(INFORMAÇÕES DO CARTAZ/PROGRAMA) (Frente) Ventoforte e Hombu apresentam História de Lenços e Ventos de Ilo Krugli Músicas de Beto Coimbra e Caíque Botakay (Verso) História de Lenços e Ventos representa um verdadeiro divisor de águas no teatro infantil brasileiro. Com sua estética inovadora, o espetáculo transborda criatividade, utilizando de forma inusitada os mais diversos materiais. Verdadeiro caleidoscópio visual, intensamente musical, História de Lenços e Ventos cativa a todos, crianças e adultos que se encantam com o clima mágico do espetáculo. Manuseando bonecos, lenços, latas, instrumentos musicais e objetos inesperados, os atores dão vida a simpaticíssimos personagens, para contar de forma alegre e bem humorada as aventuras do lenço Azulzinha e seu amigo Papel. Fábula sobre a liberdade, ambientada nos quintais mágicos da infância, fala da vontade de voar e de crescer, de conhecer novos horizontes; e da força do afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes obstáculos para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei Metal Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão poderosas quanto o vento. "Dezessete anos depois, o elenco original reúne-se novamente, de forma emocionada, para recontar História de Lenços e Ventos a uma nova geração carioca." Alice Reis
O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974 a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria, também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral para crianças. Primeiro, trabalho do Ventoforte, História de Lenços e Ventos teve uma carreira consagradora: permaneceu um ano em cartaz e arrebatou os mais importantes prêmios no ano de 1974. Montada por diversos grupos em todo país, Lenços e Ventos foi reencenada pelo próprio Ilo Krugli ainda três vezes, sendo premiadíssima novamente em 1980, em São Paulo. Após Histórias de Lenços e Ventos, o Ventoforte estreou, sempre com sucesso, Da Metade do Caminho ao País do Último Círculo (em 1975) - em duas versões para crianças e adultos - e Pequenas Histórias de Lorca (em 1976) para adultos. Em 1977, Silvia Aderne, Beto Coimbra, Tarcísio Ortiz , Sérgio Fidalgo e Regina Linhares, participantes em diversos momentos do Ventoforte, decidiram criar o próprio grupo. Dessa decisão nasceu então o Hombu. O Grupo Hombu, consagrado desde sua primeira montagem, A Gaiola de Avatsiú, em 1977 (diversas vezes premiada, inclusive com o primeiro Molière concedido ao Teatro Infantil), firmou-se como um grupo reconhecido pela seriedade de suas propostas e pela qualidade de suas montagens, tais como Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo e A Comédia do Coração. O Grupo Hombu vem ocupando, desde fevereiro de 1991, o Teatro Experimental Cacilda Becker, remontando os mais importantes espetáculos de seu repertório: Fala Palhaço, A Gaiola de Avatsiú... Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para reencenar História de Lenços e Ventos, que encerrará, de maneira muito especial, este projeto, reunindo o elenco completo da montagem original de 1974. "Ao final, assistiremos ao começo: Ventoforte e Hombu em Histórias de Lenços e Ventos - no ano XVII." Ângela Reis
Histórias de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, chega a São Paulo depois de muitos anos de consagração nacional, de vez que foi vista por críticos e educadores de todo o país, merecendo elogios que raramente se fizeram à cena infantil. Hoje, quase um muito de nossos palcos, causa espanto aos que a vêem pela primeira vez: porque uma coisa tão simples atingiu a unanimidade das opiniões como o verdadeiro marco divisor de águas em nosso teatro? Esquecem-se tais pessoas de que o difícil em arte é ser simples. E que a simplicidade é justamente o que faltava ao gênero.Mas a peça, antropológica, tem bem mais do que isso. (,,,) longe, assim, de ser um espetáculo a mais no gênero, História de Lenços e Ventos fica no repertório de nosso teatro como um exemplo de realização e bom gosto a ser seguido em sua postura (...)." Carlos Ernesto de Godoy -
