![]() Ilo Krugli em O Mistério de Nove Luas, 1999. Foto: Raffaele Sgueglia |
![]() Cartaz dos 8 anos do Grupo Ventoforte 1982, São Paulo |
![]() Cartaz dos 10 anos do Grupo Ventoforte 1984, São Paulo |
Eu tinha vinte anos e tinha uma oficina de cerâmica. O Pedro devia ter uns quinze e ele se ofereceu para trabalhar como aprendiz. Era super habilidoso e rapidamente aprendeu a fazer de tudo, inclusive bonecos. Isso durante uns cinco, sete anos. O grupo chamava
TA-TE-TI e trabalhávamos num teatro, desses experimentais que na época tinha muitos em Bueno Aires.
Mambembando pela América Latina
Quando recebemos um convite para ir para o norte do país, nos Andes, num estado chamado Jujuy, na fronteira com a Bolívia, para fazer espetáculos, ele foi comigo. Acabamos passando para o outro lado da fronteira e para mim foi uma experiência rica reveladora, pois para quem morou em Bueno Aires era um estilo de vida totalmente diferente. Foi uma mudança que mudou minha cabeça.
Mudamos o nome do grupo para Cocuyo, que é uma espécie de cigarra e com a expectativa de viajar pela América Latina. Atravessamos a Bolívia, passamos numa cidade fantástica chamada São Luiz de Potossi, Devíamos ficar uns dias e passamos mais de mês. Chegamos até a ganhar dinheiro. Na época tinha ocorrido uma revolução na Bolívia e o pessoal do sindicado mineiro nos adotou junto com a Universidade e começamos a fazer espetáculos em muitos lugares da cidade. Coincidiu que a Universidade também ia receber um forno para cerâmica e nos oferece trabalho. Eu e Pedro fomos então para Bueno Aires para fechar o ateliê de cerâmica, onde ficamos uns oito meses, antes de retornar para Bolívia.
![]() Cartaz dos 10 anos do Grupo Ventoforte, 1984, Rio de Janeiro |
Acabamos que não retornamos para a cidade de São Luiz de Potossi. Os Estados Unidos que ia doar o forno recuou por problemas com o reitor da Universidade. Só que eu já tinha recebido outro convite em La Paz. De ocupar o lugar de uma pessoa que estava viajando para Europa, Acabei também não assumindo o posto nesta escola, pois se ganhava muito pouco. Acabamos mesmo mambembando e rodando por todo país. No início éramos mais, umas quatro pessoas, mas no final acabamos mesmo só eu e o Pedro. Fomos para o Peru, chegamos em Cuzco e trabalhamos por lá, durante quase um ano. Acabamos sendo expulso do Peru, por falta de documentação.
Na Bolívia, nós tínhamos ficado muito amigo do pessoal da embaixada brasileira, na época o adido cultural era o Thiago de Mello. Quando voltamos, a adido era um jornalista chamado Carlos David e ele sugeriu para nós viéssemos para o Brasil trabalhar com o Augusto Rodrigues, na Escolinha de Arte do Brasil, que ele conhecia. Ele conseguiu uma passagem bem barata, naquele Trem da Morte e assim chegamos no Brasil com local e indicação certa.
A chegada ao Brasil
Por isso é que eu te digo como as coisas se encaixavam, parecia que já estava planejado. Quando Javier Villafañe esteve no Rio de Janeiro ficou amigo do Augusto Rodrigues, influenciou-o e deflagrou seu trabalho de Arte Educação. Além disso o Javier também ensinou a Maria Clara Machado a fazer bonecos, quando a conheceu nas famosas domingueiras do pai dela, o Aníbal Machado.
Primeiro procuramos a Embaixada Argentina e eles também conheciam o Augusto Rodrigues. Acabei no dia seguinte conhecer o ateliê de gravura do Museu de Arte Moderna e me informaram que o Augusto estava lá. Já no sábado seguinte estávamos fazendo o primeiro espetáculo na Escolinha de Arte do Brasil.
A Escolinha ficava na Av.Marechal Câmara, no 4º andar da Secretária de Agricultura, e foi lá que foi criado o primeiro espaço de trabalho, onde iniciamos um curso de teatro de bonecos. Muita gente participou desse: foram alunas, Lúcia Coelho, que era professora do Bennet, Silvia Aderne e a irmã, Laís Aderne, a Cecília Conde. Teve gente do Museu do Inconsciente, que a Nice da Silveira enviou para fazer o curso e ai começamos também a tocar em outra realidade. Uma pessoa que para mim foi muito importante foi a Margarida Trindade, que era a mulher do poeta Solano Trindade. Enfim foi passando muito gente e sempre fazendo um trabalho com crianças e jovens.
Segundo a Lúcia Coelho, foi em 1963, durante uma aula que dei para desenvolver uma experiência de bonecos sem bonecos, é que eu criei um trabalho, que seria a base do espetáculo História de um Barquinho ou Um Rio que Vem de Longe, que até hoje apresento com animação de mãos.
