Entrevistas

Lúcia Coelho
"UMA HISTÓRIA QUE EU GOSTO DE ACREDITAR"

Teatro Infantil é teatro





Lúcia Coelho


Convite de inauguração da NAU
em 11 de novembro de 1978

Teatro para crianças é teatro.Teatro para crianças é a minha especialidade.

A gente pode fazer um espetáculo dedicado a um público ou a outro. Os temas mudam. O texto teatral escolhido ou escrito ganha vida no palco e vira teatro.
O fazer teatral é o mesmo.

Toda a minha vida trabalhei com e para crianças e jovens. Criei um grupo amador na minha primeira escola – o Bennett; fundei a NAU – Núcleo de Arte da Urca – com um propósito: educar através da arte; fundei o Navegando, grupo teatral que tinha por objetivo atingir o púbico de crianças, jovens e adultos que acompanhavam a criança; dirijo hoje o Centro Cultural da Universidade Gama Filho cujo principal objetivo é fazer com que o jovem universitário entre em contato com uma matéria em especial: a matéria prima humana que são os sentimentos que conduzem ao desenvolvimento artístico.

A minha preferência pelo público infantil faz parte da continuidade do meu trabalho com crianças e jovens na escola, do prazer que tive nessa convivência, de ter feito parte do mundo deles como um deles – nunca distante, sempre integrante, aprendendo e ensinando. Tudo o que sei eu devo a eles. Devo a liberdade que sinto quando crio, sem medo de errar, de ser, de sentir, de mudar e de procurar constantemente essas coisas verdadeiras que só as crianças tem.

Crescendo com as crianças

Na realidade, comecei no teatro profissional em 1978 com Tá na Hora, Tá na Hora. A primeira crítica recebida no final da temporada foi feita por Ana Maria Machado que dizia: "(...) Poucas vezes nossas crianças tem podido assistir a uma encenação desse nível, em que todos os elementos se acham tão harmonicamente integrados e de maneira tão divertida e inventiva. Sente-se que o que está em cena é o resultado de um trabalho vital de uma comunidade, na alegre celebração de fazer uma festa em conjunto para as crianças. (...)". Ana ficou perplexa ao ver como um grupo que estava começando já tinha um trabalho maduro e bom. Na realidade esse grupo já tinha começado há vinte anos atrás na escola. As montagens dos espetáculos que fiz com meus alunos já tinham o mesmo cuidado, o mesmo amor, a mesma garra, e já fazia parte de um processo de descoberta que vivo até hoje. Acompanhei especialmente o crescimento de um grupo de alunos que fez teatro amador durante 8 anos seguidos. Passei todo o período escolar com eles: primário, ginásio e segundo grau. E quando eles cresceram eu 'cresci' junto. quando eles se

Procurar o que está dentro da gente

O Teatro amador do Bennett foi o capítulo mais importante da minha história profissional. Mais importante até que o Navegando, que foi conseqüência desse inicio. Começamos na escola montando textos de autores conhecidos que escolhíamos juntos. Depois partimos para a nossa própria dramaturgia em conjunto. Começávamos do nada em busca de situações que pudessem gerar um texto teatral. Situações encontradas em fatos reais ou num conto, numa poesia, como foi o caso de Gênesis 1:27, segundo Vinícius de Moraes: Uma seqüência de situações que eles encontraram na poesia e colocaram os diálogos. Era maravilhoso. Procurávamos dentro da gente e encontrávamos o que queríamos dizer. Eu não era uma autoridade no grupo, fazia parte dele. Lutava pelas minhas idéias, era influenciada pelas deles e o trabalho era tanto deles quanto meu. Brigávamos, sofríamos e deixávamos nascer o que vinha desse processo. Por isso, quando me perguntam hoje se faço teatro pensando na criança, no que a criança precisa, etc..., respondo que faço teatro para mim, acreditando nos meus sentimentos, embarcando nas minhas fantasias. E quando sou fiel e verdadeira a esses sentimentos atinjo o público em cheio.

Navegando


Tá na Hora, Tá na Hora
O navegando nasceu de um passado, de uma história de amor, de um teatro amador. A única coisa que fizemos foi dar continuidade aos nossos desejos, a necessidade de criar que é vital e para sempre. Nasceu junto com a NAU (Núcleo de Arte da Urca) e sem programarmos criamos o nosso primeiro espetáculo profissional. Ficávamos noite a dentro pintando bonecos enquanto eu juntava as idéias e escrevia o texto.