Revista Visão, 7 de julho de 1980
"(...) Acredito que o melhor espetáculo atualmente em cartaz no rio - o melhor, no sentido de ser o mais criativo e poético, e de realizar com a maior coerência e inspiração a proposta teórica da sua concepção - talvez seja um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria de teatro infantil: História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli (...) E toda essa pequena jóia (...) foi feita com meios de produção extremamente modestos. Aqueles que costumam justificar a ruindade de determinados espetáculos com a falta de adequadas condições econômicas, deveriam ser condenados a assistir dez sessões seguidas de História de lenços e Ventos. Eles perceberiam então que com inteligência e sensibilidade e muito pouco dinheiro pode-se fazer teatro de melhor qualidade." Yan
Michalski - JB, 07/06/74
"O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma montagem de grande beleza plástica, com muito senso de rítmo teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade, é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam, dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos, sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo. Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e na criança (...)." Ana
Maria Machado - JB, 25/05/74
(INFORMAÇÕES DO PROGRAMA) (Página 1) Este espetáculo é dedicado a Nossos mestres Augusto Rodrigues, pela importância de seu projeto pioneiro para a arte e a criança no Brasil; Nise da Silveira, pela sua profunda visão do Homem, que valoriza as expressões individuais independentemente de condição social, idade ou situação psíquica; E nossos Companheiros Ana Maria Machado e Yan Michalski (in memorian) que desbravaram conosco, em 1974, o teatro para crianças neste nosso país. (Página 2) História de Lenços e Ventos representa um verdadeiro divisor de águas no teatro infantil brasileiro. Com sua estética inovadora, o espetáculo transborda criatividade, utilizando de forma inusitada os mais diversos materiais. Verdadeiro caleidoscópio visual, intensamente musical, "História de Lenços e Ventos" cativa a todos, crianças e adultos que se encantam com o clima mágico do espetáculo. Manuseando bonecos, lenços, latas, instrumentos musicais e objetos inesperados, os atores dão vida a simpaticíssimos personagens, para contar de forma alegre e bem humorada as aventuras do lenço Azulzinha e seu amigo Papel. Fábula sobre a liberdade, ambientada nos quintais mágicos da infância, fala da vontade de voar e de crescer, de conhecer novos horizontes; e da força do afeto do personagem Papel, que ultrapassa grandes obstáculos para resgatar Azulzinha do poder opressivo do Rei Metal Mau. A criatividade e a inteligência são forças tão poderosas quanto o vento. Dezessete anos depois, o elenco original reúne-se novamente, de forma emocionada, para recontar História de Lenços e Ventos a uma nova geração carioca. (Página 3) O Ventoforte, dirigido por Ilo Krugli, nasceu em 1974 a partir da preocupação de seus integrantes - na sua maioria, também educadores - em desenvolver um trabalho coletivo, baseado em novas utilizações do espaço cênico e da linguagem teatral para crianças. Primeiro, trabalho do Ventoforte, Lenços e Ventos teve uma carreira consagradora: um ano em cartaz na Sala Corpo/Som do MAM, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez se via em cena um grupo que envolvia a platéia Na representação da peça; que brincava com latas, jornais e panos, dando vida a esses objetos como só as crianças o fazem; que transforma o teatro todo num grande quintal em festa, onde todos podiam participar de um ritual poético de