Trabalhei onze anos na Escolinha de Arte do Brasil. Depois saí do país por alguns meses, voltei nos anos 70 e criamos uma escola chamada Núcleo de Atividade Criativas, no Humaitá. Passaram dois anos e resolvi que viajar para o Chile.
História de um Barquinho
![]() História do Barquinho, 1981: Aranha e Pingo Primeiro |
Como eu disse foi em 1963, que o Barquinho começou a ser apresentado com alunos na Escolinha. Lembro que fizemos também na Casa das Palmeiras, que era uma Clínica que a Nice da Silveira coordenava. Apresentamos no Conservatório Brasileiro de Música. Ainda uma parte da música que uso foi pesquisada pela Cecília Conde, a outra parte é criação do Ronaldo Motta. Só em 1972 é que realmente virou um espetáculo. A Secretaria de Cultura realizou um Festival no Teatro Gláucio Gill e ganhamos o primeiro lugar.
Depois desse festival, em 1993, mais uma vez resolvi viajar e fui para o Chile. Lá também trabalhei com o Barquinho, e criei o Grupo Manos.
Quando ocorreu o golpe militar e a derrubada de Salvador Allende, fui preso.
Acho que me salvei porque no Brasil tinha muita gente rezando por mim Fiquei ainda um pequeno tempo em Buenos Aires, querendo saber o que ia fazer da minha vida, com um pouco de medo de voltar para o Brasil, porque a situação política também estava difícil, mas no Chile era dez vezes pior.
No final de 1973, acabei decidindo voltar para o Brasil, pela fronteira como cidadão argentino e quando cheguei no Rio, comecei a fazer um trabalho numa escolinha que tinha no Aterro do Flamengo, no Pavilhão Japonês.
História de Lenços e Ventos
![]() História de Lenços e Ventos, 1974 |
Eu comentei com Caíque Botkay, que tinha sido meu aluno no Conservatório de Música e ficado meu amigo e ele me incentivou a fazer alguma coisa.
A verdade é que eu estava carente de teatro e eu disse então está certo vamos fazer. Juntamos outros amigos, a Alice Reis, a Bel, que foi morar em Portugal, o Beto Coimbra que trabalhava como fotógrafo e foi assim de uma maneira pouco pretensiosa - não que agora eu seja pretensioso, era espontâneo - que começamos o trabalho, os cinco.
Um dia o ensaio era na minha casa outro dia na casa do Beto.No primeiro dia não tínhamos nada. Reunimos alguns objetos, papeis, latas, panos, lenços alguns bonecos - que quase nem foram usados - e começamos a improvisar. No segundo dia eu já tinha escrito as primeiras cenas.
No décimo primeiro dia a história estava completa e chamamos de História de Lenços
e Ventos. Até canções estavam prontas pois o Caíque começou a compor logo nos primeiros ensaios e o Beto se somou à experiência musical.
Foi um trabalho lindo. No décimo segundo dia apresentamos na Escolinhas do Pavilhão
Japonês, no Aterro e no décimo terceiro estávamos a caminho de Curitiba, no carro do
Caíque. De repente percebemos que o grupo ia apresentar um espetáculo e não tinha
sequer nome. É claro que as pessoas me conheciam, mas tentamos descobrir um nome
durante a viagem, mas nada vingou. Pensamos em Geomagia, mas realmente não vingou.
Apresentamos o espetáculos no Centro de Criatividade, forramos o chão com papeis e
jornais, deixamos algumas cadeiras em volta, mas a maioria sentava mesmo no chão.
Quando as músicas começaram e o público acompanhou batendo palma eu interrompi
o es
petáculo e disse que não batessem palmas, pois não era um programa de auditório.
As vezes ainda uso esse argumento com o público. Eu pensei até que o público iria me odiar por interromper a alegria deles. Mas o espetáculo foi muito bem até o final e aplaudiram muito. Foi um impacto muito grande. Ficaram muito entusiasmados, inclusive gente do SNT - Serviço Nacional de Teatro que lá estava. Fez tanto sucesso que quando voltamos, decidimos continuar apresentando. Nesta época era assim, era quase como quando eu era criança, fazia os bonecos de manhã e apresentava a tarde. Bastava a vontade de fazer e o grupo me estimulava.
Nasce o Ventoforte
Quando voltamos de Curitiba, a Silvia Aderne se integrou ao grupo, pois a Bel queria sair. Ensaiamos ainda um mês e estreamos no Museu de Arte Moderna. Ainda não tínhamos nome, éramos um grupo sem nome. O programa era de papel de jornal, só com o nome do espetáculo e dos atores. O sucesso foi enorme e a Ana Maria Machado publicou uma matéria grande - naquela época os jornais davam bastante espaço - de duas páginas com fotos e o título era Vento Forte no Teatro para Criança do Brasil.
E esse nome ficou. Ficamos com o espetáculo no MAM o ano todo. Passaram por
lá mais de cem mil espectadores. Depois fizemos uma temporada de dois ou três meses
no Teatro Opinião e voltamos em 1976 no Teatro Gláucio Gill.
