![]() Convite do espetáculo que estreou em 10 de julho de 1994 no Teatro II, do CCBB, Rio de Janeiro. |
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| Programa |
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| Zeze Polessa |
(Informações do Programa)
(Capa)
MULHER QUE MATOU OS PEIXES
(Página 01 a 06)
"Sou uma culpada inocente"
"Eu estou sempre incompleta"
"- amadurecimento? Até agora vivi sem ele"
"Minha vida é um único dia"
"É só não lutar contra, é só entregar-se"
de Clarice Lispector
(Página 07)
Centro Cultural Banco do Brasil apresenta
A Mulher que Matou os Peixes
de Clarice Lispector
Adaptação de Lúcia Coelho e Zezé Polessa
(Página 08)
Os mistérios: estes. De Clarice
(Página 09)
O Saber e o não saber
"Eu sei de muito pouco. Mas tenho a meu favor tudo o que não sei e - por ser um campo virgem - está livre de preconceitos. Tudo o que não sei é a minha parte maior e melhor:: é a minha largueza. É com ela que eu compreenderia tudo. Tudo o que não sei é que constitui a minha verdade."
(Página 10)
Aproximação gradativa
"Se eu tivesse que dar um título a minha vida seria: à procura da própria coisa".
(Página 11)
Mistério
" – Sou tão misteriosa que não me entendo. Não, positivamente, não me entendo. Bem, mas o fato é que, mesmo não me entendo, vou lentamente me encaminhando – e também para o quê, não sei. De um modo geral, para mais amor por tudo... Sinto que me encaminho para o mais humano.
(Página 12)
"Gostaria de dedicar-me a beijar crianças"Lúcia Coelho - Direção Geral
Escutamos com coragem o coração bater frio, quente, vazio, doce, nas palavras do livro. Mergulhamos em total cumplicidade nessa história de bichos, convidados, de todas as raças e tipos, criamos esse espetáculo. Zezé é a intérprete! Nossa intérprete que resume o prazer de realizar este trabalho, que gerou uma emoção e deu vida à mulher que matou os peixes.(Página 13)
"A coisa maior que se pode ter é a casa"Cica Modesto – Concepção, Visual (cenário, figurino, projeto gráfico)
A cãs de Clarice é sua folha em branco. É nela que escreve todas as suas emções. A cor só está presente no seu figurino, que será a chave para as diversas cores de seus sentimentos.Magda Modesto - Assessoria de animação e adereços
Sem dissimulação, com uma animação simples e direta, A Mulher que Matou os Peixes despoja-se de culpa e incentiva a imaginação.(Página 14)
"Deus é como ouvir música: repleta o ser"Caíque Botkay - Músicas e direção musical
Como Clarice gostava de escrever, gosto de fazer cantorias e lembrar dos meus amigos Bichos-Gente: Lúcia, Zezé, Telma, Cica, Magda, Norma, Ana, Leysa, Sonia, só para lembrar os Bichos-Gentes-Mulheres que por suas idéias, risos e danças, me levaram a inventar músicas para essa peça-história-livro-drama-comédia.
Também tem os amigos João (grande garoto!), Mário, Alexandre, (que fez comigo a música do "Bangue-bangue do rato"), Jorginho e Pascual, que também me deram força para fazer essas melodias, que chegam não sei de onde, passam por mim de passagem e voltam para todo mundo.
E meus queridos Bernardo, pela sua elegância e o empréstimo da guitarra, e Henrique, que por ter assistido um ensaio sem "aprontar" e ter ficado atento, provou, mais que provado, que estávamos no bom caminho.
E todos os meus amigos Bichos-Cachorros-Passados, em especial o nobre Titio e a espera Hipótese.Marcelo Alvarenga - Piano
(Página 15)
"Eu tenho que ser legível quase no escuro"Zezé Polessa - personagem Clarice
Clarice não é dona, não é tia, não é senhora, é Clarice, uma mulher que despudoradamente se revela às crianças, assumindo seu erro e sua culpa mas pedindo indulgência porque ninguém é perfeito e afinal todos somos humanos.Eu gosoto tanto de crianças, eu gostaria tanto de publicar um filho João"
João Polessa Dantas - Ator
(Página 16)
"Então a borboleta abre lentamente suas asas sobre a fiolha e sai a borboletear feito uma doidinha levíssima e alegísssima."Ana Kfouri - Preparação Corporal e |Movimento Corporal Cênico
O corpo, instrumento de concretização das emoções e sensações do ator...
A alma, fio condutor da consistência e magia do ator...
Clarice Lispector, seu olhar apaixonado e sutil sobre o cotidiano, desvendando o mistério do fazer diário da existência aliado à sensível interpretação de Zezé Polessa, que concretiza e dá vida ao universo subjetivo, poético e contundente de Clarice.(Página 17)
"Saio dos meus abismos com as mãos cheias de frias esmeraldas, transparentes topázios e orquidáceas safiras"Norma Thiré - Direção de Produção
Se eu pudesse, eu só produzia peças para crianças. Elas são livres, sem preconceitos e sinceras e entendem a magia do Teatro. Zezé Polessa + Clarice Lispector, e para crianças? Convite irrecusável! É o prazer puro de fazer Teatro!(Página 18)
"As vezes me arrepio toda ao entrar em contato com bichos ou com a simples visão deles. Pareço ter certo medo e horror daquele ser vivo que não é humano e que tem os nossos mesmos instintos, embora mais livres e mais indomáveis. Um animal jamais substitui uma coisa por outra, jamais sublima como nós somos forçados a fazer. E move-se, essa coisa viva! Move-se independente, por força mesmo dessa coisa sem nome que é a Vida."Agradecimentos
Sebastião Rômulo L. de Paiva, Paulo José, Yedda Polessa, Ismênia Dantas, Helena Maia, Silçvia Helena Rocha de Souza, Ronaldo Weneck, Cley Bianchi, Mario Ferraro, Alexandre Negreiros, Maria Sanches
Apoios
Werner Tecidos, Livraria Francisco Alves, Idima S.A. Indústrias Plásticas, MG - Pronta Entrega, F3 - Stúdio Fotográfico, Jean Balsan Cosméticos, De Millus, Dantelle Meias, Amor de Chocolate, Golden Ticket, Clínica Ella – Beleza e Estética, Jornal do Brasil
(Página 19)
| Ficha Técnica |
Autor: Clarice Lispector |
| Elenco |
| Zezé Polessa João Polessa Dantas Músicos: Marcelo Alvarenga |