
Cartaz |

Convite do espetáculo que
estreou em 27 de maio de 1995 no Teatro Delfim no Rio de Janeiro. |
A Casa da Madrinha - 1995
(INFORMAÇÕES DO CARTAZ/PROGRAMA)
Grupo Hombu em
A Casa da Madrinha
1995 - 18 anos de teatro
Teatro Delfin - Sábado e domingo 17h
Por que A Casa da Madrinha?
Ao se propor levar à cena um texto como
A Casa da Madrinha,
o Grupo Hombu aceita um grande desafio: adaptar para o espaço
cênico um texto de rara beleza e extrema complexidade, em que
a multiplicidade de situações significativas em tudo pode dificultar
a seleção e organização dos episódios. Além disso, é um texto
consagrado de uma escritora reconhecida internacionalmente - Lygia
Bojunga Nunes.
Mas
A Casa da Madrinha, publicado em 1978, é um texto que
fala ao homem do nosso tempo. E, mais que isso, fala à criança
do nosso país, aviltada pelas condições indignas de
vida que lhe oferecem, fala ao seu não-lugar na sociedade que
a empurra para a margem, mas que paradoxalmente não lhe impede
o sonhar um projeto de vida sublinhado pela esperança
que se concretiza a cada passagem, a cada pequena conquista.
O menino Alexandre é assim: sofre e sonha, avança entre recuos até conquista a chave que pode desvendar o caminho da existência.
Assim é o grupo Hombu. Desde 1977 não faz senão lançar-se, sabendo
que um triunfo não abre de vez as portas e janelas da Casa da
Madrinha. O Grupo Hombu É assim: gente brasileira com
consciência
de brasilidade. Gente brasileira com alma e corpo de artista.
Com a teimosia que caracteriza o artista: transformar em realidade
a utopia do desejo. O Grupo Hombu é assim, também: gente séria,
envolvida num trabalho sério de criação, em que tudo se faz em
conjunto - o estudo do texto, a criação do roteiro, a produção
musical - tudo em trabalho de grupo. Assim como é, o Grupo Hombu
não abre mão de levar ao palco uma representação em que tudo reflita
um jeito de ser inconfundivelmente brasileiro.
Assim sendo, entre o Grupo Hombu e o menino Alexandre se estabelece
uma profunda cumplicidade que há de contagiar tanto o público
criança, quanto o público que desenvolveu uma sensibilidade capaz
de compreender e se comover ainda com essa coisa fantástica que
é a arte.
Por isso,
A Casa da Madrinha: pela ousadia de reafirmar
a utopia num tempo em que as utopias sofrem o seu processo de
desgaste; pela ousadia de afirmar que ainda é possível seguir
em busca de luz de uma estrela que guía o homem à casa que o há
de acolher; pela ousadia de denunciar os processos quotidianos
de condicionamento da vontade de ser e do pensamento humano; por
ter a ousadia de falar em liberdade, por ser corajosamente atual.
Porque está em nós essa busca que continuamente recomeçamos.
Rio de Janeiro, maio de 1994
Luci Ruas - Doutora em Língua e Literatura Portuguesa
Professora da UFRJ e Univer. Gama Filho
A Casa da Madrinha: de Lygia
Bojunga
Adaptação: Eloy Araújo
Direção, Cenário e Figurino: Luís Carlos Ripper
Produção Executiva e Direção de Produção: Eveli Ficher
Produção: Eveli Ficher e Roberto Coimbra
Música e Direção Musical: Ronaldo Mota e Roberto Coimbra
Supervisão Musical e Arranjos: Ian Guest
Iluminação: Luís Carlos Ripper e Maurício Senna
Coordenação Cenográfica e Bonecos: Sérgio Silveira
Preparação Corporal e Coreografia: Felisa Carvalho
Assistente de Direção: Pedro Zorzetti
Assistente de Cenografia: Valério Rodrigues
Assistente de Direção Musical: Leandro Freixo
Fotos: Ivan Klingen Ilustração: Elifas Andreatto
Secretaria: Bonina Fraga |
Silvia Aderne: Pavão
Alexandre David e Augusto Madeira: Alexandre
Ronaldo Mota: Augusto e João das Mil e uma Namoradas
Elza Moraes: Mãe de Alexandre
Leninha Pires: Verinha e Sônia
Leandro Freixo: Médico de Bichos
Mário Hermeto: Joça do Pandeiro |
Grupo Hombu
Direção: Silvia Aderne e Roberto Coimbra
A Casa da Madrinha
A Casa da Madrinha, adaptada de Eloy Araújo, para o Teatro
Infantil do texto da escritora Lygia Bojunga, traz de volta Hombu
depois do sucesso de remontagem de
Ou Isto ou Aquilo. Este
novo trabalho marca também a estréia do premiado diretor e cenógrafo
Luis Carlos Ripper no teatro infantil.
Este novo trabalho se transforma num espetáculo de música e magia,
característica de Grupo Hombu, dirigido por Silvia aderne e Roberto
Coimbra.
O texto traz o nome consagrado de Lygia Bojunga, autora infanto-juvenil
premiada no Brasil e ganhadora do Hans Christian Andersen, o mais
importante prêmio internacional de literatura infantil. Os integrantes
do Hombu, Ronaldo Mota e Roberto Coimbra, assinam música e direção
musical, com supervisão musical e arranjos do maestro Ian Guest.
A direção de produção tem a assinatura de Eveli Ficher.
A concepção visual de A Casa da Madrinha, direção, cenário e figurino,
é de Luis Carlos Ripper - ganhador dos prêmios Shell, Molière
e Mambembe.
O Grupo Hombu e seus convidados se reúnem no palco para contar a história de Alexandre, garoto pobre e favelado que sai de casa em busca de um mundo mágico de aventuras e da Casa da Madrinha.
A Casa da Madrinha conta a história de um menino em busca
de seus sonhos. Essa casa torna-se o centro de seus pensamentos
e desejos.
"Ele acaba largando o mundo onde vive - mundo hostil, sem saída
- e parte em busca da casa. Encontra um companheiro de viagem:
um Pavão. Estrada afora, a história dos dois se mistura e, à medida
que se estreitam as fronteiras entre a fantasia e a realidade,
uma galeria de personagens vai surgindo - a Gata da Capa, o João
das Mil e uma Namoradas, o Cavalo Ah!, Seu Joca do Pandeiro e
mais uma porção deles - ajudando e desajudando a caminhada difícil
do menino e do Pavão".
Músicas
Casa da Alegria: Ronaldo Mota
Dúvida: Ronaldo Mota e Luís Carlos Ripper
As Penas do Pavão: Ronaldo Mota e Roberto Coimbra
Estrela Guia: Ronaldo Mota
Tema de Vera: Ronaldo Mota e Roberto Coimbra
Tema do Cavalo: Ronaldo Mota
Lugar de se Encontrar: Ronaldo Mota, Roberto Coimbra e Luis Carlos Ripper
Oficina de Confecção de Cenário e Figurino
Coordenação: Sérgio Silveira
Assistente de Produção Cenográfica: Maria Claudia Salles
Cenotécnicos: Silvio Muniz, Gilson Navega
Equipe Técnica: Tânia Dias, Isa Aderne, Lea Fontoura Aderne, Daniela
Bessa, Renata Lopes,
Daniela Ferraz, Emília Azevedo, Jorge Reys, Bárbara Martins, Ângela Guaraná
Programa Visual e Computação Gráfica: Fernando Augusto, Guilherme Ashton
Realização: Hombu Produções Artísticas
Este espetáculo é dedicado à memória do querido amigo
Luís
Fernando Battistella