transformação da vida. (Página 4) O espetáculo definiu as marcas do trabalho do Ventoforte, presentes em todas as montagens do grupo (em atividade ininterrupta até hoje): o resgate da criança que há dentro de cada um de nós; a procura da liberdade e da poesia; o aprendizado da destruição e da reconstrução; a abertura do espaço cênico e a comunhão com o público através da festa e da brincadeira. Para Ilo Krugli, criador e diretor do grupo em seus dezessete anos de histórias, "o papel do artista sempre foi colocar coração nessa grande máquina de concreto que foi jogada sobre nós." Em 1977, Sílvia Aderne, Sérgio Fidalgo, Regina Linhares, Tarcísio Ortiz e Beto Coimbra, participantes em diversos momentos do Ventoforte, resolveram criar seu próprio grupo. Nasceu então o Hombu, que canalizou não apenas os anos de experiência em teatro para crianças de seus integrantes como, principalmente, o desejo de continuar buscando outros caminhos e novas linguagens. (Página 5) A Gaiola de Avatsiú, primeira montagem do grupo, foi realizada a partir do estudo de lendas indígenas brasileiras, e enfocava, através de personagens como Tiê-sangue, a Arara e o Rouxinol, aprisionados por um caçador, o conflito entre a liberdade e a opressão. O espetáculo recebeu vários prêmios, entre os quais o Molière de Incentivo ao Teatro Infantil, em 1977, e foi o primeiro de uma série de montagens do Grupo Hombu, como Fala Palhaço, Ou Isto ou Aquilo e A Comédia do Coração. Em 1990 Sílvia Aderne e Beto Coimbra retomaram as atividades do Hombu, remontando Fala Palhaço no Teatro Cândido Mendes. Em 1991, o grupo passou a ocupar o horário infantil do Teatro Cacilda Becker, promovendo a apresentação de Fala Palhaço simultaneamente à remontagem de A Gaiola de Avatsiú. Surgiu, então, o convite a Ilo Krugli para o reencontro. Reunindo o elenco original de 1974, História de Lenços e Ventos encerrará o período de ocupação do Teatro Cacilda Becker. Ao final assistiremos ao começo: o "Reencontro Ventoforte/Hombu" em História de Lenços e Ventos - no ano XVII. (Página 6) Um espetáculo fora de série O MAM está apresentando um espetáculo da mais alta categoria que toda criança merece ver. História de Lenços e Ventos é uma montagem de grande beleza plástica, com muito senso de ritmo teatral. Um texto sensível, apoiado em música de qualidade, é desenvolvido por um trabalho maduro de atores que cantam, dançam, representam, são platéia, animam objetos e bonecos, sem se poupar, numa entrega total à vitalidade do espetáculo. Mas é também muito mais que isso. É um ato de fé no teatro e na criança. Partindo do pressuposto de que o público infantil tem inteligência e sensibilidade, além de um nível de informação que a maioria das peças infantis, por comodismo, prefere ignorar, História de Lenços e Ventos comove e faz pensar, com recursos eminentemente teatrais, que vão do teatro de sombras e ecos de procissões chinesas, chamando a si a riqueza viva do teatro. E tido sem a menor pieguice, sem tatibitabe, sem apelos à participação gratuita, sem menosprezo pela integridade psíquica da criança. Ana Maria Machado - JB, 25
de maio de 1974
No sopro dos ventos, a beleza eterna dos lenços A temporada de teatro infantil carioca está atualmente dominada pela remontagem de História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que as crianças já viram há dois anos. É uma excelente oportunidade de ver um belíssimo espetáculo - todos sabem como criança adora repetir aquilo que gosta. E quem não assistiu ainda vai poder agora entender porque a peça se transformou num marco de nosso teatro. Desta vez, no palco italiano do Gláucio Gill, se a montagem perde, a festiva informalidade é o intimismo com a platéia que acompanhavam na sala Corpo/Som do MAM, em compensação ganha uma certa solenidade e rende muito mais em termos de aproveitamento de recursos de