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Histórias de Lenços e Ventos - 1974 Este espetáculo estreou em maio de 1974 no Museu de Arte Moderna - MAM, no Rio de Janeiro, com o seguinte elenco: Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Ilo Krugli, Richard Roux, Silvia Aderne, Sylvia Heller.
(INFORMAÇÕES DO CARTAZ / PROGRAMA) História de Lenços e Ventos representa um verdadeiro divisor de águas no teatro infantil brasileiro. Com sua estética inovadora, o espetáculo transborda criatividade, utilizando de forma inusitada os mais diversos materiais. Verdadeiro caleidoscópio visual, intensamente musical, História de Lenços e Ventos cativa a todos, crianças e adultos que se encantam com o clima mágico do espetáculo. Manuseando bonecos, lenços, latas, instrumentos musicais e objetos inesperados, os atores dão vida a simpaticíssimos personagens, para contar de forma alegre e bem humorada as aventuras do lenço Azulzinha e seu amigo Papel. Fábula sobre a liberdade, ambientada nos quintais mágicos da infância, fala da vontade de voar e de crescer, de conhecer novos horizontes; e da força do afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes obstáculos para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei Metal Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão poderosas quanto o vento. "Dezessete anos depois, o elenco original reúne-se novamente, de forma emocionada, para recontar História de Lenços e Ventos a uma nova geração carioca." Alice Reis
O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974 a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria, também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral para crianças. Primeiro, trabalho do Ventoforte, História de Lenços e Ventos teve uma carreira consagradora: permaneceu um ano em cartaz e arrebatou os mais importantes prêmios no ano de 1974. Montada por diversos grupos em todo país, Lenços e Ventos foi reencenada pelo próprio Ilo Krugli ainda três vezes, sendo premiadíssima novamente em 1980, em São Paulo. Após Histórias de Lenços e Ventos, o Ventoforte estreou, sempre com sucesso, Da Metade do Caminho ao País do Último Círculo (em 1975) - em duas versões para crianças e adultos - e Pequenas Histórias de Lorca (em 1976) para adultos. Em 1977, Silvia Aderne, Beto Coimbra, Tarcísio Ortiz , Sérgio Fidalgo e Regina Linhares, participantes em diversos momentos do Ventoforte, decidiram criar o próprio grupo. Dessa decisão nasceu então o Hombu. O Grupo Hombu, consagrado desde sua primeira montagem, A Gaiola de Avatsiú, em 1977 (diversas vezes premiada, inclusive com o primeiro Molière concedido ao Teatro Infantil), firmou-se como um grupo reconhecido pela seriedade de suas propostas e pela qualidade de suas montagens, tais como Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo e A Comédia do Coração. O Grupo Hombu vem ocupando, desde fevereiro de 1991, o Teatro Experimental Cacilda Becker, remontando os mais importantes espetáculos de seu repertório: Fala Palhaço, A Gaiola de Avatsiú... Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para reencenar História de Lenços e Ventos, que encerrará, de maneira muito especial, este projeto, reunindo o elenco completo da montagem original de 1974. "Ao final, assistiremos ao começo: Ventoforte e Hombu em Histórias de Lenços e Ventos - no ano XVII." Ângela Reis
Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, chega a São Paulo depois de muitos anos de consagração nacional, de vez que foi vista por críticos e educadores de todo o país, merecendo elogios que raramente se fizeram à cena infantil. Hoje, quase um muito de nossos palcos, causa espanto aos que a vêem pela primeira vez: porque uma coisa tão simples atingiu a unanimidade das opiniões como o verdadeiro marco divisor de águas em nosso teatro? Esquecem-se tais pessoas de que o difícil em arte é ser simples. E que a simplicidade é justamente o que faltava ao gênero.Mas a peça, antropológica, tem bem mais do que isso. (,,,) longe, assim, de ser um espetáculo a mais no gênero, História de Lenços e Ventos fica no repertório de nosso teatro como um exemplo de realização e bom gosto a ser seguido em sua postura (...)." Carlos Ernesto
de Godoy - Revista Visão, 7 de julho de 1980
"(...) Acredito que o melhor espetáculo atualmente em cartaz no rio - o melhor, no sentido de ser o mais criativo e poético, e de realizar com a maior coerência e inspiração a proposta teórica da sua concepção - talvez seja um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria de teatro infantil: História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli (...) E toda essa pequena jóia (...) foi feita com meios de produção extremamente modestos. Aqueles que costumam justificar a ruindade de determinados espetáculos com a falta de adequadas condições econômicas, deveriam ser condenados a assistir dez sessões seguidas de História de lenços e Ventos. Eles perceberiam então que com inteligência e sensibilidade e muito pouco dinheiro pode-se fazer teatro de melhor qualidade." Yan Michalski - JB, 07/06/74
"O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma montagem de grande beleza plástica, com muito senso de rítmo teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade, é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam, dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos, sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo. Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e na criança (...)."