Os primeiros prêmios
![]() Cartaz de comemoração dos 13 anos do Grupo Ventoforte, 1987 |
Em 1974, a Associação de Críticos do Rio de Janeiro premia História de Lenços e
Ventos e em 1976 quando voltamos a
fazer o mesmo espetáculo ganhamos o Molière
de Incentivo ao Teatro Infantil, que havia sido criado um ano antes. Na primeira
premiação quem ganhou foi o Grupo Quintal.
Eu soube pela Ana Maria que fazia parte de parte do Júri, que
eles não queriam me
dar o prêmio, alegando que a peça era de 1974. Naquele ano eu tinha sido indicado
a um premio numa categoria especial, mas quem ganhou foi o Orlando Miranda pelo
trabalho frente ao SNT. Em 76 a Ana Maria discute com o júri
até conseguir que o
prêmio fosse dado a Lenços e Ventos pela sua importância, sem dúvida.
Em 1975, também no MAM, estreamos Da Metade do Caminho ao País do Último Circulo, que recebeu o Prêmio SNT. O texto ganhou o Concurso de Textos da
Fundação Guairá e foi publicado em Curitiba. A primeira versão do texto era realizada
em dois dias. A primeira parte num dia e a segunda no dia seguinte. Logo percebemos
o quanto essa novidade era difícil para o público. Tanto para eles voltarem logo no dia seguinte, como para os que chegavam e estávamos na segunda parte.
Como o Lenços e Ventos teve muito sucesso, tínhamos dois horários a tarde,
inicialmente às 16 e 18 horas e depois às 15 e 17 horas, pois acrescentamos mais um horário só para o público adulto às 20 ou 21 horas, não lembro.
Foi daí que surgiu a idéia fazer uma versão para crianças e outra para adultos com o Último Circulo com uma proposta que fosse diferente, A diferença mais fundamental
é que a tarde não tinha a personagem Morte, e também a seqüência de cenas do espetáculo era diferente. Então nós tínhamos que ter na cabeça duas peças diferentes.
Um dos atores que ficava sentado na platéia - o Pedro Veras que já faleceu é quem
fazia a personagem - comentava, discutia e questionava com os atores sobre o
espetáculo. Numa sessão vespertina, uma mulher da platéia, foi até a bilheteria e
mandou chamar a polícia, pois ela achava que tinha um homem que esta incomodando
o tempo todo e atrapalhava o espetáculo. Esse tipo de intervenção era novidade.
A seguir veio Frederico Garcia Lorca e suas Pequenas Histórias, que com o tempo acabamos chamando de Pequenas Histórias de Lorca. Um espetáculo adulto, falando
de Lorca de quem eu já era admirador.
O Mistério das Nove Luas
O processo de trabalho do O Mistério das Nove Luas foi um pouco diferente. O grupo começou a reivindicar uma criação coletiva. Uma coisa é certa, ninguém tem dúvida que realmente eu centralizo muito o trabalho. Eu coloquei algumas idéias de um novo espetáculo que eu queria fazer. Mas o Beto e a Sílvia não queriam mais fazer espetáculos adultos. Não queriam viajar com o "Lorca" pelo país, e acabaram se afastando e montando um outro grupo, o Hombu. O Caíque já tinha saído porque ficou doente.
Eu tinha essa idéia sobre O Mistério, mesmo assim ficou essa história de criação
coletiva e eu chamei duas pessoas do grupo, o Paulo César Brito e a Sônia Piccinin e com os dois comecei a elaborar o texto. Eu achava que muito mais coletivo que isso não daria certo. Acho que teatro é sempre coletivo, mas tem que ter alguma afinidades para se trabalhar em conjunto no texto.
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A divisão do grupo foi muito sentida, difícil e eu propus elaborar essa separação de uma forma mítica. Assim como elaboraria uma comunidade. A coisa pessoal não interessava. Estreamos no final de 1977, Teatro Ginástico, mas não deu certo. Tivemos problemas
com o espetáculo adulto. No começo do ano seguinte voltamos a estrear no Teatro do Sesc Tijuca e foi uma temporada maravilhosa. Depois então começamos a viajar por
várias cidades em Goiás, Minas, Brasília, Maranhão. Quando estávamos em São Luiz,
o Humberto Braga me telefonou para dizer que havíamos sido premiados pelo SNT e
queria saber se poderia chamar a Vanderléia para receber o premio.
Essa história é engraçada. A Vanderléia tinha visto O Mistério e se apaixonado pelo espetáculo e queria que eu dirigisse um show para ela - coisa que nunca aconteceu.
Vinha conversar comigo e ficamos horas papeando - é uma pessoa incrível e tem
uma boa cabeça. Um dia ela me convida para ir com ela ver o show do Caetano e
da Bethânia no Canecão. Quando entramos é que pude notar a popularidade que ela tinha. O Humberto estava lá e nos viu. Quando ele falou na Vanderléia, eu fiquei meio receoso, me Parecia meio exploração. Mas eles acabaram convidando-a e ela foi receber o meu prêmios. O Mistério recebeu várias indicações, premio de direção e figurino e foi um dos cinco melhores espetáculos. Logo em seguida ligaram de novo,
me convidando para montar um texto de teatro de bonecos chamado Sonhos de um Coração Brejeiro Naufragado de Ilusão de Ernesto de Albuquerque, que tinha
recebido o primeiro prêmio num Concurso de Teatro de Bonecos, onde eu fui um
dos jurados e que o Inacen iria produzir. O Humberto queria que essa montagem
fosse apresentada num Festival no Uruguai. Viajamos então, com o nome oficial de Compania Dramática Brasileira.