Um dia Magda Modesto chegou com um convite: para participarmos de um festival de bonecos em Petrópolis. Como o assunto do espetáculo era circo, demos o nome de Tá na Hora, Tá na Hora. E como estávamos inaugurando a NAU, batizamos o grupo de Navegando. O elenco era composto de ex-alunos: Andréa Dantas, Daniel Dantas, Fábio Pillar, Fernanda Coelho, Celinéia Paradela, Celina Lyra, Vera Lucia Ribeiro. Cica Modesto - que já fazia teatro desde criança e nunca pisou no palco (só a força uma vez e ela não me perdoa...) - continuou a fabricar elementos de cena para compor um circo, nesse novo espetáculo. Entra Caíque Botkay e a equipe criação se definiu: na programação visual (cenários, figurinos, adereços, bonecos): Cica Modesto; no texto: eu e Caíque, e Marília Gama Monteiro; na música: Caíque Botkay; na luz: Aurélio de Simoni; na direção geral: eu, Lúcia Coelho. Equipe que permaneceu muitos anos na história do Navegando. Nos espetáculos seguintes, outros ex-Benittenses e pessoas incríveis entraram no grupo: Karen Acioly, Bia Lessa, Zezé Polessa, Lia Rodrigues, Gualter Costa, Clarisse Niskier, Cândido Damm, Nelson Dantas, Charles Kahn, Mauro Perelman, Ana Borges, Dora Pelegrino e esses já trouxeram outros tantos que enumerados são muitos.

Duvi-de-ó-dó foi o segundo espetáculo do Navegando, em 1979. Essa montagem nos assustou: éramos profissionais de verdade e como fomos muito elogiados no primeiro queríamos satisfazer as expectativas daqueles que nos rotularam de excelentes. Foi duro derrubarmos nossas próprias exigências e encontrarmos a liberdade novamente vivendo o processo sem nenhuma expectativa do resultado. Conseguimos e estreamos no Teatro Amazonas em Manaus. No Rio de Janeiro fizemos temporada na Sala Teatro Vera Janacópulos, Teatro Villa-Lobos, Teatro Vanucci e no final da carreira, viajamos todo o Brasil com o prêmio Mambembe de melhor espetáculo ano. Com casas lotadas. Foi ótimo.


Passa Passa Tempo, 1980
Passa Passa Tempo, terceiro espetáculo, que estreou em 1980 no teatro Gláucio Gill, fez temporada no teatro Cacilda Becker e viajou com o projeto Mambembe também em várias cidades brasileiras – São Paulo, Brasília, Goiânia. Participou do festival de bonecos em Curitiba. Essa foi a peça mais premiada do Navegando que teve 7 premiações: Cinco troféus Mambembe, uma premiação de melhor espetáculo e recebi o Molière pelo conjunto da minha obra (na época apenas a terceira) e também pelo trabalho que eu desenvolvi na NAU.

A seguir veio o quarto espetáculo: Cara ou Coroa. Todas as nossas histórias eram inspiradas por um acontecimento, por alguma história da nossa vida, da nossa infância, de uma vontade de dizer alguma coisa, de brincar com outra. O Cara ou Coroa partiu de um desenho que eu encontrei da minha filha, que tinha dez anos. Ela ficou danada porque quando o desenho saiu no jornal ela disse que "não tinha mandado colocar o desenho dela no jornal, que o desenho era dela".

Desde o Duvi-de-ó-dó, nós íamos montando o espetáculo seguinte, com o dinheiro dos prêmios que todos nós doávamos, além da ajuda da NAU. Nós já entrávamos com o espetáculo em cartaz sem dívidas. Mas também sem patrocínio. Porque o que vinha da NAU era apenas uma doação.