Ana Maria Machado - JB, 25/05/74
(INFORMAÇÕES DO CATÁLOGO) (Página 1) Este espetáculo é dedicado a Nossos mestres Augusto Rodrigues, pela importância de seu projeto pioneiro para a arte e a criança no Brasil; Nise da Silveira, pela sua profunda visão do Homem, que valoriza as expressões individuais independentemente de condição social, idade ou situação psíquica; E nossos Companheiros Ana Maria Machado e Yan Michalski (in memorian) que desbravaram conosco, em 1974, o teatro para crianças neste nosso país. (Página 2) História de Lenços e Ventos representa um verdadeiro divisor de águas no teatro infantil brasileiro. Com sua estética inovadora, o espetáculo transborda criatividade, utilizando de forma inusitada os mais diversos materiais. Verdadeiro caleidoscópio visual, intensamente musical, "História de Lenços e Ventos" cativa a todos, crianças e adultos que se encantam com o clima mágico do espetáculo. Manuseando bonecos, lenços, latas, instrumentos musicais e objetos inesperados, os atores dão vida a simpaticíssimos personagens, para contar de forma alegre e bem humorada as aventuras do lenço Azulzinha e seu amigo Papel. Fábula sobre a liberdade, ambientada nos quintais mágicos da infância, fala da vontade de voar e de crescer, de conhecer novos horizontes; e da força do afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes obstáculos para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei Metal Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão poderosas quanto o vento. Dezessete anos depois, o elenco original reúne-se novamente, de forma emocionada, para recontar História de Lenços e Ventos a uma nova geração carioca. (Página 3) O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974 a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria, também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral para crianças. Primeiro, trabalho do Ventoforte, Lenços e Ventos teve uma carreira consagradora: um ano em cartaz na Sala Corpo/Som do MAM, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez se via em cena um grupo que envolvia a platéia Na representação da peça; que brincava com latas, jornais e panos, dando vida a esses objetos como só as crianças o fazem; que transforma o teatro todo num grande quintal em festa, onde todos podiam participar de um ritual poético de transformação da vida. (Página 4) O espetáculo definiu as marcas do trabalho do Ventoforte, presentes em todas as montagens do grupo (em atividade ininterrupta até hoje): o resgate da criança que há dentro de cada um de nós; a procura da liberdade e da poesia; o aprendizado da destruição e da reconstrução; a abertura do espaço cênico e a comunhão com o público através da festa e da brincadeira. Para Ilo Krugli, criador e diretor do grupo em seus dezessete anos de histórias, "o papel do artista sempre foi colocar coração nessa grande máquina de concreto que foi jogada sobre nós." Em 1977, Sílvia Aderne, Sérgio Fidalgo, Regina Linhares, Tarcísio Ortiz e Beto Coimbra, participantes em diversos momentos do Ventoforte, resolveram criar seu próprio grupo. Nasceu então o Hombu, que canalizou não apenas os anos de experiência em teatro para crianças de seus integrantes como, principalmente, o desejo de continuar buscando outros caminhos e novas linguagens. (Página 5) A Gaiola de Avatsiú, primeira montagem do grupo, foi realizada a partir do estudo de lendas indígenas brasileiras, e enfocava, através de personagens como Tiê-sangue, a Arara e o Rouxinol, aprisionados por um caçador, o conflito entre a liberdade e a opressão. O espetáculo recebeu vários prêmios, entre os quais o Molière de Incentivo ao Teatro Infantil, em 1977, e foi o primeiro de uma série de montagens do Grupo Hombu, como Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo e A Comédia do Coração. Em 1990 Sílvia Aderne e Beto Coimbra retomaram as atividades do Hombu, remontando Fala Palhaço no Teatro Cândido Mendes. Em 1991, o grupo passou a ocupar o horário infantil do Teatro Cacilda Becker, promovendo a apresentação de Fala Palhaço simultaneamente à remontagem de A Gaiola de Avatsiú. Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para o reencontro. Reunindo o elenco original de 1974, História de Lenços e Ventos encerrará o período de ocupação do Teatro Cacilda Becker. Ao final assistiremos ao começo: o "Reencontro Ventoforte/Hombu" em História de Lenços e Ventos - no ano XVII. (Página 6) Um espetáculo fora de série O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma montagem de grande beleza plástica, com muito senso de ritmo teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade, é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam, dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos, sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo. Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e na criança. Partindo do pressuposto de que o público infantil tem inteligência e sensibilidade, além de um nível de informação que a maioria das peças infantis, por comodismo, prefere ignorar, História de Lenços e Ventos comove e faz pensar, com recursos eminentemente teatrais, que vão do teatro de sombras e ecos de procissões chinesas, chamando a si a riqueza viva do teatro. E tido sem a menor pieguice, sem tatibitabe, sem apelos à participação gratuita, sem menosprezo pela integridade psíquica da criança. Ana Maria Machado - JB, 25 de maio
de 1974
No sopro dos ventos, a beleza eterna dos lenços A temporada de teatro infantil carioca está atualmente dominada pela remontagem de História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que as crianças já viram há dois anos. É uma excelente oportunidade de ver um belíssimo espetáculo - todos sabem como criança adora repetir aquilo que gosta. E quem não assistiu ainda vai poder agora entender porque a peça se transformou num marco de nosso teatro. Desta vez, no palco italiano do Gláucio Gill, se a montagem perde, a festiva informalidade é o intimismo com a platéia que acompanhavam na sala Corpo/Som do MAM, em compensação ganha uma certa solenidade e rende muito mais em termos de aproveitamento de recursos de iluminação. O trabalho de som está ainda mais elaborado, cheio de pequenos toques sutis e criativos que só engrandecem o espetáculo. Em cena, um número maior de lenços acentua a atmosfera feérica. Pessoalmente, já vi esse espetáculo cinco vezes em palco diferentes de diversas cidades - não só ele se mantém sempre um dos momentos mais comoventes da minha experiência de espectadora, mas a cada vez descubro novas coisas. Agora, com a participação da platéia foi a descoberta da fina destruição do maniqueísmo, ao ouvir um menino propor que o herói - Papel renascido não seja só mais forte, mas também um pouco ruim, para poder enfrentar o poder do vilão em melhores condições. Pouco depois, o destaque à fraqueza e coragem do mine-soldado do exército do Rei Metal Mau acentua a perene humanidade de qualquer um, independente do lado em que estiver. A história é excelente. Os recursos teatrais são empregados com uma generosidade e uma investida raramente vistas: teatro de bonecos, de sombras, aproveitamento de objetos cotidianos e materiais diversos, lembranças de festivais populares chineses no desfile do dragão, e um integral trabalho de atores. Um espetáculo que dignifica a criança e o teatro. Merecem ainda ser recomendados: Andar sem Parar de Transformar (um belo espetáculo ao alcance dos bem pequeninos), Viagem Sideral (sobretudo pelo texto, atraente aos maiores), O Dragão (para pré-adolescentes); e o circo continua sua temporada. Ana Maria Machado
