Acervo Peças Teatrais

A Bela Adormecida
Direção: Luca Rodrigues

Programa
A Bela Adormecida - 1993

(INFORMAÇÕES DO CARTAZ)

(FRENTE)

Luca Rodrigues Produções Artísticas
apresenta

A BELA ADORMECIDA

(Logos)

Werner Tecidos, Madeiras Leo, Cia. Têxtil Ferreira Guimarães

(Verso da Capa – Anúncio: Werner)

(Página 1)

Em 1991 a história de um encontro me mobilizou completamente a ponto de me levar a escrever e produzir um espetáculo para que esse encontro se realizasse.A Bela e A Fera.

Minhas pesquisas na época me revelaram um prazer que me acompanha mais intensamente agora em A Bela Adormecida - o de compartilhar do desejo de artistas e poetas de diferentes tempos e espaços em contar uma mesma história.


Convite do espetáculo
que estreou no
Teatro SESC Tijuca, em
16 de Janeiro de 1993
Após ver suas obras eu sempre me perguntava o que há em A Bela Adormecida para que Apuleius no século II DC coloque Psique sendo despertada pelo seu amado Eros e mesmo anteriormente em tempo indeterminado a mitologia grega ofereça o pastor Endimião eternamente adormecido obrigando a lua a vir todas as noites tentar despertá-lo com todos os carinhos de um ser apaixonado.

Passam-se os séculos e vemos "O Sol, a Lua e Tália" de Basílio, em que Tália só desperta após ter o espinho do sono retirado de seu dedo por um de seus dois filhos gêmeos que tendo acabado de nascer buscava alimentar-se.

Mais tarde com Charles Perrault e os Irmãos Grimm temos as versões mais conhecidas da história que levam Tchaikowsky a compor as músicas para o Ballet, Gustave Doré e Edward Burne-Jones a realizar toda uma série de desenhos e pinturas e a Fernando Pessoa a escrever "Eros e Psiqué".

Sem falar em Richard Wagner com Siegfried, onde Brunhilda adormecida e envolta por um círculo de fogo é despertada pelo bravo cavalheiro que com seu cavalo salta sobre as chamas.

E finalmente Walt Disney, claro.


A Bela Adormecida
Muitos queriam que "A Bela" encontrasse "A Fera", mas sem dúvida o despertar de "Bela" é ainda o objeto de ânsia maior.

"A Fera" busca "A Bela", "Psiquê" realiza provas impossíveis para ter de volta o amor de "Eros", "Orfeu" e "Dante" descem ao inferno para encontrarem "Eurídice" e "Beatriz", um na mitologia grega, outro no Renascimento Italiano.

O príncipe vence o dragão e salva a princesa.

É a história de nós mesmo a caminho de nós mesmos. La fora certamente há perigos, desafios, quedas mas nunca derrotas. Ser derrotado é ficar. Ou como quando Merlim pergunta a Artur como age o humilde e este último responde "aceito a tarefa que lhe é destinada, mesmo com o risco de fracassar".

A minha Bela vive em tempos de guerra assim como nos parece a vida em diversos momentos.

Adormece no século V AC na Grécia e só desperta no renascimento inspirando os artistas a criarem em formas novas, os mais antigos símbolos do mundo.

E o meu príncipe busca por dos mil anos com a certeza de que não importa o tempo, ele a encontrará e a despertará.

Então virá a luz e as fadas voltarão. Luca Rodrigues

(Página 2 – logos: Cia. Têxtil Ferreira Guimarães, O.S Studio Gráfico Ltda., Dantelle, um Produto DeMillus, Flora Margarida)

(Página 3)

Ficha Técnica
Texto, Direção: Luca Rodrigues
Cenografia: Doris Rollemberg
Figurino: Jefferson Miranda
Iluminação: Renato Machado
Música: Leandro Braga
Coreografia, Gestual Cênico: Fábio de Mello
Programação Visual: Paula Joory
Arte Final: Beli Araújo
Fotos: Guga Melgar
Cabeças: Maria Cândida Rodrigues
Estátuas: Lucia Yegros
Cenotécnico: Humberto Silva e equipe
Aderecistas: Renato da Silva, Edgley Cunha
Costureiras: Sonia Maria e equipe
Equipe de Luz: Washington Duarte, Carlos Rodrigues
Produção e Divulgação: Luca Rodrigues

Agradecimentos
Ana Gurgel (Só Arte), Antônia Aurinda, Douglas (Ibase), Evandro Comyn, João Adelino da Silva, Júlio César Lopes, Luciana Yegros, Luis Roberto,(Werner), Maria Cândida e Francisco Rodrigues, Maria Lúcia Ferro, Mário França, Paulo Crown, Sylas Wenceslau, Ubiratan Corrêa.

