Prêmios Teatrais

Prêmio Paulo Pontes
Histórico

O Prêmio Paulo Pontes foi criado em 1980 pela Associação Carioca de Empresários Teatrais - ACET. Era um prêmio aberto, sem especificação de categoria, sendo escolhidos tanto artistas, autores e técnicos quanto figuras dos poderes públicos e da iniciativa privada que tivessem prestado relevantes serviços à causa das artes cênicas no Rio de Janeiro.

A escolha dos vencedores, numa primeira etapa, no mês de dezembro, era feita por voto secreto, por todos os associados da ACET, que estavam em dia com sua mensalidade.

No início do ano, os empresários cariocas se reuniam em um almoço de confraternização, para sufragar em escrutínio direto e numa segunda etapa a escolha das sete personalidades que, nas mais diversas atividades, melhor haviam desenvolvido seu trabalho pelas Artes e pelo teatro em particular.

O Prêmio era uma estatueta coma figura de Paulo Pontes - criada por Zé Andrade, mais a quantia equivalente a vinte salários mínimos, que nos dois primeiros anos foi patrocinada pela Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro – FUNARJ. No terceiro ano de premiação, a Funarj resolveu não desembolsar mais o dinheiro, criando uma crise, que acabou com a premiação. O prêmio também contava com o apoio do Projeto Carlton.

Quem foi Paulo Pontes?
Paraibano, nasceu em Campina Grande em 1940. Nos anos 60 radicou-se no Rio de Janeiro, onde teve decisiva importância na vida cultural da cidade.

Juntamente com Oduvaldo Viana Filho, Ferreira Gullar, Armando Costa e João das Neves fundou o Grupo Opinião. Escreveu para a televisão – como exemplo dessa fase temos o programa “A Grande Família”, da TV Globo, sob sua responsabilidade durante um ano.

Como autor teatral teve expressivos êxitos com “Um Edifico Chamado 200”, “Check-up”, ”Dr.Fausto da Silva” e “Brasileiro: Profissão e Esperança”. Traduziu a quatro mãoes, com Flávio Rangel, o musical “O Homem de La Mancha”.

Com Chico Buarque e sob a inspiração de Oduvaldo Viana Filho escreveu “Gota D’Água”, adaptação de “Medeia”, de Eurípedes. “Gota D’Água” recebeu o Prêmio Molière como melhor texzto apresentado em 1975.

Em 1976, quando morreu, Paulo Pontes estava escrevendo, também com Chico Buarque, uma comédia musical de título “O Dia em que Franck Sinatra veio ao Brasil”.