Era um cordel que apresentávamos tanto para crianças como para adultos, de tarde e de noite. Montamos em um mês com o pessoal do Ventoforte. Estreamos em 1978, no Uruguai, numa cidade perto da fronteira chamada Artigas, muito linda. Depois fomos para Montevidéu, Buenos Aires, Porto Alegre, Curitiba e ao voltar o Rio eu fiquei doente e não conseguimos estrear. Peguei hepatite. Finalmente estreamos no Rio, no Glauce Rocha e recebemos convite para irmos aos USA, num Festival em Washington.
Na época, também recebemos um convite para o Festival Horizonte na Alemanha apresentar O Mistério das Nove Luas. Aproveitamos para ir a Portugal, onde apresentamos o Coração Brejeiro. A repercussão na Alemanha foi muito boa. Até diria muito fácil. Eles pediram para fazer mais espetáculos do que tinha sido combinado. Eram cenas o que facilitava a compreensão. Nos USA, O Sonho de um Coração ia acompanhando de um programa traduzido, com alguns desenhos que eu fiz, que recriava cena por cena. A receptividade foi muito boa e fizemos cinco cidades.
A mudança para São Paulo
Quando voltamos dessa viajem, pensei em mudar para São Paulo. Toda vez que a gente vinha aqui, era muito sucesso. As pessoas diziam, vem pra cá, porque vai ser tudo melhor, vamos conseguir espaço para vocês trabalharem. Foi uma nova migração. Viemos com O Mistério das Nove Luas. Isto foi em 1980. Alugamos um espaço, construímos uma arquibancada, chamamos de Casa Ventoforte e montamos Lenços e Ventos, que em São Paulo volta a ganhar como um dos cinco melhores espetáculos do SNT, direção no Mambembe e o Prêmio APCA de melhor espetáculo e um especial grande Prêmio da Crítica.
Começamos a trabalhar com oficinas e com muitos alunos e o nosso primeiro espetáculo, em 1981, foi Luzes e Sombras. Era um espetáculo com brincadeiras, cirandas, jogos participativos.
Paralelamente a este trabalho o espetáculo A História de um Barquinho seguia seu percurso, ganhando como um dos cinco melhores espetáculos do SNT, e direção no Mambembe. Eu também ganhei o Prêmio APCA como diretor pelo Barquinho e Luzes e Sombras.
Osvaldo Gabriele chega ao Ventoforte
Quando estivemos em Buenos Aires levando Sonho de um Coração, o Osvaldo trabalhava como contratado num dos melhores grupos de teatro de bonecos - o do Teatro San Martin - que é do Estado e que tem muitas salas. Ele se aproximou do Ventoforte, ficou amigo e quando voltamos, ele começou a se corresponder principalmente com a Sônia Piccinin e comigo e numa ocasião ele nos escreveu
dizendo que estava servindo o exército e que depois disso queria sair da Argentina
e vir trabalhar com a gente aqui no Brasil. Chegou e começou a trabalhar, no
espetáculo Luzes e Sombras ele chegou a substituir atores. Em 1982 dirigiu O Misterioso Pássaro de Barro, que era um espetáculo totalmente dele, mas
produzida pelo Ventoforte.
Em 1983, resolvemos fazer outro espetáculo adulto História de Fuga, Paixão e
Fogo. Foi um trabalho maluco e não deu muito certo. Essa montagem levou um
ano para ficar pronta e foi complicado, tinha muita gente trabalhando, quase vinte. Estreamos no Sesc Pompéia.
Voltamos para o infantil e em 1984, comemoração dos nove anos do Ventoforte montamos
Estou Fazendo uma Flor que fiz com o Osvaldo. Levamos duas
semanas para montar. Tem uma música linda, do maranhense Tião de Carvalho: "Estou fazendo uma Flor. Com que? Com que? Com as minhas mãos. Com o meu violão. A minha emoção e o meu coração e a saudade de você". São três histórias
e a gente brinca com elas.
Continuamos a trabalhar com os alunos e com eles montamos Brinquedo da Noite,
que era uma espécie de continuação de Luzes e Sombras, só que a temática era
sobre o que as crianças faziam de noite? Mostrava a questão da desobediência, dos pais... a idéia e o roteiro são meus, mas a direção era do Paulo César Brito. O texto
foi feito com depoimento dos alunos, escrito junto eles. Foi uma experiência tão boa, que tenho vontade de refazer com uma turma que começou este ano.
