte Centro de Arte e Cultura Integrada.
|
Principais Prêmios
Recomendação Especial da Associação Carioca de Críticos Teatrais – RJ, 1974
Mambembe (Cinco Melhores do Ano) SNT – RJ, 1974
Molière (Direção – Ilo Krugli - RJ, 1976).
Mambembe (Direção e Cinco Melhores do Ano) SNT - SP, 1980.
Prêmio APCA (Melhor Espetáculo) SP, 1980.
Prêmio Festival de Verão Cuba-Havana (Melhor espetáculo internacional) 1989.
Teatro Ventoforte
"A experiência estética do Grupo Ventoforte é, com certeza, um diferencial na história do teatro brasileiro para a infância e juventude (também para adultos sonhadores). Seus criadores e atores há 31 anos iluminam a cena nacional com suas forças poéticas, com suas artimanhas artísticas poderosas que impulsionaram artistas, educadores e pensadores de várias gerações. Uma explosão de imagens, cores, sons, danças e rituais que revigoram o imaginário dos 'fazedores de teatro' das décadas de 60/70 e até os dias de hoje."
CBTIJ - Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude
Prêmio Tempo Ventoforte
Nesta premiação são valorizados elementos de ação da comunidade artística como a "resistência e continuidade", sobretudo de grupos teatrais jovens e antigos que desenvolvem uma pesquisa e um trabalho didático e de intervenção, ao mesmo tempo serão homenageados mestre, criadores e formadores de várias vertentes artísticas e de educação.
Equipe Artesanal e de Apoio: Duda Rozeno, Henrique Saturnino, Daniele Claudino
Café e Camarim: Maria do Carmo Lima, João Machado e Maria de Lourdes Barros
Bordados e Remendos: Crianças do Parque do Povo, Ana Maria Carvalho, Malú Borges, Bety Galaz, Sila da Costa
Carpintaria: Antônio Luiz Pereira
Confecção de Figurinos: Ana Maria Carvalho
Confecção de Bonecos e objetos: Cláudio Cabrera, Ademir de Castro, Malú Borges
Assistência de produção: Fábio Viana, Malú Borges, Aline Carcellé e Lennon Gonçalves
Fotografia e Desenho Gráfico: Fábio Viana
Divulgação: Renata Alucci / 3D3
Direção de Produção: Roberto Mello
Direção Geral: Ilo Krugli
Produção: Casa Ventoforte Centro de Arte e Cultura Integrada |
Agradecimentos
Aparecida de Souza Lima, Marconi Holanda, Ronaldo Kairala, Moreno da X9 – Dora Claudino, Restaurane A DÓRA.
Ventoforte São Jorge – temporada popular no vento com São Jorge
Patrocínio
(Logos)
Cidade de São Paulo – Secretaria de Cultura
Programa Municipal de Fomento ao teatro para a Cidade de São Paulo -
Lei 13 279/02
Apoio Cultural
(Logos):
Cooperativa Paulista de Teatro,
3D3 Comunicação e Cultura,
Cantina D’Amico, Piolin,
Cantina Luna Di Capri
Teatro Ventoforte
Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 150, Itaim Bibi - Tel: 3078 1072
HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS - 2004
 |
Programa do Teatro
SESC Belezinho |
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA)
(Capa)
30 anos de Ventoforte
História de Lenços e Ventos
Bodas de Sangue
A Cara do Vento
SESC SP - Belenzinho
(Interior)
História de Lenços e Ventos
Espetáculo que deu origem ao grupo Ventoforte. Em montagem especial celebram os 30 anos de Ventoforte.
Um clássico da literatura dramática do teatro para crianças no Brasil que foi e continua sendo revolucionário. Suas sucessivas montagens por todo o país evidenciam a qualidade de um trabalho que permanece atual e abordando temas como a procura de liberdade, a tecnologia, o consumo, a sensibilidade do brincar, do quintal e das coisas simples.
Seu grande conteúdo é a criatividade em cena, o público percebe - sente isso - as coisas sendo criadas no palco, uma folha de jornal se transformando em personagem, um lenço, um pedaço de pano, a água, o fogo, tudo passa ter significado. Os atores são múltiplos, passam de uma coisa para outra, como se estivessem improvisando e brincando.Isto continua sendo o grande recado.
As cidades continuam crescendo, a tecnologia invadindo os espaços, o homem fazendo cada vez menos coisas com as mãos, com o corpo, perdendo o quintal... Lenços e Ventos se configura então numa bandeira, como ponto de partida para nova linguagem no teatro, propondo um ator sincero em cena, um ator espontâneo, um ator que trabalha em todas as linguagens ao mesmo tempo.
Ilo Krugli: Manoel, Manoela, Papel, Guarda-chuva
Lílian de Lima: Azulzinha
Rodrigo Mercadante: Soldado, Galinha, Cartaz
Thaís Pimpão: Branquinho, Nuvem, Ônibus Circular
Wilker Soares: Rei Metal Mal
Malú Borges: Chuva
Músicos
Aloísio César: Acordeom e viola caipira
Giuliano Obici: Flauta e Percussão
Catarina Moreira: Percussão
Wilker Soares: Violão |
de Ilo Krugli
Música de Caíque Botkay, Beto Coimbra, Ilo Krugli
Direção Geral: Ilo Krugli
Assistência de Direção: Dinho Lima Flor
Direção Musical: João Poleto
Iluminação: Roberto Mello
Operação de luz: Lennon Gonçalves
Fotografia: Fábio Vianna e Beto Coimbra |
(Contra-Capa)
De 09 de outubro a 14 de novembro de 2004
SESC Belenzinho
Av. Álvaro Ramos,915 – metrô Belém – tel: 6602-3700
Cep 03331-000 São Paulo – SP
Logos: Naifs, Ventoforte, Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, Cooperativa Paulista de Teatro
|