(Pagina 4 e 5)

Elenco
Bela: Anna Aguir / Substituída por: Raquel Libório
Morgana: Deborah Catalani
Mesrin: Newton Martins
Fada, Espírito da Noite: Claudia Radusewski
Fada, Espírito da Noite: Andréia Bergallo
Fada, Espírito da Noite: Luciana Yegros
Malévola: Cristina Montenegro
Azor: Luca Rodrigues

(Página 6)

A Aventura mitológica do herói.
1. Separação = um herói vindo do mundo cotidiano se aventura numa região de prodígios sobrenaturais;
2. Iniciação = ali encontra fabulosas forças e obtém uma vitória decisiva.
3 Retorno = o herói retorna a sua misteriosa aventura com o poder de trazer benefícios aos seus semelhantes
Joseph Campbell


A passagem pelo limiar mágico = entrada do herói num mundo de forças desconhecidas (uma terra distante, uma floresta, um reino subterrâneo, o topo de uma elevada montanha, um profundo estado onírico) = uma passagem para uma esfera de renascimento = o herói em vez de conquistar ou aplacar as forças do limiar, é jogado no desconhecido dando a impressão de que morreu = nenhuma criatura pode atingir um grau alto da natureza sem cessar de existir.
Joseph Campbell


Rito de iniciação
1. Renúncia a toda ambição e qualquer aspiração para então submeter-se a uma prova
2. Deve aceitá-la sem esperança de sucesso
3. Deve estar preparado para morrer = criar uma atmosfera de morte simbólica de onde vai surgir um estado de espírito simbólico de Renascimento = passagem da juventude a maturidade = chegar a um equilíbrio que faça de fato um ser humano e também verdadeiramente, o seu próprio dono
Jung

"O Louco" (a carta do tarot) = O irmão mais novo dos contos de fadas = o herói salvador que mata o dragão e leva-nos a todos para um novo reino = a caminho da auto compreensão = voltará da sua jornada interior inspirado para criar um mundo novo e provocante.

(Pagina 7 - Logos: Casa Pinto, Color Center, Fink, Mar das Tintas, Ibase – Instituto Brasileiro de Analises Sociais e Econômicas)

(Página 8)

O século V AC na Grécia / Renascimento (O século de Péricles)
A Bela imortal consente em morrer a vida dos deuses para trazer aos homens certos arquétipos conservador na memória do mundo. E os artistas despertam - e têm visões.
Inspirados pelas formas pensadas de uma excepcional significação, eles redescobrem a harmonia, eles reinventam o equilíbrio e o ritmo. Eles ressuscitam as ordens, moldam o bronze, talham o mármore ainda que nós nunca o houvéssemos feito nos tempos modernos.
Loeffler – De Lachaux


As minhas fadas = as graças = divindades risonhas, ante as quais sorriam a natureza e o coração dos mortais, que banhavam a Deusa Afrodite, a perfumavam, a vestiam de vestes preciosas. Na primavera dançavam marcando com os pés um compasso cadenciado = personificação dos raios solares que tinham como atribuições fazer brotar as plantas de amadurecer seus frutos. A primavera da vida O momento de esperanças felizes. O despertar do amor.

(Página 9 - Anúncio: Leo Madeiras)

Apoio à cultura - peças em cartaz com apoio da LEO Madeiras

Rio de Janeiro
Ali Baba e os 40 Ladrões - Teatro Galeria
A Bela e a Fera - Teatro Ipanema
Astro por um Dia - Teatro América
Os Meninos da Rua Paulo - Teatro Ipanema
Pollyanna - Teatro Arena
Luzes do Paraíso - Teatro Gláucio Gill
A Princesa do Meio e a Floresta Encantada - Teatro Laura Alvim

São Paulo
O Analista de Bagé na Casa da dinda – Teatro Antônio Abujamra
Odeio Hamlet - Teatro Jardel Filho

(Última Capa - Logo: Banerj Cultural; O.S. Studio Gráfico)