Depois fizemos com os alunos As Quatro Chaves, que foi montado em uma
semana. Era mais um roteiro que se desenvolvia frente ao público.Mas tinha um seqüência certa, com a apresentação dos personagens. Fazíamos o público
organizar as vontades e desejos dos personagens. Era um espetáculo completamente
participativo e este espetáculo foi apresentado durante anos. Paramos a uns cinco
anos atrás e este ano voltamos a faze-lo. Como disse eram espetáculos feito com
os alunos, mas entravam em cartaz na Casa do Ventoforte. Este ano cresceu o
sucesso e talvez a o conteúdo.
Um novo espaço
![]() Convite da inauguração do novo espaço do Ventoforte em 19 de novembro de 1985 |
A Casa do Ventoforte era alugada, o aluguel era alto, a manutenção difícil. Então
em 1984 decidimos sair
a procura de um espaço. Começamos a solicitar, pesquisar, fomos em muitos lugares conversar com as autoridades. O local onde agora estamos
era um lixão, um terreno vazio e com catadores de lixo recolhendo material. Em 29
de junho de 1984, dia
de São Pedro, resolvemos invadir esse terreno. Fizemos
uma fogueira, uma mesa com comida e começamos a limpar o local. A Administração Regional da Prefeitura nos autorizou a ficar, mas não tínhamos nenhum papel.
Como não tínhamos dinheiro, alguém conseguiu um contato com a Petrobrás e
com a verba conseguida, cercamos o terreno, começamos a construir e a plantar.
Não existia essa floresta antes, tudo isso foi plantado.
Nosso primeiro espetáculo no novo local foi Labirinto de Januário, em 1985. No ano anterior, o texto já havia sido premiado no Concurso de Textos do Inacen. A montagem recebeu o Molière e o APCA de 1985 e em 1986, o Prêmio Inacen como um dos cinco melhores do ano, além do Mambembe pela produção e música.
É a história de um menino da cidade, que sonha em andar de cavalo e ir às festas de mouros e cristãos. Foi inspirado nas cavalhadas. Antes de começar o espetáculo, eu contava para as crianças que as roupas penduradas no varal eram de pessoas muito pobres e que elas estavam esperando que as roupas secassem para se vestir e começar o teatro, pois era a única roupa que tinham. Só que alguém rouba as roupas e eles são obrigados a vir para o palco enrolados em panos. Então a personagem Censura que está sentada junto ao público diz que eles não vão poder ficar, pois os panos podem cair e eles ficarão nus e ela não ia autorizar que eles participem do espetáculo.
Nesta época tínhamos que apresentar o espetáculo para os censores da Polícia Federal. Aqui vinham sempre duas mulheres para averiguar o que podia ou não ser mostrado para o público. Nossa personagem Censura do Labirinto, chegou a conversar muito com elas antes de se apresentar como Censura do espetáculo. Foi muito engraçado. Realidade e teatro misturados.
Premiados em Cuba
Em 1986 fomos para Cuba. Apresentamos História de Lenços e Ventos no Teatro Nacional. As 4 Chaves na Praça de Armas e História do Barquinho. Foram umas três apresentações de cada espetáculo e com um elenco todo novo. Tempos depois soubemos que Lenços e Ventos ganhou o premio de melhor espetáculo visitante da temporada.
De volta a São Paulo, ainda em 1986, montamos Qualquer Homem é Suspeito. Foi a primeira versão do espetáculo que realizei em 1996, Sete Corações, Poesia Rasgada. Como você pode notar a cada dez anos, montamos algo baseado em Lorca. Qualquer Homem é Suspeito era para crianças e para adultos montamos o Choro Lorca.
Muita gente telefonava e perguntavam suspeito de que? Esse título mexia muito com as pessoas, com a estrutura familiar, com a moral ... Porque na minha família não tem ninguém suspeito! - era a reação das pessoas. Na verdade, o título inicial do espetáculo era Sete Corações - Qualquer Homem é Suspeito - Suspeito de ser Poeta, mas acabamos não usando tudo.
Continuamos a fazer montagens com alunos e em 1988 recebemos uma indicação do Mambembe pela produção de Dois Irmãos - Pássaro e Ouro e um prêmio pelos quinze anos do trabalho cultural que realizamos. Fizemos um outro espetáculo que teve apenas uma pequena temporada que foi Mistério do Fundo do Pote. Foi importante nesta época A Tempestade de Shakespeare, apresentando para jovens e adultos e participando de um festival em Córdoba-Argentina.
O Barquinho muda de nome
Eu queria remontar História de um Barquinho, mas a Silvia Orthof tinha escrito e montado A Viagem de um Barquinho e se confundia, como também tem também um espetáculo escrito pelo Vladimir Capela que se chama Panos e Lendas e está sempre em cartaz, e que confundem com História de Lenços e Ventos.
Acho que a influência que pode ter um espetáculo meu nos outros me deixa feliz, claro. O processo da arte é uma continuidade. Eu já disse que neto do Lorca e bisneto de outros teatrólogos e pintores. Esse é meu processo com influência. Mas voltando ao Vladimir Capela, eu gosto muito do espetáculo, é interessante. Mas o público sacou a situação. Freqüentemente alguém me pergunta se sou o autor de Panos e Lendas - Não, sou do Lenços e Ventos. Aí a Sílvia fez A Viagem de um Barquinho e eu já tinha feito História de um Barquinho. As histórias são bem diferente, mas me cansava um pouco essa repetição.