O lenço Azulzinha e o personagem Papel Pode parecer exagero ou desproposito, mas acredito que o melhor espetáculo atualmente em cartaz no Rio - o melhor, no sentido de ser o mais criativo e poético, e de realizar com a maior coerência e inspiração a proposta teórica da sua concepção - talvez seja um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria de teatro infantil: História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que pode ser visto no Museu de Arte Moderna, nas tardes de sábado e domingo. Não pretendo abordar aqui a adequação do espetáculo ao público específico ao qual ele se destina: Ana Maria Machado já se ocupou do assunto na coluna Aonde Levar Crianças de sábado. Quero apenas a atenção dos leitores para a notável qualidade do empreendimento visto como uma realização teatral tout court, independentemente do seu rótulo de espetáculo para crianças. O que me impressiona em Histórias de Lenços e Ventos é o intenso sopro de teatralidade que o percorre de ponta a ponta. Teatralidade quer dizer, entre outras coisas, intensidade de vida levada às últimas conseqüências; e uma vida das mais intensas que possam ser imaginadas vibra em cada cena e cada elemento do espetáculo, Empostando magnificamente o seu trabalho dentro de um clima autenticamente mágico, Ilo Krugli dá vida a lenços, bonecos e inúmeros outros objetos normalmente considerados como inanimados, Um dos pontos altos do espetáculo é o momento em que um pedaço de papel de Jornal que todos fomos convencidos a aceitar com um personagem chamado Papel, é imolado numa fogueira. Todos nós sofremos na própria carne a morte deste pedacinho de papel magicamente transformado em personagem. Mas a maneira poética pela qual esta morte é cenicamente proposta faz com que o sofrimento não se transforme em desespero: o personagem Papel morreu queimado, mas antes disso já vimos que basta um novo pedacinho qualquer de papel para criar um novo personagem chamado Papel. Tão querido quanto o primeiro Papel. Tão querido quanto o lencinho - personagem chamado Azulzinha. Obviamente não só os objetos inanimados tem vida. Os atores também: eles atual com uma vitalidade, uma simplicidade, um entusiasmo e alegria, de encher as medidas. Todos estão exemplarmente unidos na mesma proposta interpretativa, mas pela sutileza maior de seu senso de humor, o próprio Ilo Krugli e Silvia Aderne destacam-se ligeiramente dos demais, todos excelentes: Alice Reis, Silvia Heller, Caíque Botkay e Beto Coimbra. A vida vibra também na exemplar musicalidade do espetáculo - musicalidade que se manifesta não só nos momentos em que as simpaticíssimas músicas estão sendo cantadas ou tocadas, mas também np movimento harmonioso dos corpos no espaço mas, também nos silenciosos. A vida vibra também no caleidoscópio das imagens concretas e abstratas que ocupam nosso campo visual num constante vai e vem. Numa certa hora, os lenços coloridos dançam roda, formando um quadro que eu gostaria de levar para casa e pendurar na parede, se não soubesse que tal transplante - que, dentro do clima mágico da festa me pareceria em tese possível - esvaziaria a riqueza da imagem, indissoluvelmente ligada ao que a belíssima composição coreográfico - plástica tem de movimentado, dinâmico. O texto, se analisássemos como elemento avulso, talvez não pareceria à altura da encenação. Ele é composto de pequenos flashes que, examinados cada um por si, não parece fazer muito sentido e corre o risco de não se ligar coerentemente uns aos outros. Mas à medida que o espetáculo se desenrola, as coisas começam a se amarrar perfeitamente, graças à complementação que a mensagem verbal recebe das riquíssimas insinuações plásticas, gestuais e sonoras. Por outro lado, os diálogos têm uma carga de humor cujo charmoso non sence não o impede de ser inteligentemente crítico e irônico. E toda essa pequena jóia - que deveria ser mostrada pelo menos uma noite por semana ao público adulto - foi feita com meios de produção extremamente modestos. Aqueles que costumam justificar a ruindade de determinados espetáculos com a falta de adequadas condições econômicas, deveriam ser condenados a assistir dez sessões seguidas de História de Lenços e Ventos. Eles perceberiam então que com inteligência, sensibilidade e muito pouco dinheiro pode-se fazer teatro de melhor qualidade. Yan Michalski - JB, 07/06/74