Dito e Feito


Dito e Feito foi o quinto espetáculo, que a meu ver foi o melhor espetáculo do grupo. A obra prima de Marília Gama Monteiro adaptada de Brecht para crianças. Até hoje o melhor texto para crianças que eu já li. Nessa época, nós ganhamos a concorrência do Teatro Villa Lobos, e no contrato a gente tinha que, de seis em seis meses, montar um espetáculo novo. E assim, seis meses depois, nós tivemos que tirar de cartaz o Dito e Feito, mesmo ganhando todos os prêmios. E esse espetáculo podia ficar dez anos em cartaz, rodar o Brasil inteiro, quiçá o mundo, porque era um espetáculo muito importante.

Chegamos então no nosso sexto espetáculo, a nossa
primeira paulada da crítica: Os Monstrengos do Rei. A situação do país complicou, não podíamos mais contar com o apoio da NAU e ninguém mais do grupo, podia dar o dinheiro do seu prêmio, porque eles já estavam fazendo os seus próprios filhos. Então, nós conseguimos um patrocinador que trouxe um texto e que tinha que se chamar Os Monstrengos do Rei. Eu queria que o nome mudasse, mas ele não concordou. Nós tivemos que aceitar, senão perdíamos o Teatro. Eu adorava o que foi feito em termos de concepção, de cenários, figurinos, músicas e interpretação. Resumindo, a crítica desse espetáculo , dizia que nós tínhamos perdido a autenticidade, a pureza de Grupo, que nós tínhamos feito concessão.


Copélia
Depois nós fizemos a Copélia, 7º espetáculo do grupo, foi a última vez que usamos o nome do grupo Navegando. As pessoas tinham que arranjar emprego, não podiam mais ser só atores, atrizes, cenógrafos, nós tinham que trabalhar como professores, vendedores, fazer outros trabalhos. Foi aí que a elevisão entrou na jogada, levou muita gente, embora, quem foi do nosso grupo para a televisão continua fazendo teatro e o teatro continua sendo a paixão da vida deles.

Uma história que eu gosto de acreditar

O Rei Mago foi a primeira peça que eu dirigi fora do Navegando. Eu não queria trabalhar com mais ninguém que não fosse a minha gente, o que era uma fantasia. Mas então, veio um trabalho que é muito importante. Até ganhei um prêmio de direção por ele, O Rei Mago, do Thiago Santiago. Quando ele veio me trazer o texto , eu fiquei meio assim, porque até 1986 eu estava "coladinha" na minha gente. Eu pensei: "Vou ler, mas vou dizer que não vou aceitar dirigir", então eu fui pega por uma frase que é dita por um bêbado cego que estava indo atrás de uma estrela porque ia nascer um menino que ia salvar o mundo. O Rei Mago pergunta se era verdade essa história. O bêbado cego responde: "Essa é uma história que eu gosto de acreditar". Pedi para o Caíque que fizesse uma música com essa frase: "Essa é uma história que eu gosto de acreditar", porque nenhuma história é verdadeira, nem as verdadeiras são tão verdadeiras, mas as histórias que você gosta de acreditar, essas sim são verdadeiras.

Depois veio A Lenda das Sete Quedas, que foi um lindo espetáculo encenado no Centro Cultural Banco do Brasil,. O convite veio de uma produtora e tínhamos na equipe o elenco do Navegando sem ser realizado pelo Navegando. E o filho da Zezé Polessa - João Dantas, meu afilhado - teve sua estréia como ator, bem menininho neste espetáculo. Era um neto em cena, pois seu pai Daniel Dantas foi meu aluno na época do Bennett com a mesma idade do João. Daniel é meu filho teatral e do coração também.

A Mulher que Matou os Peixes, tem um lugar de honra na minha história. Um texto literário de Clarice Lispector – adaptado para teatro por Zezé Polessa e por mim. Zezé contracenou com João, seu filho, o representante mais novo da nova geração de artístas. O desafio foi fazer um texto fiel ao texto e a realidade de Clarice, criando formas animadas para contar a História. Zezé perfeita para o papel com uma coragem, um prazer, uma entrega, uma energia de criança livre, que ela é em tudo o que faz. Amei esse trabalho com sua carreira rica de viagens, teatros e descobertas.