Uma pessoa do teatro Guairá, fez até uma piada, quando nos encontramos certa vez por com a Silvia por lá.Ela apresentava Eu Chovo, Tu Choves, Ele Chove, e esta pessoa dizia que meu próximo espetáculo seria Eu Vento, Tu Ventas Ele Venta.
Ela ria, eu ria, mas a verdade, é que tem uma raiz comum, um movimento, uma intenção, Como também existe algo em relação aos nomes dos grupos. O nosso não se insere, mas tem uma moda de colocar nomes agressivos, malcriados, alguns até feios. Virou uma moda. Mas ao mesmo tempo surgiram vários com o Vento e o que mais se destaca é o Sobrevento.
Voltando ao Barquinho, quando eu recebi o Premio Molière e fui para Europa sozinho, minha amiga bailarina Maria Fux perguntou se eu ia levar algum espetáculo. Eu disse que não, que ia sozinho. Ela me disse que viajava sozinha e fazia apresentações e que eu devia fazer algo parecido. Fiquei pensando no assunto me deu vontade de fazer um solo, com uma fita gravada. Aproveitei e mudei o nome do espetáculo para Um Rio que vem de Longe. Foi uma excelente experiência, mas continuo preferindo trabalhar em grupo.
A cada dez anos, Lorca em cena
![]() Sete Corações - Poesia Rasgada, 1996. Foto de Gil Grossi |
Dez anos depois de Qualquer Homem é Suspeito, voltamos com uma segunda versão chamada Sete Corações - Poesia Rasgada. Devo dizer que é mais uma homenagem ao Lorca. O texto não é dele. Escolhi alguns poemas, entre eles Sete Corações. Eu construí uma parábola em que o Tenente Coronel vai se queixar ao Rei contra o poeta e o Rei manda acabar com ele, não deixar ele fazer mais poema. Quem é fuzilado é um boneco grande que cai no chão. Os guardas se aproximam, mexem nele para ver o que o poeta tinha de diferente e começam a tirar do peito um rio de pano, um pão, uma flor, um espelho. Enfim, tem várias coisas lá dentro e os atores tiram tudo isso, cantam uma música e começam um movimento para renascer o poeta.
Neste momento do espetáculo tem uma divisão do público. Alguns querem ficar com os ciganos e o poeta, Outros podem ficar com soldados. Sempre tem um garoto mais levado que quer ser soldado. Metade da platéia fica dentro do espaço com os ciganos e a outra sai vai fazendo exercícios similares.
A censura também implicou com o fuzilamento. Diziam que não era um espetáculo apropriado para crianças. Eu rebati dizendo que se fizéssemos um espetáculo sobre a vida do Tiradentes, devíamos ocultar o que aconteceu com ele? Tem um valor histórico, só que nós não queríamos encher o palco de sangue nem usar nenhuma arma verdadeira. Vamos fazer como a criança que brinca com a vassoura. No final os soldados vinham para espiar o que os outros estavam fazendo. Os ciganos pediam para todo mundo esconder os poemas. Os soldados enfurecidos fuzilavam praticamente toda a platéia, Mas quem vivia, começava a ressuscitar os outros, falando poemas no ouvido das pessoas. Em 96-97 montamos Tragicomédia da Lua Branca, de Lorca, e logo a seguir, o Círculo de Giz
Caucasiano de B. Brecht.
Em 1997 fui convidado para dirigir o espetáculo Entre o Céu e o Mar. Embora tenha sido realizado aqui, onde fizemos o trabalho corporal, artesanal, a direção musical, a produção não era nossa.
Em 1998 remontei Um Rio que Vem de Longe, desta vez com música ao vivo e partir desta montagem sempre procurei acrescentar algo de novo. Depois a Marilda entrou no espetáculo e na montagem de 2001, o Dinho também participa, um solo "bem acompanhado".
Em 1999, montamos o espetáculo O Mistério das Nove Luas, que remontamos em 2002.
O público se renova
O público está sempre se renovando, e nós achamos que vale a pena fazer uma nova temporada de antigos espetáculos, mesmo que pequena. O grande problema é sempre o tempo que temos para ensaiar um espetáculo. Eu gosto de ensaiar, de criar, mas também acho importante resgatar espetáculos já montados. Já está decido que no próximo ano vamos fazer um Lorca para adultos que se chamara Lorquianas e estamos pensando em remontar Sete Corações.
No ano passado fizemos um espetáculo para adultos Portal das Maravilhas e este ano eu pensei fazer um para crianças Vitor Hugo. Ocorre que durante o processo de ensaios constatamos que o tema era mais para jovens, ou adultos.