(Página 11) Elencos de Ilo Krugli
Agradecimentos Fernando Jefferson de Oliveira, Humberto César M. Sampaio, Ivanilde de Souza, Janete Leiroz, Luiza Novaes,, Priscila Aragão, Sérgio de Araújo Pereira, Sonia Barreto Apoio Cultural Coca-Cola, Cor Local e Marcelo Gráfica
História de Lenços e Ventos - 1993 HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS (INFORMAÇÕES DO PROGRAMA) (Capa) TEATRO VENTOFORTE - 20 anos Histórias de Lenços e Ventos de Ilo Krugli Músicas de Beto Coimbra e Caíque Botkay (Páginas centrais) "Uma história em que tudo voa com o vento da madrugada: escadas, telhados, lenços, e até gente... com muita liberdade e poesia" Ilo Krugli
Yan Michalski, Jornal do Brasil
- Junho de 1974
"Enfin, au-delà de jeux parfois si rafoinés, il faut terminer en isolant le cas du théatre Ventoforte de São Paulo. Avec son Histoire de foulards et de vent, les enfants ont envahi la scène parce que la scène l'existait plus. Lorsque, comme dans cette histories, les comédiens refusent de jouer avec les marionnettes pour se contenter de leurs corps, ils defendent aussi la place publique, l'éphémère et l'enfance, lê vent contre l'argent." Bernard Raffalli, Le Monde - Junho
de 1981
"Ventoforte Todo Imaginación e Delicadeza" Jose Manuel Otero, Gramma, La
Habana - Agosto de 1988
"Lenços e Ventos, jogos que derrotam a tirania. Poucas vezes o teatro - adulto ou infantil - soube transmitir, com tanta felicidade, tão extraordinária população de emoções. Histórias de Lenços e Ventos é um luminoso momento de afeto entre o teatro, a vida, o público infantil e as crianças adormecidas em nós." Rui Fontana Lopes, O Estado de São
Paulo - Janeiro de 1981
"Os cenários e figurinos de Ilo Krugli, no seu estilo sucata, a música de Caíque Botkay e Beto Coimbra, os bonecos e máscaras de Luis Laranjeiras, a preparação corporal de Paulo César Brito, a luz de Roberto Mello, a música e o canto ao vivo, o elenco do Ventoforte, fazem de Histórias... um espetáculo imperdível." Clóvis Garcia, O Estado de São Paulo
- Outubro de 1987
TEATRO VENTOFORTE Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 150 – (011) 820-3095 Itaim Bibi – São Paulo – SP – CEP 04533-080 CASA VENTOFORTE – PROGRAMAÇÃO NOV/ DEZ 93 SÃO PAULO Histórias de Lenços e Ventos Teatro Ventoforte Sala dos Olhos Sábados e Domingos - 17 h De 06 de novembro a 12 de dezembro Uma Rosa para Bela Teatro Ventoforte Sala dos Pés Sábados e Domingos – 16 h De 13 de dezembro a 19 de dezembro RIO DE JANEIRO Um Rio que Vem de Longe Centro Cultural Banco do Brasil De 08 de dezembro a 17 de dezembro O Poço Nosso de Cada Dia Casa da Gávea Praças e ruas da cidade De 08 a 17 de dezembro
História de Lenços e Ventos - 1996 Música: Beto Coimbra e Caíque Botkay Teatro da Cidade (Belo Horizonte) (Contra-capa – Foto: Ilo Krugli) História de Lenços e Ventos Desde sua estréia andou pelo mundo ... quer dizer, voou, soprou pelo mundo. Em 74 a crítica especializada do Rio de Janeiro a saúda, enxergando nela um divisor de águas do teatro para crianças e jovens no Brasil. Muitos prêmios e homenagens sucederam-se...mas para mim, autor, o mais significativo está na sua vitalidade teatral e poética, como fonte e raiz de tudo o que realizamos posteriormente. O tema central é a liberdade, o imaginário criativo que o teatro redescobre a cada instante, como nos sonhos, nos brinquedos infantis e nos ritos populares. Sensível e comovente, a história dos seus personagens - um lencinho azul (Azulzinha) e uma folha de jornal (O Papel) - desencadeia um roteiro que emociona, resgatando o tempo e o espaço "Do Quintal". A liberdade como possibilidade de brincar e "renascer" todos os dias, o território carinhoso dos cantos, música, rodas, encontros e desencontros onde se perde o limite entre atores e público. Ilo Krugli, Abril de 1996 (Páginas Centrais) Logos dos apoiadores: Secretaria de Estado de Cultura - Governo de Minas Gerais, Antártica, Top Turismo, Pão de Queijo São Geraldo, Othon, Compor - Pré impressão.