Rasgando seda

Tem pessoas que a gente vive admirando: Maria Clara Machado é uma delas. Tem outros que eu quero reverenciar: Ilo Krugli e Pedro Domingues, foram meus mestres. O 1º espetáculo de bonecos que vi foi o deles vindos diretamente da argentina em 1962. Me emocionei, chorei. Chorei quando fez um boneco de luva de um coelho dormir nas suas mãos cantando uma canção para ninar. Trabalhei com os dois também. Lá conheci Sílvia Aderne e reencontrei Cecília Conde. O que aprendi apliquei com meus alunos e no Navegando. Quem sabe essa linguagem de animação característica dos meus espetáculos veio dessa troca que tivemos? O Hombú, essas influências, boas influências. Esse ditado digas me com quem andas que direis quem és vem das boas influências no nosso caso. Agora rasgo seda, muita seda para Tim Rescala. É meu mais novo ‘casamento’ profissional. Papagueno é daquelas experiências raras, inesquecíveis. E Pianíssimo, nessa versão para um ator interpretado por Claudia Mele, trata-se da obra clássica do Tim que fala de sua paixão pela música. Viva ele


Caminhão da Cultura apresenta Papagueno com Fernando Sant'Anna, Lúcia Coelho, Alice Borges, Fabio Pilar, Claudia Mele, Claudio Mendes
E vou continuar na rasgação de seda para os responsáveis pelas realizações do Centro Cultural Gama Filho, com um currículo de mais de 100 realizações artísticas entre projetos de cinema, dança, música, artes plásticas e teatro. Produzimos mais de 15 espetáculos para público infanto-juvenil que são encenados em teatro e no caminhãozinho-palco do Centro Cultural que circula pela cidade. Agora nessa lista acrescento todos aqueles que se dedicam a fazer arte e teatro para crianças. Principalmente no nosso pais. Só muito amor mesmo.

Tem coisas nas crianças que são eternas. Acho que a criança está perdendo o seu espaço de brincar. Também a calçada não é mais lugar para criança brincar, nem andar sozinha. Será que ainda se brinca de roda? aonde? Eu fui criança descalça andando nas ruas. Apertava a campainha dos vizinhos e saia correndo. Tinha turma de bolar ‘artes’ e no meu bairro todos se conheciam.

Trancadas em casa as crianças de hoje não saem da frente do computador e da tv. Talvez por isso os pais preencham o tempo delas com aulas extras. Elas tem que correr atrás de um mundo tecnológico, competitivo desde cedo. Mas a criança que vejo no teatro é a mesma de sempre: participante, atuante, querendo atenção e carinho. Lá mesmo no colégio Bennett, escola dos meus netos agora, e onde fui aluna também, me vejo naquelas crianças pulantes. Mas logo vem um adulto atrás : Vamos embora! Está na hora das aulas de etc’s! Ai que vontade de dizer: deixem elas brincarem em paz.

Você sabe que para tirar o meu neto do computador é duro? Ele tem só 5 anos e os convites que faço são tentadores: sorvetes, bagunça, tintas, lambanças que ele torce o nariz para não descolar o próprio daquela tela. Vejo reações das crianças de hoje iguais as das crianças de antigamente. Se revoltam contra o massacre dos estudos e se entregam a fantasia quando ela surge, como no caso do personagem de Pianíssimo que um dia quando saiu do livro e andou, uma criança disse: olha mamãe, é uma bonequinha, de mentirinha! que lindinha! de papel! Nesta mesma peça, quando a mãe obrigava a menina a estudar. Ouvi uma criança dizer: "Essa menina ainda vai chorar!" Isso está dentro da alma, não tem computador que tire. Isso não mudou. Mudou foi o tipo de vida. Tenho medo da criança perder o espaço de brincar, de correr, de criar... mas não dá para ignorar o computador. Nós, que não somos dessa geração, não estamos correndo atrás para aprender a mexer no computador?

Trampolins

Acho triste essa coisa de quem vai fazer teatro, começar pelo infantil, porque acha que vai aprender a fazer teatro. Aí acaba acontecendo aquele teatro de má qualidade. E a criança vai ver aquele mau teatro e vai detestar teatro para o resto da vida. Ela não tem claro esse discernimento: "É bom", ou "É ruim". Ela apenas gosta ou não gosta. Então ela não vai saber que aquela peça não valia a pena ser vista e, porque foi obrigada a ver coisas ruins vai achar que teatro é que é ruim.