![]() Cartaz do Prêmio Tempo Ventoforte, criado por Ilo Krugli |
Aliás, essa questão do que é teatro para crianças ou teatro
para adultos, é algo que deve ser muito bem analisado. Acho que temas difíceis podem ser apresentados para a crianças. A questão é de como tratar essas questões. Por exemplo, falar
de fogo, pode ser um problema, a criança pode ficar atraída a brincar com fogo. É algo difícil de ser tratado. Assim como
falar de morte. Muitos dos meus espetáculos propõem quase como um ritual a morte e a ressurreição. No Mistério das Nove Luas as personagens morrem e renascem. Acho que quando a gente fala de morte deve sempre deixar uma possibilidade de voltar para a vida. Nesta última montagem de Sete Corações eu começava fazendo um prólogo onde dizia ..."hoje tal data, nessa cidade morreram vinte e cinco mil pessoas, também caíram das arvores oitocentas mil folhas e outras tantas mil flores"..., Mas em seguida eu falava "não se preocupem, pois vão nascer mais crianças, mais folhas, mais flores". No final do espetáculo, havia uma cena de fuzilamento. Os militares matavam os ciganos e o povo. Eu nunca fazia parte dos militares, eu sempre estava do lado dos ciganos, dos poetas, e eu me fazia de morto, esperando o momento da ressurreição e um dia eu escutei uma criança de uns oito ou nove anos brigando com os guardas, e ela gritava "vocês não vão acabar com os poetas porque não vão conseguir matar os poetas que ainda não nasceram".Acho que isso ocorreu porque no principio do espetáculo a gente deixava claro
o processo da natureza. A gente não pode negar a morte a uma criança. Quando morre alguém da família, como dizer para uma criança que morreu alguém? Desde então, toda vez que eu encerro o espetáculo, eu conto o ocorrido com aquela criança que brigou com o soldado e faço uma reflexão junto ao público, sobre todos os poetas que ainda vão nascer. E como o poeta, nós vamos voltar um dia para a contar novamente essa história.
Trabalhar para crianças é uma emoção
![]() Filipeta para os espetáculos de maio de 2002 |
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1974 Prêmio Molière Indicação para Prêmio Especial Associação de Críticos do Estado do Rio de Janeiro Recomendação Especial para HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS 1975 Prêmio SNT - Rio de Janeiro Um dos cinco melhores espetáculos DA METADE DO CAMINHO AO PAÍS DO ÚLTIMO CÍRCULO 1976 Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS Premio de Porto Alegre Açorianos Melhor espetáculo do Ano PEQUENAS HISTÓRIAS DE LORCA 1977 Prêmio SNT - Rio de Janeiro Um dos cinco melhores espetáculos O MISTÉRIO DAS NOVE LUAS Prêmio Mambembe - Rio de Janeiro Prêmio pela Direção: Ilo Krugli Prêmio pelo Figurino: Ilo Krugli Indicação para Autor: Ilo Krugli Indicação para Cenógrafo: Ilo Krugli Indicação para Produtor ou Empresário: Grupo Ventoforte Indicação para Categoria Especial: Jorginho de Carvalho (iluminação) O MISTÉRIO DAS NOVE LUAS Títere de Ouro Prêmio especial do júri no 1o. Festival Internacional de Bonecos, Artigas, Uruguai CORAÇÃO NAUFRAGADO DE ILUSÃO 1978 Prêmio Mambembe - São Paulo Indicação para Grupo, Movimento ou Personalidade: Grupo Ventoforte, Grupo Hombu, Teatro Orgânico Alderã, Marca Prod. Artísticas pela abertura do Teatro Bexiga 1979 Prêmio APCA Melhor espetáculo O MISTÉRIO DAS NOVE LUAS Prêmio Mambembe - Rio de Janeiro Prêmio pelo Figurino: Ilo Krugli Indicação para Direção: Ilo Krugli SONHOS DE UM CORAÇÃO BREJEIRO 1980 Prêmio SNT - São Paulo Um dos cinco melhores espetáculos HISTÓRIAS DE LENÇOS E VENTOS Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio pela Direção: Ilo Krugli HISTÓRIAS DE VENTOS E LENÇOS Prêmio APCA Melhor espetáculo HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS Prêmio APCA Prêmio pela Contribuição ao Teatro Infantil GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA 1981 Prêmio SNT - São Paulo Um dos cinco melhores espetáculos A HISTÓRIA DE UM BARQUINHO Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio pela Direção Ilo Krugli HISTÓRIA DE UM BARQUINHO Indicação para Grupo, Movimento ou Personalidade: Casa do Ventoforte - pelo conjunto de trabalhos na área do teatro infantil, como o curso de atores e a montagem do espetáculo LUZES E SOMBRAS Prêmio APCA Prêmio para Melhor Diretor: Ilo Krugli HISTÓRIA DE UM BARQUINHO e LUZES E SOMBRAS Prêmio para Melhor Música: Ronaldo Motta HISTÓRIA DE UM BARQUINHO 1983 Premio Inacen - São Paulo Melhor Espetáculo