Fotos do elenco e da equipe do Teatro da Cidade "História de Lenços e Ventos" restaura o sentido do lúdico e do improviso, faz cada um de nós reviver as lembranças de uma infância que já vai longe no tempo e regata o prazer infantil de brincar de fazer teatro, coisa que anda esquecida nas escolas, pelos educadores e pelos autores, atores e diretores brasileiros. E de agora em diante, vamos ventar e embalar a imaginação dos espectadores, fazendo com que voem no tempo e viajem pelo mundo de poesia e encantamento que só o teatro pode proporcionar. Pedro Paulo Cava, 1996
Patrocinam o Teatro da Cidade Acesita, Acliterm, A Eletrosul, Água de Cheiro, Amigas da Cultura, Andrade Gutierrez, BCN-Banco de Crédito Nacional, Belorizonte Couros, BOB Tostes, Brahma, Brugg, Casa Gaetani, ,Carbo Inox,Cedro Caichoeira,Claro do Monte Marmoraria, Construmar, Divinal, Duratex, Engemonte, Ericsson, Estado de Minas, Fademac-Div. Têxtil, Formicenter, Formiplac, Funcional Serralheiria, Fundacen – Minc, Grupo Zênit/Protegard, Intervox, Isobrasil, Jornal de Casa, Lajes Premo, Letra J – Placas, Lúmen, Madeirense Móveis, Mercantil do Brasil, Máster Turismo, Meta Telecomunicações, Metallo, Método, Motocity, Perglass, Naciotex (Tecidos), Officina Molduras, Pirelli, Protherm, Real Palace Hotel, Rede Manchete Minas, Rádio Alvorada FM, Rádio B.H. FM, Rádio Guarani FM, Rio Sul, Rona Editora, Secretária de Est. da Cultura, Secretaria Munic. de Cultura, Setembro Propaganda, Sherwin Williams, SMP&B, Soenar Engenharia, Suggar, Tabacow, Tapeçaria Marcelo, Tecnoforro, Telem, Telemig, Transistora, Translux, Tropical Artefatos, 3M do Brasil. Vereda Revestimento, Vox Populi Colaboradores Especiais Álvaro Apocalypse, Amílcar de Castro, Antônio Ferreira Rocha Filho, Armando Brandão Filho, Beatriz Kattah, Berenice Menegale, Carlos Scliar, Clorindo Valadares, Delcir da Costa, Elizabeth Grandi, Elvécio Guimarães, Fayga Ostrower Feiz Nagib Bahemed, Francelino Pereira, Glória Gomide, Glória Maria Carvalho Chaves, Helena Bueno Lanna, Helena Neto, Hiram Firmino, Irã Cardoso, Légio Fabiano & Associados, Luiz Eguinoa, Madu Dumont, Marco Aurélio Baggio, Maria Clara Luciano, Márcio Elias Proença Tavares, Mauro Resi, Múcio de Paula, Navantino Alves Filho, Neycy Pereira Pena, Nestor de Oliveira, Octávio Gomide, Pedro Paulo Mendes e Silva, Pérides Silva, Priscila Freire, Rachel Bizzotto, Roberto Hely Chen, Sandoval Azevedo Rezende, Saulo de Moura e Silva, Tânia Doyle, Thales Martins da Costa, Último de Moura Santiago, Valdemar Servilha, Wilma Patrícia, Wilson Chaves
Histórias de Lenços e Ventos - 1998
Historia de Lenços e Ventos – 2004
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA) (Capa) História de Lenços e Ventos de Ilo Krugli Música de Beto Coimbra e Caíque Botkay (Interiores) História de Lenços e Ventos Um clássico da Literatura Dramática do teatro para crianças no Brasil que foi e continua sendo revolucionário. Suas sucessivas montagens por todo o país evidenciam a qualidade de um trabalho que permanece atual e abordando temas como a procura de liberdade, a tecnologia, o consumo, a sensibilidade do brincar, do quintal e das coisas simples. As cidades continuam crescendo, a tecnologia invadindo os espaços, o homem fazendo cada vez menos coisas com as mãos, com o corpo, perdendo o quintal... Lenços e Ventos se configura então numa bandeira, como ponto de partida para nova linguagem no teatro, propondo um ator sincero, um ator espontâneo, um ator que trabalha em todas as linguagens ao mesmo tempo.