iluminação. O trabalho de som está ainda mais elaborado, cheio de pequenos toques sutis e criativos que só engrandecem o espetáculo. Em cena, um número maior de lenços acentua a atmosfera feérica. Pessoalmente, já vi esse espetáculo cinco vezes em palco diferentes de diversas cidades - não só ele se mantém sempre um dos momentos mais comoventes da minha experiência de espectadora, mas a cada vez descubro novas coisas. Agora, com a participação da platéia foi a descoberta da fina destruição do maniqueísmo, ao ouvir um menino propor que o herói - Papel renascido não seja só mais forte, mas também um pouco ruim, para poder enfrentar o poder do vilão em melhores condições. Pouco depois, o destaque à fraqueza e coragem do mine-soldado do exército do Rei Metal Mau acentua a perene humanidade de qualquer um, independente do lado em que estiver. A história é excelente. Os recursos teatrais são empregados com uma generosidade e uma investida raramente vistas: teatro de bonecos, de sombras, aproveitamento de objetos cotidianos e materiais diversos, lembranças de festivais populares chineses no desfile do dragão, e um integral trabalho de atores. Um espetáculo que dignifica a criança e o teatro. Merecem ainda ser recomendados: Andar sem Parar de Transformar (um belo espetáculo ao alcance dos bem pequeninos), Viagem Sideral (sobretudo pelo texto, atraente aos maiores), O Dragão (para pré-adolescentes); e o circo continua sua temporada. Ana Maria Machado
O lenço Azulzinha e o personagem Papel Pode parecer exagero ou desproposito, mas acredito que o melhor espetáculo atualmente em cartaz no Rio - o melhor, no sentido de ser o mais criativo e poético, e de realizar com a maior coerência e inspiração a proposta teórica da sua concepção - talvez seja um espetáculo oficialmente enquadrado na categoria de teatro infantil: História de Lenços e Ventos, de Ilo Krugli, que pode ser visto no Museu de Arte Moderna, nas tardes de sábado e domingo. Não pretendo abordar aqui a adequação do espetáculo ao público específico ao qual ele se destina: Ana Maria Machado já se ocupou do assunto na coluna Aonde Levar Crianças de sábado. Quero apenas a atenção dos leitores para a notável qualidade do empreendimento visto como uma realização teatral tout court, independentemente do seu rótulo de espetáculo para crianças. O que me impressiona em Histórias de Lenços e Ventos é o intenso sopro de teatralidade que o percorre de ponta a ponta. Teatralidade quer dizer, entre outras coisas, intensidade de vida levada às últimas conseqüências; e uma vida das mais intensas que possam ser imaginadas vibra em cada cena e cada elemento do espetáculo, Empostando magnificamente o seu trabalho dentro de um clima autenticamente mágico, Ilo Krugli dá vida a lenços, bonecos e inúmeros outros objetos normalmente considerados como inanimados, Um dos pontos altos do espetáculo é o momento em que um pedaço de papel de Jornal que todos fomos convencidos a aceitar com um personagem chamado Papel, é imolado numa fogueira. Todos nós sofremos na própria carne a morte deste pedacinho de papel magicamente transformado em personagem. Mas a maneira poética pela qual esta morte é cenicamente proposta faz com que o sofrimento não se transforme em desespero: o personagem Papel morreu queimado, mas antes disso já vimos que basta um novo pedacinho qualquer de papel para criar um novo personagem chamado Papel. Tão querido quanto o primeiro Papel. Tão querido quanto o lencinho - personagem chamado Azulzinha. Obviamente não só os objetos inanimados tem vida. Os atores também: eles atual com uma vitalidade, uma simplicidade, um entusiasmo e alegria, de encher as medidas. Todos estão exemplarmente unidos na mesma proposta interpretativa, mas pela sutileza maior de seu senso de humor, o próprio Ilo Krugli e Silvia Aderne destacam-se ligeiramente dos