Infanto-Juvenil BRINQUEDO DA NOITE Prêmio Mambembe - São Paulo Indicação para Grupo, Movimento ou Personalidade: Teatro Ventoforte - pela pesquisa da cultura popular em suas montagens 1983/1984 Concurso Nacional de Dramaturgia 1o Lugar: Ilo Krugli LABIRINTO DE JANUÁRIO 1984 Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Grupo, Movimento ou Personalidade: Grupo Ventoforte - pelo conjunto de trabalhos apresentados nas comemorações dos 10 anos do grupo Prêmio APETESP de Teatro Indicação para Produtor Executivo: Casa do Ventoforte (Falta saber o nome do espetáculo (Não estava no programa da APETESP) 1985 Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Grupo, Movimento ou Personalidade: Casa do Ventoforte / Centro de Arte e Cultura Integrada - pela conquista e inauguração de seu espaço. Prêmio Molière de Incentivo ao Teatro Infantil LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio APCA Prêmio para o Melhor Espetáculo LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio Governador do Estado - Teatro LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio APETESP de Teatro Indicação para Diretor: Ilo Krugli Indicação para Cenografia: Ilo Krugli, Luiz Laranjeiras e Edílson Castanheira Indicação para Figurino: Ilo Krugli e Ana Maria Carvalho Indicação para Produtor: Casa do Ventoforte - Centro de Arte e Cultura Integrado LABIRINTO DE JANUÁRIO 1986 Premio Inacen - São Paulo Um dos cinco Melhores Espetáculos Infantis LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Produtor ou Empresário: Teatro Ventoforte Prêmio para Categoria Especial: Edgar Lippo, Maria Ozetti, Fernando Gatti, Pedrão do Maranhão e Wagner Benetti (pela música) Indicação para Autor: Ilo Krugli LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio APCA Prêmio de Melhor Espetáculo LABIRINTO DE JANUÁRIO Prêmio Governador do Estado Melhor espetáculo de Teatro Infantil Melhor Diretor LABIRINTO DE JANUÁRIO Melhor Espetáculo Visitante em Cuba HISTÓRIA DE LENÇOS E VENTOS 1987 Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Grupo, Movimento ou Personalidade: Casa Ventoforte e Centro de Arte e Cultura Integrada - pelo projeto De quem é a Criança? 1988 Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Grupo, Movimento ou Personalidade: Casa Ventoforte - por 15 anos de trabalho cultural. Indicação para Produtor ou Empresário: Casa Ventoforte - Centro de Arte e Cultura Integrada DOIS IRMÃOS - O PÁSSARO DE OURO Prêmio APCA Prêmio de Cenógrafo: Ilo Krugli e Roberto Mello DOIS IRMÃOS - O PÁSSARO DE OURO Prêmio APETESP de Teatro Indicação para Dramaturgo: Ilo Krugli DOIS IRMÃOS - O PÁSSARO DE OURO Indicação para Produtor: Casa do Ventoforte - Centro de Arte e Cultura Integrada DOIS IRMÃOS - O PÁSSARO DE OURO 1993 Prêmio APETESP de Teatro Indicação para Dramaturgo: Ilo Krugli O CASAMENTO DE MANUEL E MANUELA Indicação para Produtor: Casa do Ventoforte O CASAMENTO DE MANUEL E MANUELA - UMA ROSA PARA BELA 1995 Prêmio Mambembe - São Paulo Um dos cinco melhores espetáculos Prêmio pela Direção: Ilo Krugli Indicação para Autor: Ilo Krugli Indicação para Atriz: Elaine Weinfurter Indicação para Figurino: Ilo Krugli Indicação para Categoria Especial: João Politto e Grupo Musical HISTÓRIAS QUE O ECO CANTA Prêmio APCA Prêmio pelos 20 anos do Grupo Ventoforte GRANDE PRÊMIO DA CRÍTICA Prêmio APETESP de Teatro Indicação para Autor: Ilo Krugli Indicação para Cenografia: Ilo Krugli Indicação para Figurino: Ilo Krugli Indicação para Coreografia: Ilo Krugli FALTA O NOME DO ESPETÁCULO - NÃO ESTAVA NO CATALOGO DA APETESP 1996 Prêmio Mambembe - São Paulo Indicação para Categoria Especial: Teatro Ventoforte - pela música Indicação para Grupo, Movimento ou Personalidade: Teatro Ventoforte - pelo espetáculo OS SETE CORAÇÕES - POESIA RASGADA Prêmio APETESP de Teatro Prêmio para Ator Protagonista: Ilo Krugli SETE CORAÇÕES - POESIA RASGADA 1997 Prêmio Mambembe - São Paulo Prêmio para Cenógrafo: Ilo Krugli Indicação para Direção: Ilo Krugli Indicação para Ator: Dinho Lima Indicação para Categoria Especial: João Politto - pela direção musical Indicação para Grupo, Movimento ou Personalidade: Teatro Ventoforte - pelo conjunto de trabalhos ENTRE O CÉU E O MAR 1999 Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem Indicação para cenografia: Ilo Krugli O MISTÉRIO DAS NOVE LUAS 2001 Prêmio para Montagem Flávio Rangel Secretaria Estadual de Cultura se São Paulo O PORTAL DAS MARAVILHAS |
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