Principais Prêmios Recomendação Especial da Associação Carioca de Críticos Teatrais – RJ, 1974 Mambembe (Cinco Melhores do Ano) SNT – RJ, 1974. Molière (Direção – Ilo Krugli - RJ, 1976). Mambembe (Direção e Cinco Melhores do Ano) SNT - SP, 1980. Prêmio APCA (Melhor Espetáculo) SP, 1980. Prêmio Festival de Verão Cuba-Havana (Melhor espetáculo internacional) 1989. Teatro Ventoforte “A experiência estética do Grupo Ventoforte é, com certeza, um diferencial na história do teatro brasileiro para a infância e juventude (também para adultos sonhadores). Seus criadores e atores há 31 anos iluminam a cena nacional com suas forças poéticas, com suas artimanhas artísticas poderosas que impulsionaram artistas, educadores e pensadores de várias gerações. Uma explosão de imagens, cores, sons, danças e rituais que revigoram o imaginário dos “fazedores de teatro” das décadas de 60/70 e até os dias de hoje. CBTIJ - Centro Brasileiro de Teatro para a Infância e Juventude
Prêmio Tempo Ventoforte Nesta premiação são valorizados elementos de ação da comunidade artística como a “resistência e continuidade”, sobretudo de grupos teatrais jovens e antigos que desenvolvem uma pesquisa e um trabalho didático e de intervenção, ao mesmo tempo serão homenageados mestre, criadores e formadores de várias vertentes artísticas e de educação.
Agradecimentos Aparecida de Souza Lima, Marconi Holanda, Ronaldo Kairala, Moreno da X9 – Dora Claudino, Restaurane A DÓRA. Ventoforte São Jorge – temporada popular no vento com São Jorge Patrocínio (Logos) Cidade de São Paulo – Secretaria de Cultura Programa Municipal de Fomento ao teatro para a Cidade de São Paulo - Lei 13 279/02 Apoio Cultural (Logos): Cooperativa Paulista de Teatro, 3D3 Comunicação e Cultura, Cantina D’Amico, Piolin, Cantina Luna Di Capri Teatro Ventoforte Rua Brigadeiro Haroldo Veloso, 150, Itaim Bibi - Tel: 3078 1072 teatroventoforte@uol.com.br www.teatroventoforte.com.br HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS - 2004
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA) (Capa) 30 anos de Ventoforte História de Lenços e Ventos Bodas de Sangue A Cara do Vento SESC SP - Belenzinho (Interior) História de Lenços e Ventos Espetáculo que deu origem ao grupo Ventoforte. Em montagem especial celebram os 30 anos de Ventoforte. Um clássico da literatura dramática do teatro para crianças no Brasil que foi e continua sendo revolucionário. Suas sucessivas montagens por todo o país evidenciam a qualidade de um trabalho que permanece atual e abordando temas como a procura de liberdade, a tecnologia, o consumo, a sensibilidade do brincar, do quintal e das coisas simples. Seu grande conteúdo é a criatividade em cena, o público percebe - sente isso - as coisas sendo criadas no palco, uma folha de jornal se transformando em personagem, um lenço, um pedaço de pano, a água, o fogo, tudo passa ter significado. Os atores são múltiplos, passam de uma coisa para outra, como se estivessem improvisando e brincando.Isto continua sendo o grande recado. As cidades continuam crescendo, a tecnologia invadindo os espaços, o homem fazendo cada vez menos coisas com as mãos, com o corpo, perdendo o quintal... Lenços e Ventos se configura então numa bandeira, como ponto de partida para nova linguagem no teatro, propondo um ator sincero em cena, um ator espontâneo, um ator que trabalha em todas as linguagens ao mesmo tempo.
Músicos Aloísio César: Acordeom e viola caipira Giuliano Obici: Flauta e Percussão Catarina Moreira: Percussão Wilker Soares: Violão
(Contra-Capa) De 09 de outubro a 14 de novembro de 2204 SESC Belenzinho Av. Álvaro Ramos,915 – metrô Belém – tel: 6602-3700 Cep 03331-000 São Paulo – SP email@belenzinho.sescsp.org.br – www.sescsp.org.br Logos: Naifs, Ventoforte, Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura, Cooperativa Paulista de Teatro |