demais, todos excelentes: Alice Reis, Silvia Heller, Caíque Botkay e Beto Coimbra. A vida vibra também na exemplar musicalidade do espetáculo - musicalidade que se manifesta não só nos momentos em que as simpaticíssimas músicas estão sendo cantadas ou tocadas, mas também np movimento harmonioso dos corpos no espaço mas, também nos silenciosos. A vida vibra também no caleidoscópio das imagens concretas e abstratas que ocupam nosso campo visual num constante vai e vem. Numa certa hora, os lenços coloridos dançam roda, formando um quadro que eu gostaria de levar para casa e pendurar na parede, se não soubesse que tal transplante - que, dentro do clima mágico da festa me pareceria em tese possível - esvaziaria a riqueza da imagem, indissoluvelmente ligada ao que a belíssima composição coreográfico - plástica tem de movimentado, dinâmico. O texto, se analisássemos como elemento avulso, talvez não pareceria à altura da encenação. Ele é composto de pequenos flashes que, examinados cada um por si, não parece fazer muito sentido e corre o risco de não se ligar coerentemente uns aos outros. Mas à medida que o espetáculo se desenrola, as coisas começam a se amarrar perfeitamente, graças à complementação que a mensagem verbal recebe das riquíssimas insinuações plásticas, gestuais e sonoras. Por outro lado, os diálogos têm uma carga de humor cujo charmoso non sence não o impede de ser inteligentemente crítico e irônico. E toda essa pequena jóia - que deveria ser mostrada pelo menos uma noite por semana ao público adulto - foi feita com meios de produção extremamente modestos. Aqueles que costumam justificar a ruindade de determinados espetáculos com a falta de adequadas condições econômicas, deveriam ser condenados a assistir dez sessões seguidas de História de Lenços e Ventos. Eles perceberiam então que com inteligência, sensibilidade e muito pouco dinheiro pode-se fazer teatro de melhor qualidade. Yan Michalski - JB, 07/06/74
(Página 11) "Lenços e Ventos" - Caminhando com o Ventoforte 1974 - Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, São João del Rey, Ouro Preto. 1976 - Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Estado do Rio. 1977 - Belo Horizonte 1978 - Salvador 1980 - São Paulo 1981 - Salvador, Genebra (Suíça), Monthey (Suíça), Annenasse (França), Annecy (França), Lisboa (Portugal). 1982 - Juiz de Fora 1985 - Brasília 1986 - Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas. 1987 - São Paulo 1988 - Brasília, Florianópolis, Campinas, Havana (Cuba). 1991 - Rio de Janeiro (Página 12) PRÊMIOS Recomendação Especial Associação Carioca de Críticos Teatrais - RJ, 1974 Um dos cinco Melhores do Ano SNT - RJ,1974 Molière (Autor Diretor - Ilo Krugli) Air France - RJ 1976 Mambembe (Direção e Cinco Melhores do Ano) SNT - SP, 1980 Grande Prêmio da Crítica APCA - SP, 1980 História de Lenços e Ventos foi encenada diversas vezes em todo o país, por grupos profissionais, amadores e até em brincadeiras de quintal. Dentre essas montagens, quatro foram realizadas pelo Ventoforte com os seguintes atores e músicos. 1974 Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Ilo Krugli, Richard Roux, Silvia Aderne, Sylvia Heller. 1976 Beto Coimbra, Ilo Krugli, Paulo César Brito, Pedro Veras, Regina Costa, Silvia Aderne, Sérgio Fidalgo, Tarcísio Ortiz, Walquíria Alves, Xuxa Lopes. 1980 Cyntia de Gusmão, Damilton Viana, Ilo Krugli, Márcia Correa, Marilda Alface, Paulo César Brito, Paulo Freire, Sônia Piccinin, Thaia Perez, Tião de Carvalho. 1987 Ângelo Tokutake, Edgar Lippo, Fátima Campidelli, Ilo Krugli, Laurent Lucien, Luís Laranjeiras, Márcia Fernandez, Paulo Roberto Souza Campos, Paulo da Rosa, Rosa Comporte, Selma Bustamante, Sueli Mazze. 1991 Alice Reis, Arnaldo Marques, Beto Coimbra, Caíque Botkay, Gulu Monteiro, Ilo Krugli, Queca Vieira, Sílvia Aderne, Sylvia Heller, Walkyria Alves. |