Não tem uma só pessoa no nosso grupo que tenha usado o teatro como trampolim, porque toda a vez que a gente faz teatro, a gente está naquele momento, dando a vida. Porque a coisa mais importante da vida da gente é aquele momento e não o próximo. Não tem trampolim, se você encara assim. Todos nós, encarávamos assim e quem gosta de trabalhar para criança fica gostando eternamente.

O que falta ...

Não falta para o teatro infantil, falta para o teatro. Falta dinheiro, incentivo, patrocínio, possibilidades de trabalho. Nós vivemos um momento em que não sabemos para onde estamos indo. O teatro infantil, apesar de tudo, tem sido mais respeitado, por mérito próprio. Tem feito se respeitar pelo resultado dos seus produtos. Falta, quem sabe, deixar passar as nuvens pretas para amanhecer dias melhores. Certamente seremos mais felizes, vivendo do nosso teatro, da nossa arte. Essa é a história que estou gostando de acreditar, hoje.

Espetáculos para Crianças
Entre as 48 realizações do TAB - Teatro Amador Bennetti:
  • O Milagre
  • Era uma vez de Verdade: Tiradentes
  • O Ovo de Colombo
  • A Grande Tourada
  • Caiu do Céu
  • As Aventuras de Crispim
  • Gênesis I-27, segundo Vinicius de Moraes
  • Pra Onde Eu Vou, Venha Também

    Profissionalmente:
  • Tá na Hora, Tá na Hora - 1978
  • Duvi-de-ô-dó - 1979
  • Passa Passa Tempo - 1980
  • Cara ou Coroa - 1981
  • Dito e Feito - 1984
  • Os Monstrengos do Rei - 1985
  • O Rei Mago - 1986
  • Fada Menina - 1987
  • Sete Quedas - A Lenda e o Sonho - 1987
  • Copélia - 1990
  • A Mulher que Matou os Peixes - 1994
  • Tem Rei lá Fora - 1995
  • Papagueno - 1997 e 2000
  • A Estrela Menina - 1997
  • A Águia e a Galinha - 1998
  • Pianíssimo - 1999
  • Baia da Guanabara - 2002
  • O Bicho Esqusito - 2003 e 2005
  • Teatro de Sombras de Ofélia - 2004
  • Folias de Natal - 2005
  • Galileu Galilei - 2006
  • O Ovo de Colombo - 2007

  • Principais Espetáculos Adultos
  • Ponto e Vírgula
  • O Vampiro - 1991
  • Ai, Quem me Dera uma Estação de Amor - 1993
  • À Teus Pés
  • Meta Isso na Sua Cabeça - 1996
  • Os Melhores Momentos de West Side Story
  • Bodas de Fígaro - 1994

  • Prêmios
    Troféu Mambembe (MEC)
  • 1979 Melhor Produção
  • 1980 Melhor Direção
  • 1980 Melhor Autor
  • 1984 Personalidade
  • 1986 Melhor Direção
  • 1989 Personalidade
  • 1997 Melhor Direção

    Prêmio Molière :
  • 1980 pelo conjunto da obra e pelo trabalho a frente da NAU.

    Prêmio Coca-Cola de Teatro Jovem :
  • 1991 Melhor Cenografia e Música em Copélia
  • 1994 Especial pela Mulher que Matou os Peixes
  • 1997 Melhor Direção em Papagueno

    Troféu Mec / Inacen
  • 1978 Melhores espetáculos do ano : Tá na Hora, Tá na Hora
  • 1979 Melhores espetáculos do ano : Duvi-de-ô-dó
  • 1980 Melhores espetáculos do ano : Passa Passa Tempo
  • 1981 Melhores espetáculos do ano : Cara ou Coroa
  • 1982 Melhores espetáculos do ano : Dito e Feito
  • 1986 Melhores espetáculos do ano : O Rei Mago
  • 1989 Melhores espetáculos do ano : Copélia
  • Depoimento prestado em 14 de fevereiro de 2000 a A. C. Bernardes e Silvia Aderne.

    Leia também as entrevistas de Lúcia Coelho realizadas no 6º Seminário Permanente de Teatro para Infância e Juventude, no Teatro Zienbinski 28 de Outubro de 1997 e a do Projeto Encontros e Oficinas realizada no Teatro Cacilda Becker em 03 de Outubro de 2006.

    Fotos: Arquivo de Lúcia Coelho